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	<title>Psicologia na Net</title>
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		<title>Quais as principais abordagens da Psicologia: Tipos de psicoterapia e abordagens da Psicologia</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 16:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O termo psicoterapia é genérico e costuma ser utilizado para designar qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos psicológicos (Zimerman, 1999). A Psicoterapia também trabalha com Testes Psicológicos: Neste site voce pode conhecer alguns testes de psicologia, testes de inteligência e testes de personalidade. Acesse estes links. Em Psicologia, há três referenciais onde cada um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo psicoterapia é genérico e costuma ser utilizado para designar qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos psicológicos (Zimerman, 1999).</p>
<p>A Psicoterapia também trabalha com <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-para-transtorno-de-ansiedade-teste-de-ansiedade/1071/">Testes Psicológicos</a>: Neste site voce pode conhecer alguns <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-para-depressao/1138/">testes de psicologia</a>, <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-de-personalidade-e-teste-psicologico-%E2%80%93-descubra-se-voce-tem-deficit-de-atencao-e-hiperatividade/1041/">testes de inteligência</a> e <a href="http://www.psicologiananet.com.br/os-tipos-de-testes-de-personalidade-e-seu-uso-na-psicologia-ao-longo-dos-tempos/906/">testes de personalidade</a>. Acesse estes links.</p>
<p>Em Psicologia, há três referenciais onde cada um deles nos levará a sua concepção teórica e a um procedimento técnico diante do indivíduo, paciente desse processo e objeto de um estudo e acompanhamento clínico:</p>
<ol>
<li>Behaviorista;</li>
<li>Fenomenológico – Existencial;</li>
<li>Psicanálise.</li>
</ol>
<p>Embora as abordagens sejam diferentes, com olhares diversos sobre o objeto de estudo, cada uma delas tem a sua importância na instrumentalização do psicólogo em sua ação psicoterapêutica.</p>
<p>O modelo inicial da prática clínica em Psicologia surgiu do modelo médico. Esse buscava estabelecer diferenças entre desordens orgânicas, endógenas e desordens orgânicas exógenas, procurando estabelecer  relações entre elas e os distúrbios do comportamento, além de  fazer relações entre distúrbios orgânicos e os distúrbio psicológicos, com o intuito de estabelecer quadros classificatórios e dessa forma, observá-los (Trinca, 2001).</p>
<p>Apresentaremos uma breve descrição das três abordagens em questão, particularizando a Psicanálise que será a destacada nesta Monografia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>1. </strong><strong>A ABORDAGEM BEHAVIORISTA </strong></h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Reese (1966, apud Banaco, 1997) o conceito de análise aplicada ao comportamento, também conhecida como modificação do comportamento, teve origem a partir de trabalhos sobre condicionamento operante em animais, realizados em laboratórios por Skinner entre os anos de 1930 e 1960. Após esses estudos, os conceitos foram ampliados para os de comportamento humano em diversas áreas como a educação, desenvolvimento infantil, aconselhamento e a psicoterapia, entre outros.</p>
<p>A obra de Skinner pode ser comparada apenas com a de Freud sobre a Psicanálise. Seus trabalhos tiveram imensa repercussão em todo o mundo. Segundo Fadiman e Frager (2002) Skinner se baseou nos comportamentos observáveis das pessoas e dos animais.  Sua aversão e a desconfiança de explicações mentais, subjetivas, intervenientes ou fictícias levaram-no a propor formas distintas de observação, discussão e compreensão da personalidade.</p>
<p>De acordo com Banaco (1997) o behaviorismo é uma teoria rica e profunda, que procura chegar às raízes do comportamento humano. A abordagem comportamental, como é também denominada, tem tentado através do estudo de modelos experimentais, entender as variáveis de controle de vários problemas humanos. Dessa forma, seus estudos buscam descrever causas, efeitos de variáveis e possíveis formas de modificar esses problemas.</p>
<p>Sua metodologia prioriza o estudo do sujeito único, em suas relações comportamentais estabelecidas com o ambiente no qual está inserido. Mais importante do que a descrição das respostas que levam os indivíduos aos consultórios é o conhecimento da função que essas respostas apresentam nesse ambiente. O modelo é darwinista e baseia-se em seleção das respostas (ditas comportamentos) por conseqüências , portanto, Skinner não discute as manifestações comportamentais em termos de normal e patológicas (Banaco, 1997).</p>
<p>Skinner adotou uma posição como tese de que somente o comportamento pode ser totalmente descrito, isto é, mensurável, observável e perceptível através de instrumentos de medida (Fadiman e Frager, 2002).</p>
<p>Para essa abordagem, portanto, o comportamento é o objeto de estudo que tenta descrever dentro de quais  determinadas circunstâncias o indivíduo responde daquela forma e quais as conseqüências seguem-se a essa resposta de forma a mantê-la. Qualquer mudança nas circunstâncias, na resposta ou nas conseqüências, modificará toda a relação e, portanto, o comportamento (Banaco, 1997).</p>
<p>A grande ferramenta que os analistas do comportamento têm para descreverem e manipularem essas relações é a análise funcional. Através desse tipo de análise é possível encontrar as relações estabelecidas entre indivíduo e ambiente, assim como a experimentação de modificações nessas relações, que é descrita por Banaco (1997) como técnicas comportamentais.</p>
<p>No cenário clínico, há algumas técnicas que podem ser utilizadas como tratamento, como por exemplo, as de recompensa e punição (reforço positivo e negativo) e de dessensibilização (Fadiman e Frager, 2002).</p>
<p>Na teoria cognitiva, como também é denominada a abordagem behaviorista, mais particularmente a abordagem cognitiva-comportamental, o comportamento nunca é visto de forma isolada, pois ele sempre está inserido em um contexto onde haverá a sua significação (Banaco, 1997).</p>
<p>Será necessário que o terapeuta consiga identificar as contingências nas quais o indivíduo está inserido e com base nelas efetuar intervenções de forma a criar, propor ou estabelecer relações de contingências, auxiliando-o a elaborar melhor seu repertório e assim modificar os comportamentos que causam sentimentos conflituosos (Banaco, 1997).</p>
<p>Segundo Catania (1973 e 1993, apud Banaco, 1997) na análise de contingências é importante considerar as probabilidades condicionais que relacionam um evento a outro, ou seja, qual a probabilidade de um evento ocorrer na presença e na ausência de um e de outro.</p>
<p>Diz Skinner (1953, p 5, apud Banaco, 1997) que “uma formulação adequada da interação entre um organismo e seu ambiente deve sempre especificar três coisas: (1) a ocasião em que a resposta ocorre; (2) a própria resposta; e (3) as conseqüências reforçadoras. As inter-relações ente elas são as contingências de reforço”.</p>
