Trabalhando com grupos específicos – Atuação do psicólogo no hospital
August 30, 2008 – 12:55 pm
Trabalhando com grupos específicos no contexto hospitalar
Alguns trabalhos em grupo favorecem resultados positivos numa atuação conjunta do psicólogo no contexto hospitalar, contribuindo para integração da equipe e consequentemente para o melhor e mais rápido restabelecimento do paciente, bem como, no trabalho preventivo e psicoeducacional
• Grupos de orientação educacional e comportamental
Funções e direcionamento neste trabalho grupal:
o Grupo como espelho interpessoal
o Reprodução no grupo dos conflitos durante as sessões
o Paciente revê (espelha) sua forma de se relacionar
o Avaliam as conseqüências de suas ações
o Pensam, sentem e agem nas relações com as pessoas buscando novos significados (resignificam)
o Aprendem a assumir sua parte de responsabilidade
o Aprende no grupo com as intervenções e com os demais pacientes novas respostas
o Readquire sua capacidade de aproximar-se das pessoas quanto para saber diferenciar relacionamentos indesejáveis
o Aprendem que nosso adoecer depende da maneira que lidamos com nossa interação com as pessoas
o A consciência dos próprios relacionamentos pessoais é fundamental para se adquirir saúde mental
• Grupos com doentes orgânicos
Funções e objetivos priorizados neste grupo de trabalho:
• Humanizar o ambiente (enfermaria, ambulatório)
• Facilitar o surgimento do contato com a esperança nos membros
• Contribuir para a adesão ao tratamento
• Oferecer informações seguras e atualizadas sobre a evolução da doença de cada um e de todos
• Trabalhar com grupos homogêneos (mesma patologia)
• Abrir espaço para examinar das necessárias alterações no estilo de vida provocadas pela doença (seqüelas)
• Busca facilitar os recursos que cada paciente tem para enfrentar a situação, atualizá-los e trabalhar as dificuldades, inclusive o medo maior que é a morte
• Grupo de apoio para os profissionais
Questões a serem trabalhadas neste grupo:
• Frustração e irritabilidade
• carga trabalho excessivo, problemas institucionais, apoio, etc.
• Distribuição do poder
• disputa, inconformismo, etc.
• Sentimentos de insegurança e inadequações
• Carga maior de responsabilidade
• Pressão constante para o desempenho profissional
• estresse
• Relacionamentos pessoais
• atritos pessoais entre profissionais da mesma especialidade e de especialidades diferentes
A questão da universalidade nos grupos de trabalhos
• Todos têm uma história para contar sobre o diagnóstico comum
• Todos têm suas curiosidades estimuladas sobre as peculiaridades (personalidade) de cada um e os recursos que cada um emprega para lidar com o tratamento e sofrimento pela evolução da doença
• O fator terapêutico da coesão surge de forma espontânea no grupo (objetivos comuns)
• A livre discussão corre solta e a reabilitação anima a todos, passando esperança
• As experiências similares permeiam as discussões promovendo melhores compreensões da doença e seus agravantes
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