Psicologia Hospitalar: Criança hospitalizada e o atendimento psicológico na brinquedoteca do hospital

A criança hospitalizada continua sendo criança e deve continuar a desenvolver-se, o brinquedo desta forma é um aliado de primordial importância. Seu uso é recomendado na assistência à criança em geral, e especificamente na assistência de enfermagem, inclusive sob a forma de brinquedo terapêutico (RIBEIRO, 1991).

De acordo com FRIEDMANN (1992) a existência de um espaço bem montado, com muitos recursos lúdicos não são suficientes para garantir a criança a potencialização máxima da brincadeira, é preciso que existam profissionais com boa formação prática e teórica, com conhecimentos de técnicas de animação lúdica, de jogos, brinquedos e, sobretudo com clareza do seu papel junto à criança.

BOMTEMPO (1987) relata que o brincar da criança é motivado pela curiosidade inata, para que isso se realize não é necessário de brinquedos sofisticados, pois os brinquedos mais simples permitem uma maior manipulação e transformação, onde passam a ser mais apreciados pelas crianças.

A mesma autora elaborou alguns critérios que permitam uma classificação e análise dos brinquedos com o objetivo de tentar mostrar a importância que tem o uso adequado de brinquedos tanto para o desenvolvimento como para a aprendizagem da criança e a faixa etária adequada. O primeiro passo para a classificação é o reconhecimento do objeto, que consiste na manipulação do mesmo pelo adulto, visando verificar qualidades como: durável, atóxico, cores atraentes, etc. O segundo passo os aspectos relacionados ao desenvolvimento e aprendizagem e as finalidades ou temas sugeridos pelo brinquedo como, brincar de casinha, médico.

Segundo FRIEDMANN (1992) a brinquedoteca é um espaço privilegiado onde a criança aprende de uma forma prazerosa e cooperativa, pela própria idealização da brinquedoteca, espaço livre de interação e no qual os brinquedos são de propriedade coletiva, a criança tem a oportunidade de descobrir-se e trazer à tona suas capacidades e habilidades específicas.

A ausência de cursos de formação para os profissionais que trabalham com crianças em creches, instituições, em escolas, faz com que ocorra a ausência de sistematização e compreensão do significado educativo e cultural do brincar, desconhecendo a forma e utilização de brinquedos com as quais a criança mantém contato (FRIEDMANN ,1992).

De acordo com BOMTEMPO (1990) o trabalho em uma brinquedoteca requer uma formação profissional específica. As primeiras brinquedotecas da Europa sempre estiveram a cargo de voluntários que não tinham uma formação especial. Quando suas tarefas foram se tornando mais difíceis, recorreram a bibliotecários, psicólogos, pedagogos, etc. Hoje em dia, para um melhor desenvolvimento no cargo, os autores sugerem que o responsável pela brinquedoteca seja um profissional de nível superior.

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