Psicologia Hospitalar: O estagiário de psicologia na UTI. Reflexões sobre a equipe, rotina e o papel do psicólogo – Segunda parte do artigo.

May 31, 2009 – 8:49 pm

Esta é a segunda parte desta pesquisa científica em psicologia realizada por estagiários de psicologia focando o trabalho do Psicólogo e do Estagiário de Psicologia no contexto hospitalar e, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Público Estadual.

Veja a parte 1 desse artigo científico de psicologia hospitalar

Este estudo a trata da atuação da Psicologia Hospitalar  ,do estagiário de Psicologia e da Intervenção Psicológica no Contexto Hospitalar.

O Psicólogo no contexto hospitalar tem como principal objetivo a minimização do sofrimento provocado pela hospitalização e promover a ampliação do processo de ajuda, buscando tornar possível o trabalho terapêutico, no intuito de alcançar níveis da vida pessoal, interpessoal, e todas as implicações psíquicas e emocionais.

Focando na tríade que é constituída pelo paciente, família e equipe de saúde e lidando com suas limitações e a dificuldade de expressão de sentimentos neste contexto, este trabalho é direcionado na mediação das relações: atenção, orientação e acolhimento dos anseios, dúvidas e fantasias, e, também, com a equipe, trabalhando sentimentos que são ambivalentes como onipotência e impotência, e as defesas que limitam o atendimento de forma humanizada.

Assim o psicólogo atua como um facilitador das angústias, promovendo integração e diminuindo o estresse. Objetivando, ainda, o desenvolvimento de atividades que visem à melhoria da atuação da equipe interdisciplinar, possibilitando uma maior compreensão dos aspectos psicológicos que transitam o Centro de Terapia Intensivo, identificar quadros psico-reativos (depressão reativa, apatia, agressividade),

O tratamento adequado de um profissional para com o paciente de UTI é muito importante no caso de prevenção à depressão, estresse, entre outros fatores que podem vir a surgir enquanto o paciente se encontra internado na Unidade de Terapia Intensiva.

O paciente está debilitado física e emocionalmente, pela falta da família e sentimento de carência, com isso, perde toda sua autonomia.

O trabalho do Psicólogo neste momento é de propor ao paciente a capacidade de atualizações da visão de si mesmo, orientando-o quanto a necessidade de melhora, vinculando-o à vida e à busca de melhora de sua saúde, incutindo na sua rotina em UTI, que ele está vinculado e mobilizado para a cura e que aquele momento é extremamente necessário à sua reabilitação.

As autoras puderam perceber que no primeiro momento a entrada das estagiárias na UTI, trabalhando com a equipe de saúde foi bem receptiva, houve acolhimento e valorização da tarefa, pois esta se apresentava como algo novo, intenso, vibrante e, ao mesmo tempo, proporcionando uma imensa riqueza de sentimentos, emoções e a chance de uma experiência realmente significante.

 

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