Psicologia Hospitalar : Dificuldade do paciente com doença crônica e a tentativa de suicídio no Hospital

A atuação da Psicologia Hospitalar e a intervenção psicológica junto ao paciente hospitalizado com doenças crônicas ou doença muito grave.

 

O diagnóstico de uma doença crônica ou muito grave é uma notícia desagradável e que o paciente despreparado tem dificuldade de entender e aceitar, mesmo que se perceba num estágio avançado da doença.

 

O medo da hospitalização e o medo da doença leva a negação da doença e a desvalorização do diagnóstico que são estratégias que muitos pacientes utilizam para “ganhar” o tempo necessário para uma maior elaboração da gravidade da notícia.

 

A atuação da Psicologia Hospitalar mostra que uma forma muito comum no hospital é a reação ao diagnóstico por uma doença grave com a agressividade diante da equipe, dos familiares e da própria instituição.

 

Quando o paciente não consegue a expressão desses sentimentos agressivos contra o outro e contra o mundo, uma forma muito problemática e perigosa é o retorno dessa agressividade contra si mesmo, numa tentativa de autoagressão, autopunição e na tentativa de suicídio, ou no próprio ato suicida.

 

Se o paciente está emocionalmente perturbado, com pensamentos suicidas vagos, a oportunidade de falar sobre estes pensamentos e sentimentos com um médico que mostre preocupação pode ser suficiente.

 

No entanto, uma oportunidade para seguimento deve ser dada, particularmente se o paciente tem suporte social inadequado.

 

Seja qual for o problema, os sentimentos de uma pessoa suicida normalmente são constituídos numa tríade de desesperança, desamparo e desespero. Os três estados mais comum são:

 

1. Ambivalência: A maioria dos pacientes suicida é ambivalente até morrer de fato. Existe uma batalha entre o desejo de viver e o desejo de morrer. Se a ambivalência é usada pelo médico para aumentar o desejo de viver, o risco de suicídio pode ser reduzido.

 

2. Impulsividade: O suicídio é um fenômeno impulsivo e o impulso é por natureza muito transitório. Se a ajuda é fornecida no momento do impulso, a crise pode ser combatida.

 

3. Rigidez. As pessoas suicidas tem o pensamento, afeto e ações restritos, seu raciocínio é dicotomizado em termos de ambos/ou. Explorando as várias alternativas de morte possível com o paciente suicida, o médico gentilmente faz o paciente perceber que existem outras opções, mesmo que não sejam as ideais.

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