Intervenção Psicológica no Hospital – Doença e Morte no hospital
August 25, 2010 – 11:34 pm
A doença ocorre no indivíduo e priva-o de trabalhar, se divertir, tirando-o muitas vezes do convívio familiar e dos amigos, deixando-o isolado. Portanto, para CAMPOS (1995), cada um vive sua própria dor e por mais que os outros façam algum esforço para compreendê-lo, ninguém sentirá o que ele sente. Sendo assim, a experiência de adoecer é sentida como única pela pessoa.
Segundo GOIS E SILVA (1997) a doença representa um conflito na vida do indivíduo, sendo que tira a liberdade do mesmo devido à limitação que o impõe. Antes do adoecer o homem tem o poder de decidir ser o que quiser, pois sua existência é um poder-ser constante, porém, quando adoece, o homem toma contato com um impedimento real, pois não tem a certeza de que ficará bom novamente para poder tomar decisões em sua vida.
A doença faz com que o indivíduo seja tratado como alguém que não pode ou sabe opinar. Ela cita que quase sempre é outra pessoa quem decide sobre se, quando e onde um paciente deverá ser hospitalizado. É como se o paciente houvesse perdido suas faculdades mentais e não possua sentimentos, desejos, opiniões e, acima de tudo, o direito de ser ouvido (KÜBLER-ROSS, 1996).
Segundo MELLO FILHO (1992) toda doença humana é psicossomática, já que incide num ser sempre provido de soma e psique, inseparáveis, uma vez que toda doença orgânica sofre influência da mente, pois repercute aspectos psicológicos.
Para BOSS (1981, apud FREITAS, 1995) a doença é sempre ameaçadora à vida, e de certa forma acena para a morte. Para o autor, vida e morte são reduzidas a uma única possibilidade destacada do existir humano, portanto cada indivíduo vive e morre sua própria morte, sendo insubstituível no morrer.
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