<p>Finalizando, a observação é um pré-requisito necessário para a definição comportamental. Assim, todo comportamento que puder ser observado durante o atendimento, seja dentro do ambiente clínico, hospitalar, em presídios, na residência ou no dia-a-dia do paciente, poderá ser tratado com essa abordagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>2. </strong><strong>A ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA – EXISTENCIAL </strong></h2>
<p>Essa abordagem inclui uma ampla gama de técnicas e práticas em Psicologia, em função de sua constituição filosófica. Destacaremos apenas Perls nessa abordagem, tendo como base suas contribuições para a Psicologia enquanto ciência e, em particular, pelo desenvolvimento teórico e técnico da Gestalt-Terapia, uma terapia existencial pela sua natureza (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>Frederick S. Perls é o criador da Gestalt-Terapia, assim chamada para delimitar o campo clínico da Psicologia da Gestalt. Ele contribuiu principalmente com os procedimentos da terapia em si, descrevendo-a como uma terapia existencial, utilizando-se de princípios em geral considerados existencialistas e fenomenológicos.</p>
<p>Embora essa técnica tenha incorporado aspectos de várias outras teorias como a Psicanálise, o Behaviorismo, o Psicodrama, a Psicoterapia de grupos e o Zen Budismo, acima disso a Gestalt-Terapia é uma abordagem humanista (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>Segundo estudos feitos por esses autores, a teoria da Gestalt foi inicialmente formulada no final do século XIX na Alemanha e Áustria. Desenvolveu-se como um protesto contra a tentativa de compreender a experiência através de uma análise atomística – análise na qual os elementos de uma experiência são reduzidos aos componentes mais simples, sendo cada componente analisado separadamente dos outros e em que a experiência é entendida como uma soma desses componentes (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>Os autores comentam que a Gestalt-Terapia é, sobretudo, uma síntese de abordagens que visa a compreensão da Psicologia e dos comportamentos humanos. Isto não lhe tira a originalidade ou utilidade. Em termos gestálticos, a originalidade e utilidade repousam na natureza do todo e não na derivação das partes.</p>
<p>Nesse sentido, o princípio mais importante da abordagem gestáltica é o de prôpor que uma análise das partes nunca pode proporcionar uma compreensão do todo uma vez que o todo é definido pela interação e interdependências das partes. As partes de uma gestalt não mantêm sua identidade quando estão separadas de sua função e lugar no todo.</p>
<p>Perls sugere que o terapeuta é basicamente uma tela de projeção na qual o paciente vê seu próprio potencial ausente. A tarefa da terapia é a recuperação desse potencial do paciente. O terapeuta é sobretudo um habilidoso frustrador. Embora dê satisfação ao paciente dando-lhe atenção e aceitação, o terapeuta frusta-o recusando-se lhe dar o apoio de que carece (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>O terapeuta age de maneira a catalisar as atitudes e comportamentos de seu paciente a fim de evidenciá-las, tendo o intuito de ajudá-lo a perceber como ele mesmo se interrrompe constantemente e os papéis que esse desempenha, além  mostrar como o paciente evita sua própria conscientização em relação às suas fugas (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>As projeções que estão envolvidas na relação do paciente com o terapeuta fornecem um aspecto bastante significativo da fuga que o paciente vivencia em relação ao impasse, salientam os autores.</p>
<p>De forma resumida, Fadiman &amp; Frager (2002) dizem que dentre as contribuições importantes que a Gestalt trouxe para a Psicologia, podem ser citadas a forma como é entendida a maneira como as partes constituem e estão relacionadas com o todo e a de ter sugerido formas sobre como os organismos se ordenam para alcançar sua organização e seu ótimo equilíbrio (Fadiman &amp; Frager, 2002).</p>
<p>Violet Oaklander é considerada a primeira enquanto psicoterapeuta de crianças nessa abordagem e desenvolveu os procedimentos técnicos para a psicoterapia de crianças tendo a Gestalt – terapia como base teórica.</p>
<p>A Autora utiliza desenhos e trabalhos de fantasias induzidas em crianças como instrumentos técnicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li><strong>3. </strong><strong>A ABORDAGEM PSICANALÍTICA</strong></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>O termo Psicanálise é usado para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional.  Para compreendermos a Psicanálise se faz necessário percorrer as descobertas de Freud bem como seu trajeto pessoal, pois grande parte de sua produção foi baseada em experiências pessoais (Bock, Furtado, Teixeira, 1994).</p>
<p>De acordo com as autoras, Freud inicialmente entendia que todos os fatos mencionados no discurso dos pacientes tinham verdadeiramente acontecido. Posteriormente, descobriu que poderiam ter sido imaginados, mas com a mesma força e conseqüências de uma situação real. E assim postulou “que aquilo que para o indivíduo assume valor de realidade é a realidade psíquica” (p 72).</p>
<p>As autoras explicam ainda que o funcionamento psíquico é concebido a partir de três pontos de vista: o econômico (existe uma quantidade de energia que alimenta os processos psíquicos); o tópico (o aparelho psíquico é constituído de um número de sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza e modo de funcionamento, o que permite considerá-lo como lugar psíquico); e o dinâmico (no interior do psiquismo há forças que entram em conflito e que se encontram permanentemente ativas e a origem dessas forças é a pulsão).</p>
<p>A pulsão se refere a um estado de tensão que busca através de um objeto, a supressão desse estado. Freud menciona a existência das seguintes pulsões: de vida (abrange as pulsões sexuais e as de autoconservação e está relacionada a Eros) e a de morte (pode ser autodestrutiva ou estar dirigida para fora e manifestar-se como pulsão agressiva ou destrutiva, relacionada a Tanatos).</p>
<p>Gonçalves, Magalhães e Reis (1984 p 47-48) citam que Freud publicou em 1923 uma nova concepção sobre a estrutura da personalidade e a denominando-a de 2ª tópica, também conhecida como concepção estrutural da personalidade. Complementou assim a 1ª tópica que anteriormente havia apresentado os conceitos de Inconsciente, Consciente e Pré-Consciente.</p>
<p>Explicam, ainda, os autores que na 2ª tópica, Freud dividiu a personalidade em três regiões que possuem relações mútuas ente si: o Id, o Ego e o Superego.</p>
<p>Podemos entender por Id, a representação da parte obscura e inacessível da personalidade, ou seja, seu conteúdo é de impulsos apenas em busca de descarga afetiva. “Ele é a expressão dos impulsos de vida e de morte que Freud verá presente e todo o organismo vivo” (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984 p 47-48).</p>
