Psicologia Hospitalar – Atendimento psicológico à criança hospitalizada
February 24, 2009 – 12:42 pm
A criança hospitalizada necessita de uma forma de tratamento humanizado que permita diminuir a hostilidade do ambiente hospitalar e facilitar a experiência da hospitalização de maneira menos traumática.
Os profissionais da área da saúde envolvidos na assistência à criança hospitalizada devem ter consciência de que a doença e a hospitalização é um ataque à criança como um todo.
A psicologia Hospitalar e o atendimento psicológico à criança hospitalizada visa essa conscientização e num trabalho multidisciplinar mostrar que a integridade e seu desenvolvimento emocional está igualmente prejudicada pelo processo de internação.
Uma das formas da Psicologia Hospitalar trabalhar essas questões envolve a participação ativa da equipe de saúde, da família e da própria criança no processo de tratamento e recuperação.
Esse envolvimento deve considerar as etapas que envolvem a hospitalização, entre elas:
1. A fase de encaminhamento para a internação e as explicações sobre a necessidade de permanência no hospital
2. A fase de exames e investigação do processo da doença e a contrinuição da família para a compreensão mais detalhada dos fatores envolvidos no adoecer.
3. A fase dos procedimentos clínicos necessários para o tratamento e recuperação, com o envolvimento da mãe ou responsável, no alojamento conjunto, na participação dos cuidados, no favorecimento de segurança e confiança, na comunicação com a equipe, etc.
4. A fase de procedimentos mais invasivos, quando necessário cirurgia ou outros exames. Nesta fase é importante o esclarecimento aos familiares e à criança. É necessário fortalecer o vínculo e trabalhar os medos e receios, a ansiedade e as consequencias dos procedimentos.
5. A fase de recuperação final e alta médica, com esclarecimentos sobre os procedimentos pós-alta, cuidados, manutenção e prevenção de recaídas e recidivas.
O trabalho da Psicologia Hospitalar com a criança diretamente deve favorecer a diminuição do sofrimento na experiência da hospitalização e da doença.
As experiências que a criança sofreu enquanto hospitalizada determinam as consequencias negativas ou positivas da hospitalização. A participação ativa da criança em todo o processo é fundamental para ser reconhecida como agente de sua vida e consequentemente agente em seu processo de cura e enfrentamento.
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