Psicologia Hospitalar: A Atuação do Psicólogo no Hospital e o atendimento humanizado ao paciente hospitalizado. Uma das atribuições da Psicologia Hospitalar
March 18, 2011 – 9:54 pm
A atuação da Psicologia Hospitalar na humanização do hospital e no atendimento ao paciente hospitalizado
Para Camon (2002), um dos profissionais da saúde que poderá ajudar na humanização do hospital é o psicólogo, trabalhando no sentido de estancar os processos de despersonalização do indivíduo enfermo, restaurando assim sua dignidade existencial.
Para Campos (1995) humanizar o atendimento é atender as necessidades do outro, e nesse sentido, o psicólogo dentro do hospital, como membro de uma equipe de profissionais da saúde, busca sempre o bem-estar individual e social da pessoa enferma, utilizando também informações das áreas de Medicina, Enfermagem, Serviço Social e Nutrição e outras áreas afins.
Campos (1995) salienta que a população procura atendimento nos hospitais de forma rotineira e que espera-se encontrar nestas instituições profissionais de várias especialidades para que esse atendimento seja rápido, ininterrupto e eficaz.
Armelin e Scatena (2000) afirmam que os hospitais convertidos em grandes instituições enfatizavam mais a tecnologia e a competência científica do que o contato com as pessoas e, ainda hoje, a estrutura e métodos terapêuticos de muitas instituições hospitalares refletem essa concepção. Na maioria das vezes a pessoa é hospitalizada para receber cuidados para a sua doença, ao invés de receber cuidados como uma pessoa que se encontra com uma determinada doença.
Mezomo (1991) enfatiza que há necessidade de integração entre o paciente e o profissional da saúde no sentido de preservar ou recuperar a saúde e é desejável que este profissional tenha uma conduta pautada pelos valores humanos. Na sua opinião a internação em um hospital pode significar um ato traumatizante para a pessoa que a necessita e representar uma rotina para os profissionais da equipe. Mesmo que existam pacientes sorridentes e dóceis, e estes são os que se sentem salvos pelo hospital e reconhecidos pela dedicação recebida, existem os descontentes, os que se tornam infantis, agressivos e angustiados.