<p>“O Id é orientado exclusivamente pelo princípio do prazer e não conhece nenhum tipo de julgamento de valor, ignorando o bem, o mal e a moralidade” (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984 p 48).</p>
<p>O Ego, na concepção freudiana não está presente no início da vida, devendo ser desenvolvido durante a vida do indivíduo. Na ótica genética, uma parte do Id é adequadamente modificada pela proximidade e contato com o mundo externo, sendo esse o fator decisivo na formação do Ego (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984).</p>
<p>“O Ego tem a função de observar o mundo externo. Ele se interpõe entre os impulsos do Id e a ação do indivíduo, com o intuito de identificar as circunstâncias em que tais impulsos poderão ser realizados com um mínimo de conflito” (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984 p 48-49).</p>
<p>Para conseguir exercer sua função, “o Ego necessita de uma quantidade de energia que será por ele retirada do Id. Para que isso seja possível o Ego utiliza-se de uma artimanha na qual ele se identifica com o objeto de desejo libidinal do Id, desviando-se desta forma a libido do Id para si próprio” (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984 p 49).</p>
<p>Os autores explicam ainda que, baseados em leitura das obras de Freud, que a outra instância da 2ª tópica é o Superego. Ele é formado durante o término da fase do complexo de Édipo, quando é interiorizada a imagem idealizada dos pais.</p>
<p>O Superego se situa face ao Ego como modelo e obstáculo. Ele é o responsável pela origem da consciência moral, sentimentos de auto-estima e de culpa.</p>
<p>Freud escreve três funcionalidades do superego: consciência, auto-observação e formação de ideais (Fadiman &amp; Frager, 1986).</p>
<p>A meta na interação entre as três instâncias mencionadas (Id, Ego e Superego) consiste em estabelecer e manter, quando atingido, um nível aceitável de equilíbrio dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer.</p>
<p>O Id é inteiramente inconsciente e o Ego e o Superego o são em partes. Assim o objetivo prático da Psicanálise “é, na verdade, fortalecer o Ego, fazê-lo mais independente do superego, ampliar seu campo de percepção e expandir sua organização, de maneira a poder assenhorar-se de novas partes do Id” (Freud, 1933, livro 28, p 102).</p>
<p>A Psicanálise estabelece que “a maneira pela qual o indivíduo se comporta diante de seus objetos de amor ou de objetos sexuais é o critério central na avaliação do desenvolvimento do caráter humano” e assim torna-se necessário compreender o processo de desenvolvimento psicossexual para então se compreender a formação do caráter (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984, p 26),</p>
<p>Ainda segundo esses autores, sabe-se nesse sentido que Freud assinalou que os objetos de amor de um indivíduo transformam-se de maneira sucessiva, assim como a relação que existe entre o objeto e o indivíduo também se modificam.</p>
<p>“Os mecanismos que operam essa transformação, determinando a formação de um caráter, são a sublimação e a formação reativa” (p 25).</p>
<p>Segundo Bock, Furtado e Teixeira (1994, p 70-71), durante as investigações de Freud na prática clínica sobre as causas e funcionamentos das neuroses, ele descobriu que “grande maioria dos pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, que se configuravam como origem dos sintomas atuais. Freud identificou que essas ocorrências deixavam marcas profundas na estruturação da personalidade dos indivíduos e, assim, postulada a existência de uma sexualidade infantil”.</p>
<p>Segundo Fadiman e Frager (1986), a medida em que um bebê se transforma em uma criança e esta em um adolescente e em um adulto, ocorrem mudanças marcantes no que é desejado e em como esses desejos são satisfeitos.</p>
<p>Fadiman e Frager (1986) relatam após leitura das obras de Freud que as modificações nas formas de gratificação e as áreas físicas de gratificação são os elementos básicos das fases de desenvolvimento.</p>
<p>As fases psicossexuais do desenvolvimento são vividas por todas as pessoas e são as que seguem: oral, anal, fálica e genital, sendo que entre as duas últimas fases há duas outras comuns a todas as pessoas, em particular, o Complexo de Édipo e o Período de latência (Gonçalves, Magalhães e Reis, 1984).</p>
<p>A percepção de um acontecimento do mundo externo ou do mundo interno pode ser algo muito desprazeroso para o indivíduo e o Ego atua nestes momentos de maneira a proteger toda a personalidade contra as ameaças, falsificando, deformando ou negando a natureza da realidade. Essas distorções são chamadas de mecanismos de defesa (Fadiman e Frager, 1986).</p>
<p>O principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade, que por sua vez é um obstáculo ao crescimento. Fadiman e Frager (1986) citam que há duas formas de diminuir a ansiedade: uma é enfrentando o problema e a outra é fugindo dele. Os mecanismos possuem a função de diminuir a ansiedade do indivíduo, ajudando-o a fugir do problema.</p>
<p>Os principais mecanismos de defesa citados por Freud durante suas descobertas são “o recalque, a formação reativa, a regressão, a projeção, o isolamento e a racionalização” (Fadiman e Frager, 1986, p 19).</p>
<p>A função primordial da clínica psicanalítica – a análise – é buscar a origem do sintoma ou do comportamento manifesto, ou do que é verbalizado, com o objetivo de cura ou de autoconhecimento. Para tanto é preciso vencer as barreiras do indivíduo, que impedem o acesso ao inconsciente (Bock, Furtado e Teixeira, 1994).</p>
<p>“O tripé fundamental que caracteriza e identifica a Psicanálise, conforme postulou Freud e que a diferencia das demais formas de terapia não psicanalíticas, são os fenômenos de resistências, de transferência e a interpretação” (Zimerman, 1999 p 377).</p>
<p>De acordo com Zimerman (1999, p 291) “Freud deixou um importante material sobre a prática da Psicanálise, consistentemente estudado e publicado entre os anos de 1912 e 1915, no qual cita algumas regras fundamentais para o uso da prática psicanalítica por outros profissionais. Essas regras devem reger a técnica de qualquer processo psicanalítico: Associação livre de idéias (regra fundamental), a da abstinência, a da neutralidade e a da atenção flutuante”.</p>
<p>Zimerman (1999, p 291) acrescenta uma quinta regra que é “a do amor à verdade”. Outra regra que Zimerman (1999, p 298) cita é “o estabelecimento de um <em>setting</em> no qual servirá de base para o desenrolar do tratamento”.</p>
<p>Após Freud outros autores desenvolveram teorias baseadas nos seus postulados. Zimerman (1999) denomina essas teorias e práticas derivadas da Psicanálise criada por Freud de escolas de Psicanálise. Cada qual deu suas contribuições ao seu crescimento como teoria e prática clínica, sendo que podemos citar alguns exemplos mais expressivos como Melanie Klein, Bion, Anna Freud, Jacques Lacan e Winnicot.</p>
