Origem da esquizofrenia: Primeiras Descrições da Doença e sintomas relacionados

A Esquizofrenia é um distúrbio muito frequente na sociedade e que remonta sua descrição e origem há tempos registradas em pergaminhos, desenhos e manuscritos em diversas épocas.

Existem testes atuais que ajudam a conhecer a personalidade e a identificar sintomas e/ou distúrbios de personalidade. clique em teste psicológico ou em teste de personalidade e conheça mais.

De acordo com  Kendell (1988) citado por Neto (1995), descrições parciais de sintomas da doença esquizofrenica que hoje conhecemos podem ser encontradas em textos hindus e gregos, séculos antes de Cristo. A partir do século XIX d.C. começam a surgir descrições mais precisas das diferentes doenças mentais, nas primeiras tentativas de sistematizar uma nosografia psiquiátrica, em relação aos quadros denominados vagamente de insanidade. Como afirma Shirakawa (1992) citado por Neto (1995), em 1809, Pinel descreveu casos de “idiotia adquirida”, Esquirol, em 1838, referiu-se a pacientes com “quadros demenciais” que se instalam na juventude.

Segundo Neto (1995), em 1856, Morel, descreveu um paciente jovem brilhante que se tornou progressivamente apático e retraído, utilizando a expressão démence precoce pela primeira vez. Nove anos depois, em 1865, Snell apresentou na conferência “Monomania como Forma Primária de Distúrbio Mental” uma descrição detalhada da forma paranóide da esquizofrenia.

Para Janzarik (1978;1986) citado por Neto (1995) anteriormente, apenas os transtornos reversíveis ou com componente afetivo eram considerados primários. No entanto, a observação de que certos quadros, que iniciavam sem manifestação de melancolia ou mania, evoluíam para condições irreversíveis de debilitação mental com “insanidade” ou “imbecilidade”  levou à estruturação de uma nova entidade clínica: a “insanidade primária”.

No âmbito dessa entidade, Kahlbaum veio a descrever a hebefrenia em 1863, e em 1871, Hecker apresentaria também uma extensa monografia sobre a mesma doença. Em 1874, Kahlbaum descreveu a catatonia; em 1891, falou da dementia simplex. Todos, no entanto, descreviam essas doenças como entidades independentes. (Neto, 1995).

Kraepelin, em 1896 reuniu os quadros catatonia, hebefrenia e demência paranóide sob a designação de dementia praecox. Esses quadros caracterizam-se pelo início na segunda década de vida e por acarretarem uma deteriorização da personalidade do paciente. Kraepelin procurou traçar uma delimitação clara entre esta entidade nosográfica e a psicose maníaco-depressiva, cujo conceito havia se desenvolvido a partir das observações de Falret, que a denominava folie circulaire, e de Baillerger (folie à doublé forme) por volta de 1850. Esses autores perceberam que as doenças melancolia e mania apresentavam-se associadas e com um curso periódico. O termo dementia praecox, no entanto, não era satisfatório, uma vez que em alguns pacientes a doença se instalava numa faixa etária mais velha; também não havia uma demência em sentido estrito, mas alterações que atingiam principalmente as esferas afetiva e cognitiva da personalidade (Neto, 1995).

Segundo Neto, (1995), Eugen Bleuler em 1908, sugeriu a substituição pelo termo esquizofrenia (do grego, schizo = cindido, phren = mente).

Em 1811, Bleuler, citado por Neto (1995), classificou os sintomas da esquizofrenia em fundamentais e acessórios: os primeiros seriam característicos para a doença, enquanto os últimos poderiam ocorrer em outros quadros psiquiátricos. Como sintomas fundamentais citavam-se distúrbios da associação do pensamento, distúrbios da afetividade, ambivalência da afetividade e da vontade (decorrentes de alterações de funções psíquicas elementares) e autismo (decorrente de distúrbios da função de integração psíquica); entre os sintomas acessórios, as alterações sensoperceptivas, os delírios, os sintomas catatônicos e as alterações de memória e de atenção. Procurou desenvolver ainda uma teoria dos sintomas, subdividindo-os em primários, decorrentes diretamente de um processo mórbido cerebral, e secundários, que se originam de uma reação do psiquismo a esse processo mórbido. Salientava não existir uma superposição entre sintomas primários e fundamentais ou secundários e acessórios.

 

  1. 2 Responses to “Origem da esquizofrenia: Primeiras Descrições da Doença e sintomas relacionados”

  2. QUAL DE MIM SOU EU…?

    Aqui, o poeta
    não é simplesmente
    um gênio do conhecimento
    dos sentimentos humanos
    Na verdade
    não há gênio
    (e nem conhecimento)
    o que se passa
    é que não passo
    a palavra
    a personagens,
    nem empresto a voz
    a ilustres heterônimos:
    dividem-se, em mim,
    dois pólos
    que não se comunicam
    não dividem o espaço
    Cada um,
    a seu tempo
    preenche-o completamente
    assenhoream-se
    dominam-no
    como se não tivera
    outro dono
    são pólos inconciliáveis
    incomunicáveis
    incompatíveis de gênio
    senhores de si
    e as vezes de mim
    me confundem
    são cheios de razões
    não sei o que sou
    são parasitas
    alimentam-se
    da minha consciência
    e só percebo
    que não são eu
    quando se vão.
    Mas… alternam-se
    tão rapidamente
    que nem tenho tempo
    de ser eu mesmo
    Eu? Desculpem-me:
    quem sou eu?
    Não sei…
    Só sei que não sou eles
    (mas também não sou eu…)
    pois no curto espaço
    de tempo
    em que se ausentam
    sou apenas
    o vácuo,
    vazio absoluto
    Deus, olha pra mim…
    e cura-me
    antes que julguem-me
    e condenem-me
    porque
    ninguém
    irá
    exorcizar
    o que não são
    possessões
    mas dualidades:
    euforia e medo…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

    By byClaudioCHS on Nov 1, 2011

  3. Medo…
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções…
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    e não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá…
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido…
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar…
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
    ah… quem dera, quem dera…
    que a mão de Deus me sustente neste instante…
    em que viver é tão ou mais difícil que conjugar todos os verbos…
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
    tenho medo, medo…
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída…
    medo de perder o medo
    de apertar o botão “Desliga”…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

    By byClaudioCHS on Nov 1, 2011

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