Psicologia Hospitalar – A criança hospitalizada e os fatores psicológicos associados

March 8, 2009 – 10:59 pm

A atuação da Psicologia Hospitalar junto à hospitalização infantil deve focar os cuidados humanizados no atendimento e as consequencias da hospitalização infantil no universo da criança.

Um dado importante para a Psicologia Hospitalar, é o que mostra acarretar desajustamentos e consequentemente experiências traumáticas durante a hospitalização infantil, pois baseia-se no fato de que muitas crianças sentem a doença como uma ameaça externa, como uma punição e o hospital como local onde está ocorrendo esse castigo.

Esses pacientes correlacionam a doença com fatores externos, ou seja, acham que ficaram doentes e estão internados porque não atenderam ao que os pais mandaram: não se alimentaram corretamente, não obedeceram aos pais, foram crianças ruins, etc.

Dessa forma, a doença e a hospitalização são formas de serem punidas, pois são as culpadas. Esse sentimento de culpa traz muito sofrimento à criança e dificulta o atendimento da equipe de saúde, pois o paciente pode se entregar à doença, resignando-se os cuidados médicos.

Esta culpa e este sofrimento ficam evidenciados em suas experiências pelas próprias limitações a que estão impostas neste ambiente, ou seja, não pode sair do leito, não pode chorar, não pode brincar, estão distante dos amigos, estão em um ambiente estranho, etc.

É necessário a atuação da Psicologia Hospitalar no trabalho conjunto com a criança, familiares e equipe de saúde para proporcionar à criança um espaço de acolhimento a suas angústias, assumir atitudes de carinho e tratá-las como pessoas que possuem vontades, desejos, opiniões e que podem ser participantes de seu processo.

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