<p>O termo Psicanálise, porém alude unicamente ä modalidade de tratamento que se restringe às referências e fundamentos da ciência psicanalítica tal como ela foi legada por Freud. Dessa forma o terapeuta trabalha essencialmente com a noção dos princípios e leis que regem o inconsciente dinâmico e a prática clínica conserva uma obediência aos requisitos psicanalíticos básicos como a instituição e criação de um “setting” adequado, uma atenção prioritária na existência de um campo analítico com as respectivas resistências, transferências e contra-transferências, além de uma continuada atividade interpretativa (Zimerman, 1999).</p>
<p>O processo pelo qual ocorre a cura na abordagem psicanalítica está associado à expansão do campo de consciência. Nesse sentido, o papel da interpretação “insight” é fundamental na produção da mudança psíquica, tanto a enunciada pelo analista como aquela que o paciente entende, elabora e que promove as modificações terapêuticas necessárias.</p>
<p>Indo além do paradigma celebrado por Freud de tornar consciente aquilo que for inconsciente, a Psicanálise se amplia com a noção de que mais importante é a maneira como o consciente e o inconsciente do paciente comunicam-se entre si (Zimerman, 1999).</p>
<p>Para fechamento deste subcapítulo, iremos apresentar a definição de transferência e contra-transferência.</p>
<p>Freud propôs que a transferência seria a revivência dos conflitos psíquicos e as relações com as figuras dos pais no analista. Seria ainda novas edições dos impulsos e fantasias que são criados e que se tornam conscientes durante o andamento da análise, sendo característica constituinte a substituição de uma figura anterior pela figura do analista (Zimerman, 1999).</p>
<p>A contra-transferência consiste nos sentimentos que surgem no inconsciente do terapeuta, como influência nele dos sentimentos inconscientes do paciente. Freud destacou o quanto era imprescindível que o analista reconhecesse essa contra-transferência em si próprio, bem como a necessidade de superá-la (Zimerman, 1999, p 348).</p>
<p>A Psicanálise não se resumiu a uma condição de tratamento, mas como uma ciência, que influenciou toda a área médica e as aquelas ligadas à promoção da saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A mulher com depressão na menopausa: Perda da autoestima e a depressão no climatério</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 16:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A depressão na mulher no período da menopausa ou depressão no climatério é um sintoma mais comum do que se pensa, pois neste período as alterações hormonais e a perda da fertilidade são fatores que contribuem para formação e manutenção de pensamentos negativos sobri si, sobre os outros e sobre o mundo. Faça um teste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.psicologiananet.com.br/depressao-em-mulheres-durante-o-periodo-pre-menstrual/2901/">depressão na mulher</a> no período da menopausa ou <a href="http://www.psicologiananet.com.br/principais-tipos-de-transtornos-de-humor-depressao-mania-bipolaridade/2879/">depressão no climatério</a> é um sintoma mais comum do que se pensa, pois neste período as alterações hormonais e a perda da fertilidade são fatores que contribuem para formação e manutenção de pensamentos negativos sobri si, sobre os outros e sobre o mundo. Faça um <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-para-depressao/1138/">teste de depressão</a> clicando neste link.</p>
<p>A depressão na menopausa pode ser pre-diagnosticada pelos sintomas de isolamento, cansaço, perda de apetite, desamino geral, falta de forças, sono constante, sentimentos de desgaste do corpo, alterações da libido e do prazer, tristeza profunda, choro sem motivos e irritação.</p>
<p>Dentre os principais sintomas psíquicos atribuídos ao período da menopausa, encontra-se; a perda da auto-estima acompanhada de labilidade afetiva, irritabilidade, prejuízo da adaptação social, dificuldade de concentração e memória, além de uma séries de queixas relacionados a esfera sexual, perda do interesse e irritação pela dor no ato sexual.</p>
<p>Encontra-se, também, relatos anedotais de distúrbio de conduta, tais como compulsões e roubo em lojas e pequenos comércios (DOWN e Col., 1992).</p>
<p>Cerca de 25% das mulheres, têm sintomas suficientemente sérios aos quais se recomenda a terapia de reposição hormonal, enquanto 50 % têm sintomas insignificantes, que duram cerca de um ano e, as 25 % restantes não sentem nenhum sintoma característico do climatério (GREER, 1994).</p>
<p><em> </em></p>
<p>TRIEN (1994) comenta à respeito das sensações desarmoniosas, sendo muito comum entre as mulheres no climatério,  observadas através de sintomas físicos, emocionais,  sociais agrupados, como variações de humor, insônia, depressão, irritabilidade, fadigas, tonturas, dores de cabeça, palpitações, dormência ou formigamento de extremidades.  Estas alterações podem ocorrer simultaneamente, uma vez que situações novas podem estar acontecendo com a mulher, desde a mudança de seu corpo à perda de papéis na família e na sociedade.</p>
<p>A síndrome  menopausal,  é composta pelos chamados  sintomas vasomotores e pelas modificações  atróficas , entre eles o mais  freqüente e incômodo são as ondas de calor  também denominados de fogachos, que ocorrem  inicialmente , de preferência , no período noturno, trazendo perturbações no sono. As ondas de calor  perduram em geral , por um à dois anos e desaparecem gradativamente. Os fogachos acometem cerca de 75% das mulheres no período climatérico, enquanto outros sintomas presentes nesta fase são: depressão, episódios de cefaléia, transtornos emocionais que são pouco valorizados como indicativos de  hipoestrogenismo e interpretados como sendo de causas  psicológicas originadas de conflitos  cotidianos, comuns nesse período da vida (WEHBA, 1994).</p>
<p>TRIEN (1994) acredita que a menopausa provoca transformações físicas e emocionais na mulher, da mesma forma que a puberdade e a gravidez, sendo que os movimentos biológicos ocorrem em velocidades diferentes dependendo de cada mulher. Nota-se, a presença de três sintomas presentes na mulher durante a menopausa resultantes da diminuição dos níveis de hormônios femininos. São eles: fogachos (súbitas ondas de calor no rosto, pescoço e tórax), atrofia vaginal (perda da umidade e elasticidade da vagina) e osteoporose (perda da densidade óssea).</p>
<p>Nem todas as mulheres vêem esta ‘idade sinistra` como uma calamidade, sendo possível superar este estado intermediário sem tantos estragos e descobrir que depois, há um estágio mais estável. Entretanto, este problema não pode ser resolvido igualmente por todas as mulheres e aquelas que sofrem com mais profundidade, não podem se culpar ou ser culpadas (KÉPÈS e THIRIET, 1994).</p>
<p>TRIEN (1994)  esclarece que a idade da mulher no período da  menopausa é uma situação muito pessoal e cada uma tem seu próprio prazo. A idade não apresenta relação com a menarca, ou mesmo com número de gestações, amamentação, gravidez  ou  hereditariedade. O único fator conhecido influenciador na menopausa é o hábito de fumar, que aumenta a probabilidade da menopausa ocorrer mais cedo.</p>
