Teste Vocacional de Strong: Análise de interesses profissionais

April 9, 2010 – 6:56 pm

O uso de testes psicológicos em seleção de pessoal e teste vocacional

Este teste vocacional é dirigido a uma análise de múltiplos interesses profissionais.

Trata-se de um teste muito importante para avaliar e medir agrupamentos de interesses de jovens que ainda não se definiram profissionalmente

Este teste vocacional é uma das melhores tentativas para medir variáveis não intelectuais.

Tem 400 itens agrupados em 8 partes. As 5 primeiras referem-se a profissões, matérias escolares, divertimentos e atividades diversas (fazer um discurso, consertar um relógio, exprimir publicamente seus julgamentos apesar das críticas) e peculiaridades de pessoas. As outras 3 exigem que o sujeito classifique certas atividades por ordem de preferência, compare seus interesses em pares de itens e avalie suas capacidades atuais.

A Fórmula é avaliada com uma chave diferente para cada profissão (47 chaves para homens e 28 para mulheres).

Os trabalhadores em serviços semi-qualificados e não-qualificados são equivalentes com relação aos interesses e às capacidades. Já nos níveis mais elevados de profissões, a satisfação com o trabalho decorre de um gosto intrínseco por ele, enquanto nos níveis inferiores existe uma dependência cada vez maior de fatores extrínsecos (ordenado, segurança, contatos sociais e reconhecimento pessoal). Assim, a mensuração de padrões de interesse profissional torna-se menos significativa quando se desce na hierarquia profissional.

No desenvolvimento das chaves, a freqüência relativa de cada resposta entre profissionais de certa área e a população em geral determinou o peso dado a essa resposta na chave de tais profissionais. Um peso positivo indica que a resposta é mais freqüente entre tais profissionais (quanto maior a diferença na freqüência, maior o peso). Um peso zero indica que a resposta não diferencia tais profissionais do resto da população. Um peso negativo é atribuído a respostas obtidas com menos freqüência entre tais profissionais.

Na parte I do teste, o sujeito deve exprimir seu interesse por muitas profissões a respeito das quais pode ter pouco conhecimento. Porém, essas respostas são avaliadas em função de suas correlações, e não como um índice direto de interesse pela profissão específica. Essa interpretação será reconhecida como o tratamento “sintomático” de respostas. Assim, é possível obter a resposta do indivíduo ao estereótipo despertado pelo nome de cada profissão. Depois, verifica-se empiricamente se essas respostas têm ou não significação diferencial para os vários grupos de critério.

O resultado total em cada chave profissional é a soma algébrica de todos os pesos de itens. Há normas de percentil e de resultado padrão para cada grupo profissional. Para simplificar a avaliação, há também avaliações em letras, correspondentes a certas partes da distribuição de resultado padrão. Um resultado elevado em qualquer chave indica apenas uma grande semelhança com os interesses das pessoas dedicadas a tal profissão. O teste não tenta medir as aptidões para nenhuma profissão.

O teste vocacional de Strong de um indivíduo poderia ser avaliado para uma única profissão. Porém, mais freqüentemente o teste é avaliado com quase todas as chaves. Com o conjunto de resultados obtidos, é possível examinar o padrão de interesses do indivíduo. No caso de orientação, uma consideração do perfil total de interesses do indivíduo é fundamental.

Existem também chaves coletivas para alguns agrupamentos de interesses. Mas um exame padrão de resultado de um indivíduo, em chaves profissionais separadas, é preferível ao uso de escalas coletivas, pois estas não são igualmente representativas de todas as profissões que as constituem.

O Strong também pode ser avaliado com chaves especiais de maturidade de interesses (homens de 15 anos X homens de 25 anos), masculinidade-feminilidade, nível profissional (operários X profissionais liberais, etc.) e nível de especialização.

A mais recente adição ao grupo de escalas não-profissionais é uma escala para medir o nível de especialização. Tal escala tem valor discriminativo em outros campos, que exigem estudo especializado adiantado; por isso, foi apresentada para uso geral entre estudantes universitários, com a explicação provisória de que indica se o indivíduo apreciaria ou não estudo adiantado que exige especialização limitada.

De modo geral o teste de Strong representa uma das melhores tentativas para medir variáveis não intelectuais.

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