O Medo da Hospitalização: Fatores psicológicos envolvidos na internação hospitalar
July 6, 2009 – 9:12 pm
Com a internação o paciente sofre várias modificações diante de seus hábitos vividos, pois agora ficará dependente de outras pessoas e até mesmo do ambiente no qual está inserido.
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A atuação da Psicologia Hospitalar neste contexto tem em seu prisma a concepção de que o paciente ao ser hospitalizado, sofre um processo de despersonalização frente a uma nova situação causada por sua patologia , tendo assim, que deparar-se com a realidade conceitual decorrente da internação.
O medo da hospitalização ocorre em quase todos os casos, pois o paciente se percebe indefeso e incapaz de atuar e decidir sobre si mesmo, sendo necessário passar esta função a outros, os quais, muitas vezes nem lhe transmite confiança.
Neste momento torna-se necessário reformular seus valores e conceitos de homem, mundo e relações interpessoais em suas formas conhecidas.
A pessoa hospitalizada passa a adquirir novos conceitos existenciais, diferentes de suas experiências vividas anteriormente, fazendo com que todos seus valores sejam modificados frente a realidade hospitalar e de sua patologia, perdendo assim, até seus vínculos interpessoais,
Um componente quase sempre presente e que dificulta a adaptação do paciente em sua hospitalização é a dor física decorrente da patologia. Além desta dor física, existe a dor psicológica relacionada ao medo do que lhe vai acontecer.
Como base na dimensão emocional frente a dor, deve-se favorecer a interpretação dos estados emocionais com seus aspectos fisiológicos e comportamentais em termos de adaptação e sobrevivência.
Diante de uma situação estressante, o indivíduo desencadeia uma reação de alarme decorrente da adaptação frente as mudanças ocorridas por sua internação, sendo estas determinadas em três fases: reação de alerta, fase de resistência e fase de exaustão.
A psicologia hospitalar tem como objetivo principal, diminuir o sofrimento do paciente provocado pela hospitalização e a intervenção psicoterápica, seja qual for sua modalidade, visa produzir uma mudança adaptativa para o equilíbrio do paciente frente a seus conflitos
O psicólogo passa a ser fundamental, como sendo o facilitador da comunicação entre soluções de problemas e sua atuação junto à equipe médica.
Segundo este prisma é muito importante que consiga detectar os recursos internos e externos de que o paciente dispõe para lidar com tais situações de stress, podendo assim, ajudá-lo, estimulando-o com atividades cognitivas e comportamentais, para melhora de sua integridade física e psíquica e assim favorecendo suas relações interpessoais.
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