<p>O climatério é uma fase natural na vida de toda mulher, caracterizado pela passagem de um estado hormonal, maturidade genital com capacidade de procriar a outro, senectude e esterilidade. As alterações hormonais ocorrem quando os ovários tornam-se exauridos de folículos viáveis, atrofiando-se, deixando de produzir hormônios em quantidade suficiente. A falta desses hormônios produzem um desequilíbrio no sistema endócrino e favorecerá modificações em todo o sistema orgânico e emocional. Porém, a alteração hormonal não está necessariamente associada a uma simatologia e, quando isso ocorre, pode ser denominado de síndrome climatérica. O termo menopausa é utilizado para o ultimo fluxo menstrual da mulher. Geralmente ocorre entre 45 e 55 anos de vida, porém varia conforme a raça, fatores hereditários, socioeconômicos, nutrição, desordem orgânicas e outros aspectos. É importante ressaltar que poucas mulheres passam por menopausa prematura, ou seja, antes dos 40 anos (GINI, 1994).</p>
<p>A literatura médica divide a menopausa em três períodos: pré-menopausa, peri-menopausa (quando se começa a notar mudanças) e pós-menopausa (após término os períodos menstruais). No total são transcorridos cerca de 20 anos na vida da mulher, 10 anos antes de cessar o ciclo e 10 anos depois. Esta etapa pode começar ao redor dos 40 ou 45 anos e terminar aos 55 ou mais, correspondendo mais ao climatério, mesmo que essa palavra seja utilizada com menor freqüência (GOMES, 1993).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ciume patológico: A insatisfação, a preocupação com a beleza e a baixa autoestima como fatores que sustentam o ciume excessivo</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 16:22:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-patologico-ou-ciume-doentio-e-a-relacao-deste-sintoma-com-a-doenca-do-toc-ou-transtorno-obsessivo-compulsivo/2899/">ciume patológico</a> ou ciume excessivo que alguns parceiros desenvolvem num relacionamento ocasiona o desgaste prematuro e, quase sempre, leva o casal a uma separação dolorida e sofrível. Faça um <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-doentio-paixao-doentia-amor-obsessivo-teste-de-ciume/662/">teste de ciúme</a> neste cite. Clique no link</p>
<p>O <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-e-casamento-a-dificuldade-de-convivencia-quando-se-desenvolve-o-ciume-doentio/2757/">ciúme doentio</a> está vinculado a uma insegurança desenvolvida na relação, quer seja por motivos reais ou imaginários, mas que contaminaram o jeito e a forma do casal se comportar, agir e pensar dentro deste relacionamento.</p>
<p>A autoestima baixa pode ser fruto de uma insatisfação pessoal e com cobranças relacionadas às exigências da mídia e da sociedade por um corpo sadio, sarado e belo.</p>
<p>A beleza, assim como outras qualidades que buscamos nos relacionamentos são atributos desejáveis, mas que devem ser pontuados e compensados com os demais atributos que no conjunto um apresenta ao outro. Focar somente em algumas das características nos faz comparar inadequadamente com outras escolhas, as quais por sua vez, também estão pautadas em particularidades que não compoem o todo.</p>
<p>MACEDO (1989) argumenta que além da mulher conquistar a autonomia social, a liberdade sexual, o direto a igualdade, ao trabalho, o direito de dispor de seu corpo e de seu espírito, elas conquistaram também o direito à beleza.</p>
<p>WOLF relata que na década de 70 com os direitos legais, o controle da reprodução, o alcance da educação superior, a entrada para o mundo dos negócios e das profissões liberais e a derrubada das crenças antigas, o papel social da mulher ocidental passou a ser conquistado.</p>
<p>E apesar de todas essas conquistas, algumas destas mulheres ainda estão fortemente ligadas a padrões estéticos; com isso não se sentem tão livres quanto gostariam de ser. Muitas delas sentem vergonha de admitir que são preocupadas com o rosto, os cabelos, as roupas, com a aparência física, entre outras coisas (id).</p>
<p>A vestimenta é um fator que está presente na vida social das civilizações mais remotas. O fato de estar bem vestido ou na moda oferece um sinal visível de prosperidade e indica aspiração social, afirma ETCOFF (1999). Além disso as roupas tendem a atiçar a sensualidade e salientar as fontes de fertilidade e jovialidade.</p>
<p>Segundo WOLF (1998), apartir da década de 70, o culto ao corpo belo e jovem incrementa também, estados de culpa, ressentimento e injúria narcísica, porque as pessoas não conseguem atingir esse padrão idealizado e insistentemente exigido.</p>
<p>A autora diz ainda que o modelo oferecido aos indivíduos é o corpo perfeito e, nesse conceito de perfeição, inclui-se a integridade facial.</p>
<p>O antropólogo GOFFMAN (1980) acrescenta a elaboração da face como um elemento de ritual na interação social; na qual a face pode ser definida como um valor social positivo, e podendo também ser considerada como uma imagem do <em>self </em>em termos de atributos sociais aprovados.</p>
<p>O médico BEDIN (1999) comenta que <em>Viver bem é estar satisfeito com sua aparência, </em>e apesar dos conceitos de beleza estarem mudando, a busca da eterna juventude, está sempre presente na vida de cada indivíduo.</p>
<p>Continua ainda que, na eterna luta contra o envelhecimento e contra a inevitável morte, as mulheres estão sempre em busca de conhecimento sobre o corpo, lendo revistas e manuais estéticos, afim de encontrar a solução para este enigma: a beleza.</p>
<p>Para WOLF (1992), a ideologia da beleza é a última das antigas ideologias femininas que ainda controlam as mulheres que estavam sendo coagidas pelos mitos da maternidade, domesticidade, castidade e passividade.</p>
<p>GOLIK (1995), a despeito da frase acima, acrescenta que diversas idéias estão surgindo atualmente, com a intenção de distanciar a mulher, cada vez mais, de seus referenciais próprios de beleza e auto-estima.</p>
<p>WOLF (1992) acrescenta que hoje em dia, o mito da beleza é conseqüência unicamente da necessidade cultural, econômica, e da estrutura do poder contemporâneo, a favor das mulheres. Invadindo a área da domesticidade e assumindo a tarefa de controle social.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>As tarefas domésticas inesgotáveis foram assumidas pela ocupação com a beleza, salienta ETCOFF (1999). Continua ainda que a alucinação e a angústia inconsciente de um corpo mais belo adquire influências cada vez maiores, o que hoje é uma consciente manipulação do mercado das indústrias de dietas, dos cosméticos, da cirurgia plástica, da pornografia, entre outras. Conseguindo por sua vez, manipular, usar, estimular e reforçar suas influências sobre a cultura de massa.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Segundo MACEDO (1989), a mulher tem que conciliar o trabalho e a família, não impedindo-lhe, apesar do excesso de tarefas, de se preocupar freqüentemente com sua imagem, quer estar sempre bela e agradável. Pois segundo o autor, lhe é imposta uma imagem de beleza, que foi estabelecido pelos meios de comunicação em massa.</p>
