Sensação de dor e o sofrimento: Influências psicológicas da dor
September 1, 2010 – 6:32 pm
Perceber qual o sentido e o significado que cada indivíduo atribui à sua dor nem sempre é uma tarefa fácil, mas é, sem dúvida, de suma importância. Igualmente importante é descobrir qual o espaço que essa dor ocupa na vida do sujeito
A dor é uma experiência desagradável, sugestiva e emocional, associada a uma lesão real ou potencial dos tecidos ou descrita em termos dessa lesão.
A dor se apresenta como uma das funções primordiais do sistema nervoso pois, leva em conta a informação a respeito da ocorrência ou ameaça da lesão. A sensação de dor, devido à sua natureza aversiva contribui para essa função, que lhe é inerente. Ela é uma qualidade sensorial fundamental, alertando para as ocorrências de lesões teciduais e permitindo a seus mecanismos serem sinalizados para proteção do organismo lesionado (Meyer e Col. Apud Angelotti, 2001).
Na literatura especializada, Karl Johaentges (1996) define que a dor é a mais desagradável das sensações corporais, no entanto, é fundamental para a sobrevivência, pois avisa e protege o organismo. Esta tem várias faces, pode ser tanto lacinante, como palpitante, ou até aguda, podendo ser às vezes persistente, surda, paralisante chegando a ser irritativa. Pode aparecer de repente ou com certa periocidade.
Entretanto, seja qual for a forma em que apareça, ninguém pode questionar o papel fundamental que ela desempenha; é um sistema de alarme que avisa sempre que algo funciona mal na complicada maquinaria humana. Na realidade existe tantas causas de dor, quanto das sensações dolorosas.
Rocha (2001) afirma que sob influências límbicas e corticais, a ocorrência da dor é mediada pelos processos neurais que modulam a percepção ampliando-a ou minimizando-a. Devido a esse fator, a experiência da dor não é uma função isolada da quantidade de dono tecidual, e sim um resultado da integração de diversas funções.
Kobayashi (2003) em sua tese de mestrado pontua a diferenciação da dor ao dizer que, todo ser humano a tem, com exceção dos portadores de insensibilidade congênita, que convivem com a dor desde o seu nascimento.
Ainda segundo a autora a dor é o alarme de que há algo alterado no organismo, tanto no Sistema Nervoso Central (SNC) como no Periférico (SNP). Sua função é adaptativa, educativa protetora, permitindo que o indivíduo escape das situações potencialmente danosas à sobrevivência. Dessa forma, ele aprende a evitar e a reconhecer objetos e situações que possam trazer sensações dolorosas evitando surgimento e ou o agravamento de lesões. As dores provenientes de doenças, induzem o indivíduo a manter-se com menos atividade física, evitando o agravamento da doença e permitindo que o organismo busque recursos naturais de cura.