Terapia Cognitiva: Abordagem da Psicologia e visão de homem

TERAPIA COGNITIVA: PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A Psicologia é uma forma de conhecimento que se estrutura com diferentes abordagens, ou formas diferentes de visão de homem e de mundo.

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A psicoterapia na abordagem da terapia cognitiva é uma forma de tratamento psicológico que visa a reestruturação dos pensamentos e crenças dos clientes para que, por meio de evidências da realidade, possam rever e reformular sua percepção e interpretação do mundo e dos conflitos.

Desta forma, o terapeuta cognitivo vai ajudar no autoconhecimento do cliente de forma que este reconheça sua história de vida e de aprendizagem, como experiências que permitam confrontar situações que o levaram a formular as crenças distorcidas e disfuncionais, as quais ficam evidenciadas por pensamentos automáticos que levam a avaliações precipitadas e com pouca reflexão.

De acordo com a Terapia Cognitiva os indivíduos atribuem significado a acontecimentos, pessoas, sentimentos e demais aspectos de sua vida. Com base nisso comportam-se de determinada maneira e constroem diferentes hipóteses sobre o futuro e sobre sua própria identidade. As pessoas reagem de formas variadas a uma situação específica podendo chegar a conclusões também variadas. Em alguns momentos a resposta habitual pode ser uma característica geral dos indivíduos dentro de determinada cultura, em outros momentos estas respostas podem ser idiossincráticas derivadas de experiências particulares e peculiares a um indivíduo. Em qualquer situação estas respostas seriam manifestações de organizações cognitivas ou estruturas. Uma estrutura cognitiva é um componente da organização cognitiva em contraste com os processos cognitivos que são passageiros (Beck, 1963; 1964).

Assim, a teoria cognitiva tem como objeto de estudo principal a natureza e a função dos aspectos cognitivos, ou seja, o processamento de informação que é o ato de atribuir significado a algo. O objetivo da Teoria Cognitiva é descrever a natureza de conceitos (resultados de processos cognitivos) envolvidos em determinada psicopatologia de maneira que quando ativados dentro de contextos específicos podem caracterizar-se como mal adaptativos ou disfuncionais. O objetivo da terapia cognitiva seria, ainda, o de fornecer estratégias capazes de corrigir estes conceitos idiossincrásicos (Bahls, 1999; Biggs & Rush, 1999; Beck & Alford,2000).

A história da terapia cognitiva inicia-se em 1956 quando Aaron Beck realizou um trabalho de pesquisa com o intuito de verificar os pressupostos psicanalíticos acerca da depressão. Para Freud (1917), pessoas deprimidas apresentavam uma “hostilidade retrofletida”, ou seja, uma espécie de masoquismo ou necessidade de sofrer. Os estudos de Beck o levaram a deparar-se com resultados de outra natureza: alguns pacientes apresentaram melhoras em resposta a algumas experiências bem sucedidas e não resistiram a estas mudanças, contrariando o esperado (Beck & Alford,2000).

Isto fez com que Beck e demais pesquisadores iniciassem uma seqüência de novos e diversos estudos sobre a depressão que passou a ser vista como um transtorno cuja principal característica seria uma tendência negativa onde a pessoa deprimida apresenta muito frequentemente, expectativas negativas com relação ao resultado de seus comportamentos e uma visão também negativa de si mesmas, do contexto em que está inserida e de seus objetivos

(Beck, Rush, Shaw & Emery, 1979).

A partir disso os demais estudos desenvolveram-se de forma a testar estratégias de modificação de tais tendências negativas existentes na depressão bem como a extensão da testagem deste novo modelo a outros transtornos como o de ansiedade que reagiu muito bem a está linha teórica.

O funcionamento psicológico bem como a adaptação psicológica a determinado contexto estão na dependência de “estruturas de cognição com significado” ou simplesmente “esquemas”. O termo “significado” é, por sua vez, designado como o resultado da ação de interpretar uma realidade determinada e a forma de relação desta realidade com o self.

 

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