<p>A descoberta da sexualidade proporcionou a revolução sexual, ligando uma beleza produzida de forma indireta e explicita, demonstrada através da <em>pornografia da beleza, </em>comenta WOLF (1992). Os direitos do controle da reprodução deram a mulher ocidental o domínio sobre o seu próprio corpo. A antropologia rejeitou a teoria de que as fêmeas para serem selecionadas para reprodução, não precisariam serem  <em>belas, </em>complementa a autora.</p>
<p>WOLF coloca ainda que a beleza existe de uma forma objetiva, não é universal. As mulheres querem possuí-la e os homens querem possuir mulheres que a possuem. Eles lutam pelas mulheres belas pois, consideram que estas têm o maior sucesso na reprodução. A beleza da mulher tem relação com sua fertilidade e como o sistema se baseia na seleção sexual.</p>
<p>Para WOLF, a beleza não é universal, nem imutável, embora o mundo ocidental finja que todas os ideais de beleza feminina se originam de uma Mulher Ideal Platônica.</p>
<p>MACEDO (1989) acrescenta que a beleza é um dever que poucos indivíduos atualmente abandonam e que é procurado por mulheres e homens constantemente para cuidarem da sua aparência, pois possuem em comum alguns problemas que lhes incomodam, como a queda de cabelos, a obesidade, o envelhecimento, as rugas, entre outros.</p>
<p>Para WOLF (1992), o mito da beleza não tem absolutamente nada a ver com as mulheres; ele diz respeito às instituições masculinas e ao poder institucional dos homens. Ele não era exatamente como é atualmente. Embora a aproximação de homens ricos mais velhos e mulheres jovens e belas seja considerado inevitável, na antigüidade a situação era inversa. Não existe nenhuma justificativa biológica ou histórica para o mito da beleza.</p>
<p>MACEDO (1989) coloca que no século XX houve uma melhora nas condições sócio &#8211; econômicas com a democratização. Os cuidados com a beleza física passaram também a fazer parte não mais da classe privilegiada, como também das outras classes. O autor diferencia também que as mulheres das grandes metrópoles se previnem mais estéticamente, do que as mulheres de cidades do interior nos dias atuais; sendo que a escolha de produtos embelezadores variam em relação ao nível sócio – econômico &#8211; cultural.</p>
<p>De acordo com ETCOFF (1999), desde o início da década de 90, várias indústrias farmacêuticas, através da vasta experiência em áreas terapêuticas como o Sistema Nervoso, o Sistema Imunológico e as degenerações ligadas ao desenvolvimento, resolveram incluir a pele entre seus focos de estudo.</p>
<p>Para a autora, <em>a pele é um espelho de nossas emoções e nossa  saúde, a pele foi durante muito tempo considerada um órgão isolado, sujeito à inclemência do tempo e à sua degradação da idade </em>(p.25).</p>
<p>ETCOFF, relata que a pele tem extrema importância em vários processos do organismo e que a medicina só se deu conta desse fato há alguns anos.</p>
<p>Segundo MACKIE (1996), qualquer problema de pele, em qualquer idade, prejudica o bem–estar físico e psicológico, a auto confiança e a auto imagem dos indivíduos, pois a pele saudável é uma das partes importantes do corpo.</p>
<p>Acrescenta ainda que a pele e o cabelo são partes importante também da auto-estima, sendo uma via de comunicação com o mundo externo, comprovado por psicólogos e psiquiatras, visto que seus tratamento são complementares nos estados depressivos dos indivíduos.</p>
<p>Para ETCOFF (1999), a pele é um órgão relacional de importância fundamental, é a primeira imagem vista no primeiro contato oferecido a outras pessoas; por isso é o objeto de todos os cuidados, ora para embelezar, ora para atenuar os defeitos ou os efeitos do tempo.</p>
<p>Segundo ANTONIO (1996), atualmente tem-se cultivado com intensidade a prevenção do envelhecimento, o rejuvenescimento e a manutenção da beleza, criando-se assim um sentimento de insatisfação e desprazer com o próprio corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como medir a inteligência: A teoria da inteligência segundo Jean Piaget</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 14:30:16 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem diferentes teorias para explicar a inteligência humana, assim como diferentes <a href="http://www.psicologiananet.com.br/como-sao-os-testes-de-inteligencia-as-diferentes-teorias-sobre-como-medir-a-inteligencia/2935/">testes de inteligência</a> e outros <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-de-personalidade-tracos-de-personalidade-e-ajustamento/1779/">testes psicológicos</a> que visam medir nossas capacidades e transtornos mentais ou transtornos psicológicos.</p>
<p>Neste site voce pode encontrar alguns testes psicologicos como: teste para transtorno de déficit de atenção, <a href="http://www.psicologiananet.com.br/tipos-de-testes-psicologicos-para-se-identificar-o-tdah-em-adultos/1955/">teste de DDA</a>, <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-de-inteligencia-%E2%80%93-escala-de-maturidade-mental-columbia/1815/">teste de inteligência</a>, <a href="http://www.psicologiananet.com.br/crianca-com-autismo-como-os-pais-podem-lidar-com-o-autismo-infantil/2451/">teste para autismo</a>. Acesse diretamente estes links</p>
<p>Alguns autores se empenharam em explicar e entender as diferenças da inteligência e como forma de compreender melhor o nascimento da inteligência. Eles passaram a estudar o desenvolvimento infantil surgindo então a abordagem <em>psicogenética</em> para compreensão da inteligência. Várias escolas são consideradas psicogenéticas, porém, levando em conta o assunto estudado, o enfoque será dado à escola de Piaget (Miranda, SD).</p>
<p>Jean Piaget elaborou uma teoria, que percebia uma inteligência processual, funcional, operativa e adaptativa, que valoriza a ação do sujeito diante de uma situação-problema, e não mediante apresentação de respostas corretas. Essa explicação, foi tão disseminada que se tornou a compreensão de inteligência de principal predomínio no mundo atual (Miranda, SD).</p>
<p>Piaget (1987), afirma que o desenvolvimento é constituído por um processo contínuo de equilíbrio, que vai passando por estados de menor equilíbrio para o de equilíbrio superior. Ao contrário do crescimento orgânico que quando atinge a sua forma final de equilíbrio, logo entra numa evolução regressiva, levando a velhice, o desenvolvimento intelectual, quando chega ao fim, continua em um progresso mental.</p>
<p>Para melhor compreensão de sua teoria, é importante conhecer e entender os principais conceitos utilizados, como adaptação, assimilação, acomodação, equilíbrio e esquemas. Piaget afirma que inteligência possui uma função organizadora, com a finalidade de encontrar um ajuste do indivíduo ao seu meio tanto exterior como interior. Quando ocorre uma busca por um ajustamento ou reajustamento do sujeito ao seu meio, neste momento estará ocorrendo um processo de equilibração, porém quando não, a pessoa encontra-se em um estado de equilíbrio (Piaget, 1987).</p>
