Psicologia Hospitalar: Acompanhamento psicológico ao paciente hospitalizado. Atendimento ao paciente que passa por intervenção cirúrgica
June 9, 2009 – 3:59 pm
A atuação da Psicologia Hospitalar visa principalmente a minimização do sofrimento do paciente devido à sua doença ou à necessidade de hospitalização.
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A debilidade física, as conseqüências limitantes da doença, a dor e a angústia de ficar na dependência do outro são fatores que aumentam o estresse e o desconforto vividos numa situação de internação hospitalar.
Em casos de internação e de intervenções cirúrgicas necessárias, o paciente, na maioria das vezes, se sente perdido, sem opções, com fantasias e medos do que pode acontecer e da gravidade de seu próprio quadro.
Este momento da internação é vivido de forma extremamente dramática, não importando o tipo de cirurgia à qual o paciente será submetido, mas sim o modo como o paciente vivencia esse momento.
O estado emocional no pré-operatório atua diretamente sobre suas reações, afetando tanto na anestesia para a cirurgia quanto na convalescência do pós-operatório.
A internação hospitalar pode contribuir para o sentimento de ruptura com a vida diária e com a
perda da autonomia do paciente.
A hospitalização pode implicar uma série de sentimentos de desconforto, inclusive propiciando o processo de despersonalização, muito comum no ambiente hospitalar e em grandes períodos de internação, pois o paciente passa a ser tratado em função do quadro de sintomas que apresenta, e não mais pela sua singularidade enquanto indivíduo.
O paciente acometido de uma doença orgânica, grave ou aguda, tem uma demanda psicológica específica.
Necessita comunicar-se bem com seu médico, ou receber as informações de forma correra. A comunicação adequada sobre o que está acontecendo, o que vai acontecer e quais os objetivos de tais procedimentos são fundamentais. São estas informações e mais a compreensão empática da equipe de saúde que lhe fornecerá segurança e apoio.
Se por decorrência de suas características psicológicas anteriores ou por excessiva pressão da situação, apresenta um distúrbio psicológico transitório é fundamental para os participantes da equipe de atendimento entender que este distúrbio é situacional, específico e, na maior parte das vezes, relacional.
Neste contexto, o papel do psicólogo hospitalar é essencial para apoiá-lo, esclarecê-lo, informá-lo, levar a equipe a se relacionar efetivamente com ele, dar-lhe todas as informações de aspectos específicos de sua patologia e de seu prognóstico
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