O que é assertividade? Comportamento assertivo e habilidades sociais nos relacionamentos

Dificuldades de falar em publico, fobia social e falta de habilidades sociais que provoca a timidez, o isolamento e o afastamento social.

Habilidades sociais e comportamento assertivo, técnicas de assertividade e treino em habilidades sociais são formas de lidar e ganhar recursos para enfrentar e eliminar as dificuldades sociais como a timidez, e a fobia social.

O termo “comportamento assertivo”, que posteriormente seria sinônimo de Habilidade Social, foi utilizado pela primeira vez por Wolpe em 1958, referindo-se não apenas ao comportamento mais ou menos agressivo, mas a expressões de sentimentos como a  amizade e o carinho. Wolpe dedicou-se ao estudo da expressão dos sentimentos negativos, enfatizados como expressões de fadiga e aborrecimentos. Durante muito tempo o comportamento assertivo esteve ligado a que se aplicasse à defesa dos direitos e a expressão de sentimentos negativos (Caballo, 1996).

As pesquisas iniciais que impulsionaram o crescimento de trabalhos e publicações sobre o comportamento assertivo são atribuídas a Wolpe em 1969 e Lazarus em 1971 (Caballo , 1996).

Nas décadas de 80 e 90 surge o Treinamento em Habilidades Sociais (THS), sendo o campo de investigação e aplicação do conhecimento psicológico sobre o desempenho social (Argyle 1967, apud Falcone, 2000a).

Na atualidade, o campo teórico-prático das habilidades sociais constitui-se como uma área de produção de conhecimentos psicológicos necessários para avaliar desempenhos socialmente efetivos e apropriados. Iniciado e estabelecido desde a década de 30, o campo das Habilidades Sociais foi se consolidando a partir das contribuições de abordagens comportamentais e sócio-cognitivas (Del Prette e Del Prette, 1998).

Existem diversos problemas na hora de definir o que é um comportamento socialmente habilidoso, muitas são as definições encontradas, não havendo uma unanimidade sobre o que se pode considerar um comportamento socialmente habilidoso (Caballo , 1996).

“Uma habilidade pode ser definida como uma atividade organizada, coordenada, em relação a um objeto ou uma situação que implica numa cadeia de mecanismos sensoriais, centrais e motores. Uma de suas características principais é que a atuação, ou seqüência de atos, encontra-se continuamente sob o controle da entrada de informação sensorial” (Argyle e Kendon 1967, apud Caballo, 1996, pg 363).

“Comportamento assertivo refere-se à habilidade de expressar sentimentos e desejos de forma honesta, direta e apropriada, sem violar os direitos dos outros” ( Lange e Jakuboski, apud Falcone, 2000a, pg 50).

Meichenbaum, Butler e Grudson (1981, apud Caballo, 1996) afirmam que é impossível desenvolver uma definição consistente de Habilidade Social, sendo que esta é parcialmente dependente do contexto, que é mutável. A habilidade social deve ser considerada dentro de um determinado marco cultural, dentro dos padrões de comunicação que variam amplamente entre culturas e dentro de uma mesma cultura, dependendo de fatores como idade, sexo, classe social e educação. Além disso o grau de efetividade de uma pessoa dependerá do que ela deseja conseguir na situação particular em que se encontre, pois um comportamento considerado apropriado em uma situação pode ser impróprio em outra.

Segundo Falcone (1999), atualmente diversas pesquisas sobre efeitos sociais da empatia sugere que essa habilidade social é mais útil do que a manutenção da qualidade dos relacionamentos. A empatia gera efeitos sociais importantes como a popularidade com os amigos, satisfação em relações românticas, ajuda a desenvolver habilidades de enfrentamento, e reduz problemas emocionais e psicossomáticos com amigos e familiares.

Para Caballo (1996), o comportamento socialmente habilidoso é o conjunto de comportamentos emitidos por um indivíduo em um contexto interpessoal que expressa os sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou direitos desse indivíduo, de um modo adequado a situação, respeitando esses comportamentos nos demais, e que geralmente resolve os problemas imediatos da situação enquanto minimiza a probabilidades de futuros problemas.

Del Prette e Del Prette (1999b), apresentam três componentes das habilidades sociais, os cognitivos–afetivos, os fisiológicos e os comportamentais, que se subdividem em verbais de conteúdo, verbais de forma e não verbais.

Os conhecimentos prévios sobre a cultura e o ambiente, sobre os papéis sociais e sobre si próprio, as expectativas e crenças como planos e metas, os valores, padrões de realizações, auto conceitos, auto-eficácia, estratégias e habilidades de processamento, como decodificação, resolução dos problemas, auto-observação, instrução e empatia, são os principais componentes das Habilidades Sociais Cognitivos – afetivos (Del Prette e Del Prette, 1999b).

 

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