<p>Para que haja um estado de equilíbrio é necessária uma “adaptação”, ou seja, uma adequação às novas situações que levaram ao desequilíbrio. Neste processo, estão envolvidos dois novos conceitos: “assimilação” e “acomodação”. Sendo que, quando o indivíduo incorpora objetos do mundo exterior à uma estrutura interna já formada ocorre uma assimilação, e quando há uma modificação das estruturas internas para a incorporação de objetos externos, ocorre uma acomodação (Piaget, 1958).</p>
<p>Ao longo de todas as suas obras Piaget postulou quatro períodos de desenvolvimento do ser humano. O primeiro deles é o <strong><em>período da inteligência sensório-motor</em></strong><em> </em>que vai desde o nascimento até o segundo ano de vida. Ao nascer a criança possue apenas reflexos inatos como, choro, sucção, deglutinação, movimentos da língua, e movimentos corporais indiferenciados para responder aos estímulos. Pela repetição e exercício esses reflexos serão aperfeiçoados e se tornarão em esquemas sensoriais-motores. Algumas ações são feitas sem a intenção, porém os resultados agradam o bebê, ele repetirá esta ação até conseguir o mesmo resultado, assim todas as vezes que desejar aquele efeito reproduzirá a mesma ação, criando-se os hábitos. Porém, com seu desenvolvimento, por volta dos oito meses, a criança passa a ter a intencionalidade das suas ações, por exemplo, pegar a boneca que está a sua frente para abrir caminho até sua mãe. Até aqui a assimilação ocorre pela imitação de um modelo. É por volta do primeiro ano de vida que a criança passa a ensaiar novos meios para obter a resposta desejada. Em meio a tantas sensações o bebê se sente perdido, e é nesse período que ele começará a organizar e a discriminar essas sensações, bem como diferenciar seu corpo do mundo exterior, que no primeiro momento ele não consegue fazê-lo. Ao final do período ele terá atingido uma forma de equilíbrio e, terá desenvolvido recursos suficientes para resolver diversas situações (Piaget, 1975).</p>
<p>O segundo período é o <strong><em>pré-operacional</em></strong> compreendido entre as idades de dois a sete anos. Neste período a criança estará desenvolvendo a linguagem, e isto a ajudará a formar esquemas simbólicos. Os esquemas sensoriais-motores não são suficientes para resolverem todas as situações impostas pelo meio, por isso a criança buscará novos meios para a solução.  Neste momento a criança ainda é muito egocêntrica, e seu pensamento será caracterizado por uma mistura do real com a fantasia. Porém, ela desenvolverá uma capacidade de representações, por exemplo, fazer de um simples lápis um aviãozinho. Esse pensamento representativo, devido a sua capacidade simbólica, faz com que a criança perceba toda uma extensão de eventos, e não apenas um por um como no sensório-motor, por isso ela é capaz de lembrar do passado, representar o presente e antecipar o futuro utilizando-se das representações verbais. Em função do aparecimento da linguagem a criança dará início à socialização, desenvolvendo sentimentos interindividuais, como simpatia e antipatia, bem como uma afetividade interior. No estágio anterior, ela fazia movimentos utilizando-se da imitação dos adultos, nesta fase continua a imitação porém, da vida interior. A criança busca um “eu ideal”, tomando os adultos que a cercam como modelos. Outro aspecto importante desta fase é que a criança não sabe discutir, defender seu ponto de vista, apenas se limita a afirma-lo, porém, além de conversar com outras pessoas, ela fala consigo mesma verbalizando em voz alta suas atividades, fazendo assim, uma interiorização da palavra que é o pensamento propriamente dito (Piaget, 1978)</p>
<p>Considerando que o presente trabalho tem como objetivo estudar a criança que está no período operatório concreto pois encontra-se na idade escolar, nesse capítulo será dado ênfase a criança nesse estágio de desenvolvimento e sua relação com a escola.</p>
<p>O terceiro período proposto por Piaget é o período das <strong><em>operações concretas</em></strong> que vai dos sete aos doze anos de idade. Nesta fase a criança começa a freqüentar a escola formal, por isso será uma fase de muitos ganhos intelectuais. Nesta idade a criança torna-se capaz de cooperar com os colegas, pois não confunde o seu ponto de vista com o dos outros e consegue compreender o dos colegas, e também o egocentrismo estará diminuindo muito rápido. Ela passa a pensar antes de agir, dando início a um difícil processo chamado reflexão, que Piaget define como uma discussão interna, como se estivesse realmente falando com opositores reais. Começa a haver uma necessidade de comprovação empírica dos julgamentos. O fato de este período ter esse nome, não é por acaso, mas porque tudo deve ser concreto para a criança para que ela compreenda. Os números são símbolos compreendidos pela apresentação de objetos concretos, como varetas, palitinhos etc. O pensamento começa a ser interiorizado, sem a necessidade da fala como na fase anterior, por isso a criança vai conseguindo realizar operações mentais. É nesta idade que a criança desenvolverá um conceito utilizado por Piaget de <em>conservação</em>, quando ela consegue perceber que apesar de um copo ser mais largo que o outro e aparentar que o mais estreito possui mais água, o volume do líquido é o mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como são os testes de inteligência: As diferentes teorias sobre como medir a inteligência</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 20:43:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como medir a inteligência: Testes de Inteligencia e as diferentes teorias para medir a inteligência As formas de medir e testar a inteligência surgiram de diferentes formas. Da abordagem psicométrica, surgiram quatro teorias. A primeira é a Teoria Bifatorial da Inteligência, que foi iniciada por Spearman em 1904. Veja neste site alguns testes psicológicos acessando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como medir a inteligência: <a href="http://www.psicologiananet.com.br/tipos-de-testes-psicologicos-para-se-identificar-o-tdah-em-adultos/1955/">Testes de Inteligencia</a> e as diferentes teorias para medir a inteligência</p>
<p>As formas de medir e <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-de-inteligencia-%E2%80%93-escala-de-maturidade-mental-columbia/1815/">testar a inteligência</a> surgiram de diferentes formas. Da abordagem psicométrica, surgiram quatro teorias. A primeira é a <em>Teoria Bifatorial da Inteligência</em>, que foi iniciada por Spearman em 1904.</p>
<p>Veja neste site alguns <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-de-personalidade-tracos-de-personalidade-e-ajustamento/1779/">testes psicológicos</a> acessando estes links.</p>
<p>Para ele todas as habilidades humanas possuem um fator geral e um específico, que os denominou de <em>fator</em> <em>g</em> e <em>fator</em> <em>e </em>respectivamente. Ambos os fatores estão presentes em todas as habilidades, porém em algumas predomina o <em>fator</em> <em>g</em> e em outras o <em>fator e</em>, tornando-as diferentes umas das outras. Na tentativa de explicar, por que algumas pessoas desenvolvem mais certas habilidades do que outras, Spearman recorreu a hipótese de “energia mental”.  O <em>fator</em> <em>g</em> seria essa energia que é subjacente e constante. Por isso, as habilidades que possuem predominância do <em>fator</em> <em>g</em>, serão mais fáceis para o sujeito desempenhar (Butcher, 1972).</p>
