O estagiário de psicologia na UTI. Reflexões sobre a equipe, rotina e o papel do psicólogo

May 26, 2009 – 10:37 am

Pesquisa científica em Psicologia - Estudo da atuação da Psicologia Hospitalar na UTI

O estudo a seguir trata da atuação do psicólogo no contexto hospitalar, o qual tem como objetivo a minimização do sofrimento provocado pela hospitalização e promover a ampliação do processo de ajuda, buscando tornar possível o trabalho terapêutico, no intuito de alcançar níveis da vida pessoal, interpessoal, e todas as implicações psíquicas e emocionais que poderão ser significativas tanto para a pessoa do paciente como forma de amenizar os efeitos da hospitalização como também das implicações da própria doença, e para nós acadêmicos, como forma de aprendizado.

Palavras-chave: atuação do psicólogo; humanização; hospitalização; estagiário de psicologia, despersonalização, psicologia na UTI.

 

Di Biaggi (2002) considera a possível ruptura entre a normalidade psíquica anterior e a provável alteração pós-internação em UTI. O autor considera que quando uma pessoa adoece gravemente, algo em seu sentimento de inviolabilidade se rompe, constituindo um estreitamento de horizonte pessoal, uma ruptura em muitas das suas ligações com o seu meio, sua vida real e uma distorção do seu relacionamento com os demais, frente a esta nova condição.

 

E, neste contexto, o Psicólogo e o estagiário de psicologia vêm com expressivo valor interventivo, a partir do momento em que se propõe a participar ativamente junto ao paciente. Realizando uma escuta ativa proporcionando um ambiente de colaboração emocional com o interno, ligando-o à vida, mostrando a ele como pode encontrar uma maneira melhor de enfrentar seu estado. 

 

O tratamento adequado de um profissional para com o paciente de UTI é muito importante no caso de prevenção à depressão, estresse, entre outros fatores que podem vir a surgir enquanto o paciente se encontra interno em uma Unidade de Terapia intensiva.

 

Uma vez que o paciente se encontra debilitado física e emocionalmente, pela falta da família e sentimento de carência perde toda sua autonomia, neste momento vamos propondo atualizações da visão de si, orientando quanto à necessidade de melhora vinculando-o à vida e a busca de melhora de saúde, incutindo na sua rotina em UTI, que ele está veiculado e mobilizado para a cura e que aquele momento em que se encontra se faz extremamente  necessário à sua reabilitação.

 

Focando numa abordagem que precisa considerar a tríade que é constituída pelo paciente, lidando com suas limitações e a expressão feito a compreensão do sofrimento físico e emocional como o mais importante, a família por  estar tão angustiada e impotente, direcionando o trabalho na mediação das relações: atenção, orientação e acolhimento dos anseios, dúvidas e fantasias, e, também, com a equipe, trabalhando  sentimentos que são ambivalentes como onipotência e impotência, e as defesas que limitam o atendimento de forma humanizada.

 

Assim o psicólogo atua como um facilitador das angústias, promovendo integração e diminuindo o estresse. Objetivando, ainda, o desenvolvimento de atividades que visem à melhoria da atuação da equipe interdisciplinar, possibilitando uma maior compreensão dos aspectos psicológicos que transitam o Centro de Terapia Intensivo, identificar quadros psico-reativos (depressão reativa, apatia, agressividade)

 

Autores: Ana Ramalho – Madalena Sodré (Universidade de Santo amaro – UNISA- 2008) Divulgação parcial da pesquisa

 

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