O que é loucura: A Doença Mental, a loucura e os transtornos mentais

O termo “doença mental” foi criado com uma intenção humanizadora, em virtude de se pretender evitar o preconceito da loucura e, colocar os loucos na categoria de doença, mas a mudança da palavra não mudou os conceitos de exclusão frente à loucura (Assali, 1994).

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“Talvez o que ocorre com a doença mental é que o conhecimento que se tem sobre muitas delas é muito limitado e isto permite diferenças de opinião muito grandes” (Araújo, 1996 p.31).

De acordo com a definição de Ferreira (1999), a palavra loucura significa: 1) estado ou condição de louco, insanidade mental. 2) um ato próprio de louco. 3) falta de discernimento, irreflexão, absurdo, insensatez, doidice, louquice. 4) imprudência, temeridade. 5) tudo que foge às normas, que é fora do comum, grande extravagância, louquice. 6) pessoa, animal  ou coisa a que se devota grande amor ou entusiasmo.

Os significados apontados acima demonstram como são entendidos e caracterizados os indivíduos portadores de doença mental.

Foucault (1975) conceitua a “doença” mental como uma loucura “alienada”.

Para Araújo (1996) o conceito de doença mental são representações sociais, isso não quer dizer que sejam mitos e/ou falsos. Nem todas representações sociais são necessariamente falsas, pois os “direitos humanos”, o “elétron” e a “universidade” também são representações sociais, pois representam o consenso compartilhado e, freqüentemente , constituem convenções sociais, derivadas de regras aceitas pela sociedade. Não são fatos estabelecidos pela natureza, mas são idéias e conceitos complexos desenvolvidos por grupos sociais e legitimados por validade consensual.

De acordo com Frayze-Pereira (1985) o conjunto de sintomas, que é o ponto de partida dos profissionais da área para a conceituação de qualquer forma de “doença mental”, enraíza-se na vida social.

É comum a sociedade dar à doença o sentido de desvio ou inadaptação e ao doente uma posição que o exclui (Foucault, 1975).

Frayze-Pereira (1985) corrobora esta idéia na correlação entre sociologia e patologia mental, afirmando que a doença só tem realidade e valor de doença no interior de uma cultura que a reconhece como tal.

No começo da década de 60 o programa de saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), investia no aprimoramento do diagnóstico e classificação da doença mental, sendo hoje denominada como Transtornos Mentais e de Comportamentos.

O conceito de Transtorno (CID-10, 1993) se refere à existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais. Desvio ou conflito social sozinho, sem disfunção pessoal, não é incluído nesta definição de Transtorno Mental.

Os loucos, ou melhor, os doentes mentais continuam causando medo, hostilidade, suspeita, temor. Ainda são marginalizados e considerados como diferentes dos outros doentes, são vistos como incuráveis. A mudança nominal não implicou na mudança ideológica. Quem recebe o diagnóstico de louco não consegue retornar a sociedade e viver como qualquer outro indivíduo. O louco quando saí de uma ou de várias internações não continua tendo os mesmos direitos dos outros. Ele não é visto como um cidadão com direitos e deveres. Ele não pode responder por suas atitudes frente a um juiz e principalmente frente à sociedade (Assali, 1994).

 

  1. 2 Responses to “O que é loucura: A Doença Mental, a loucura e os transtornos mentais”

  2. Boa Tarde, seria possível informa a bibliográfia de ASSALI 1994

    By ana paula on Sep 29, 2013

  3. O livro DAF: A Essência Perdida, de I. di Renzo, disponível na Amazon, aponta a mais provável causa de inúmeros transtornos comportamentais humanos até hoje não compreendidos, causa essa nunca antes observada, imaginada ou pesquisada científica e laboratorialmente, que acrescenta uma nova experiência na visão da Psicologia e Psiquiatria.

    By Robson Rossit on Apr 25, 2014

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