Pesquisa Científica em Psicologia : Psoríase e os fatores psicossomáticos nas dermatoses.
February 26, 2009 – 9:15 am
A influência dos fatores emocionais e do estresse na gênese, manutenção e desenvolvimento da Psoríase. Um estudo da Psicologia científica
Psoríase e Dermatoses
Anzieu (1988; apud Gartner, 1998) considera que a pele protege o equilíbrio de nosso meio interno das perturbações exógenas, e através de sua forma, textura, coloração e cicatrizes, estariam conservando as marcas destas perturbações, portanto, às afecções cutâneas explicitariam os nossos conflitos que atuam no corpo (soma), e também tentariam voltar nossa atenção para uma atitude que buscasse solucioná-los, através de um caminho mais coerente, que seria a mente (Quilici, 1999).
Koblenzer (1993; apud Gartner, 1998), também refere à importância das primeiras experiências táteis cutâneas e de seu efeito em longo prazo no desenvolvimento humano. Tanto em aspectos físicos e emocionais, como também às predisposições para expressões somáticas e de doenças emocionais.
OS FATORES PSICOSSOMÁTICOS NAS DERMATOSES
Segundo Perestrello (1987) os sintomas Psicossomáticos seriam uma maneira de reproduzir no corpo, um conflito que está em processo mental, quer consciente, quer inconscientemente.
Estima-se que pelo menos 30% de 75 % de pacientes dermatológicos possuem fatores psíquicos significativos, associados ou contribuintes no desenvolvimento e evolução da enfermidade cutânea. Estes aspectos psicológicos podem interferir na indução, manutenção e exacerbação destas dermatoses (Cotapos & Gluck, 1994).
Patrús (1991; apud Gartner, 1998) menciona a questão do stress emocional associado a diversas doenças dermatológicas, apontando para a exacerbação de sintomas, a partir da liberação através do sistema nervoso central de neuropeptídeos, secundariamente ao stress emocional. No caso da Psoríase, estes estariam estimulando a produção excessiva de hormônios adrenocorticotrópicos, ou seja, os denominados cortisóides e, possivelmente promoveria o surgimento e /ou agravamento da patologia.
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Autor: Katia Forti
Especialista em Psicoterapia Cognitiva Comportamental pela Universidade Federal do Estado de São Paulo – Unifesp
Email: katiaforti@yahoo.com.br
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