Simpósio de Psicologia 2010 da Sociedade Brasileira de Psicanálise
April 17, 2010 – 11:37 am
Simpósio de Psicologia da SBPSP uniu artistas e psicanalistas
Com público eclético, evento apresentou conexões entre a psique, a arte e a tipografia
Como perceber o que o inconsciente quer dizer através do traço, da forma e do som? Foi isso que o Simpósio Traço, Forma e Psicanálise mostrou em dois dias de evento, no último final de semana, atraindo pessoas de diversos segmentos como designers, fotógrafos, músicos e artistas plásticos.
A diversidade dos convidados e participantes assegurou o sucesso do evento, que provou que não são só as palavras que dizem alguma coisa. “Não sou da área, mas fiz questão de participar do Simpósio. Fiquei muito curiosa para ver no que ia dar essa mistura de designers, maestro, pichadores e psicanalistas. E foi muito bom. Realmente a psicanálise está presente o tempo todo, em tudo”, conta Regina Lira, RI de uma agência de comunicação.
Com convidados como o Maestro João Maurício Galindo, que apresentou diversas partituras, em diferentes linguagens e ideias, o cartunista Paulo Caruso, que através dos desenhos e letras transmite significado, os artistas plásticos Sérgio Fingermann, que destacou o olhar como primeiro sentido, e Zezão, que com sua arte faz protestos. Ronald Kapaz, Designer Gráfico e sócio-fundador da Oz Design, que fez um laço entre psicanalistas e designers, que precisam compreender as necessidades e anseios de seus clientes. O designer gráfico Henrique Nardi, idealizador do projeto Tipocracia, que falou sobre a história do tipo e a importância destes registros como sinalizadores de um universo, uma época ou uma corrente de pensamento. Silvana Rea, que estuda a interface entre a estética e a psicanálise, a educadora Ana Angélica Albano, que falou de suas experiências e fez um link entre o educador e o psicanalista, além da participação de psicanalistas membros da SBPSP.
O objetivo do Simpósio era mostrar as inúmeras maneiras de expressão, e como é possível dizer a mesma coisa de diferentes formas, seja com uma música ou com um desenho, e como essas vertentes transmitem o que no fundo queremos dizer, como afirma o cartunista Caruso, “o desenho é o resultado da imaginação e realidade”.
“Ficamos muito satisfeitos com o resultado deste trabalho. Tivemos a participação de grandes artistas e em cada mesa tinha um psicanalista com um trabalho muito bem fundamentado para compor o debate”, diz Magda Khouri, diretora da DDC da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
A SBPSP e suas comissões buscam sempre novos temas para aprimorar o segmento seja em teorias, ou na clínica lidando com pacientes. As palestras, que unem psiquiatras, psicanalistas, e artistas, como no caso dos últimos dois eventos, procura agregar valores e abrir o campo de visão desses profissionais, mostrando como o traço e a forma tem forte significado.
Mais sobre a SBPSP
A Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, fundada em 1927, foi a primeira sociedade psicanalítica da América Latina e também pioneira ao obter reconhecimento da Associação Psicanalítica Internacional (www.ipa.org.uk), da qual é membro componente, assim como é da Federação Psicanalítica da América Latina e da Federação Brasileira de Psicanálise. Composta atualmente por 447 membros efetivos e associados da SBPSP e 333 membros filiados ao Instituto Durval Marcondes, a Sociedade de São Paulo busca manter o pluralismo psicanalítico teórico-clínico, a interação de psicanalistas com orientações diversas e também estimular férteis diálogos com outras áreas do conhecimento e da cultura. Mantém um representativo fluxo científico e permanente de publicações, como o Jornal de Psicanálise e a Revista ide.