<p>Em oposição à teoria de Spearman surgiu a <em>Teoria Multimodal da Inteligência</em>, formulada por Thorndike. Ele defendia que a inteligência seria constituída por um grande número de ligações nervosas, específicas e dependentes, ou seja, a soma de todas as capacidades que atuam nos atos mentais. Também sugere três fatores da inteligência: abstrato que é a capacidade de lidar com idéias e símbolos; concreto que é  facilidade para manejar objetos; e social que é a aptidão para trabalhar com pessoas e situações sociais(Ancona-Lopez,1987).</p>
<p>Outra teoria que surgiu foi a das <em>Capacidades Mentais Primárias</em>, concebida por Thurstone, por volta de 1930 que considerava a inteligência como um conjunto de capacidades mentais primárias. São elas: capacidade numérica; capacidade visual; a indução; um fator que favorece a rapidez da percepção e outro a flexibilidade; dois fatores verbais que facilitam a associação, um deles responsável pela forma da resposta e outro ao significado; por último um fator responsável pela fluidez verbal. Essas capacidades possuem quantidade relativa, variando tanto entre as pessoas bem como em cada indivíduo (Ancona-Lopez, 1987).</p>
<p>O trabalho norte-americano após 1945, realizado por Guilford tenta explicar a</p>
<p>Inteligência de uma outra forma. Ele faz uma classificação sob três títulos (operações, produtos e conteúdo) de possíveis tipos de capacidades. Essas capacidades podem variar quanto a: 1)os processos psicológicos básicos: cognição, memória, produção divergente (diante de uma situação-problema o indivíduo cria uma variedade de hipóteses) e produção convergente (capacidade de unificar todas as hipóteses criadas em um único conceito), avaliação (habilidade de avaliar a qualidade da decisão); 2)o tipo de material ou conteúdo: símbolos (letras, números e palavras), semânticos (material significativo, como palavras e sentenças), figuras e comportamentos; 3)às formas apresentadas pela informação quando está sendo processada, ou produtos cognitivos: unidades (única palavra ou idéia); classes (conjunto de unidades); relações (relacionamento entre unidades ou classes); sistemas (seqüência organizada de idéias); transformações (mudanças de unidades ou classes); implicações (predições do futuro) (Butcher, 1972).</p>
<p>No final do século XX, nos Estados Unidos, surge uma outra teoria proposta por Howard Gardner chamada de Inteligências Múltiplas, que diferencia sete tipos universais de inteligência. São elas: 1. <em>inteligência musical</em>, facilidade de tocar um determinado instrumento; 2. <em>inteligência corporal-cinestésica</em>, consiste em ter controle dos movimentos do corpo, assim como os jogadores; 3. <em>inteligência lógico-matemática</em>, poder intelectual de dedução; 4. <em>inteligência lingüística</em>, facilidade em lidar com palavras, seja na escrita ou na fala; 5<em>. inteligência espacial</em>, utilizada na navegação e no uso de mapas; 6. <em>inteligência interpessoal</em>, facilidade em perceber o outro, seu estado de ânimo, sua motivação, etc., sem que necessariamente haja comunicação; 7. <em>inteligência intrapessoal</em>, é o conhecimento próprio, reconhecer seus sentimentos, suas emoções, etc(Gardner, 1995).</p>
<p>Para Gardner a inteligência não consiste apenas na capacidade de resolver problemas, mas, na capacidade de elaborar produtos e mesmo problemas dentro de seu meio. Para ele as inteligências possuem raízes biológicas, ou seja, sem a necessidade de treinamento a pessoa está preparada para desempenhar as inteligências. Afirma também, que as sete inteligências são independentes, em certo grau, pois se uma for afetada a outra não se perde (Gardner, 1995). <em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Autismo: A importância de detectar os sinais iniciais do Autismo infantil para um tratamento mais eficaz</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Autismo: A importância em se detectar os sinais iniciais do Autismo para um tratamento Comentário do livro: Autismo &#8211; Não espere, aja logo! Depoimento de um pai sobre os Sinais de Autismo Conhecer e identificar os primeiros sinais que uma criança demonstra e que revela comprometimentos comportamentais e/ou cognitivos se torna imprescindível para que possamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Autismo: A importância em se detectar os <a href="http://www.psicologiananet.com.br/crianca-aspeger-crianca-autista-crianca-com-comprometimento-neurologico-ou-comprometimento-cognitivo-como-detectar-sinais-precocemente/2931/">sinais iniciais do Autismo </a>para um tratamento</p>
<p>Comentário do livro: Autismo &#8211; Não espere, aja logo! Depoimento de um pai sobre os <a href="http://www.psicologiananet.com.br/transtorno-autista-e-transtorno-de-asperger-diferencas-e-sinais-indicativos-dos-transtornos-autista-e-sindrome-de-asperger/2631/">Sinais de Autismo</a></p>
<p>Conhecer e identificar os primeiros sinais que uma criança demonstra e que revela comprometimentos comportamentais e/ou cognitivos se torna imprescindível para que possamos tomar medidas, iniciar tratamentos e formar recursos que poderão ajuda-la a enfrentar esta situação.</p>
<p>O <a href="http://www.psicologiananet.com.br/crianca-com-autismo-como-os-pais-podem-lidar-com-o-autismo-infantil/2451/">Autismo</a> é um transtorno do desenvolvimento infantil que tem sinais e sintomas importantes que podem ser identificados precocemente oferecendo maior possibilidade de tratamento e desde que realizado um diagnóstico eficiente pode-se aumentar enormemente as chances de melhora para o paciente, bem como, potencializar suas capacidades para enfrentamento de limitações no convívio social.</p>
<p>O médico Dr. José Salomão Schwartzman comenta as diferentes reações que os pais enfrentam ao saberem do diagnóstico de Autismo.</p>
<p>Estas reações, na maioria das vezes, são de inconformismo, culpa, incompreensão e revolta, pois é difícil acreditar que o filho, gerado com tantas expectativas, possa ter um comprometimento que pode limitá-lo.</p>
<p>No livro “Autismo – não espere, aja logo” Paiva Junior comenta com realismo o depoimento de um pai sobre o diagnóstico de Autismo de seu filho.</p>
<p>Neste livro pode-se conhecer passo a passo os sinais característicos de uma criança Autista com uma narrativa e linguagem acessível, de forma que as experiência vividas são exemplificadas para uma maior compreensão dos sintomas que as crianças emitem desde muito cedo e que podem ser sinais expressivos de algum tipo de comprometimento.</p>
<p>O livro mostra de forma clara e até dramática a experiência da família diante de um problema que merece ser mais comentado e destacado na literatura para que mais pessoas tomem conhecimento e possam ajudar a entender as dificuldades e limitações de um transtorno do desenvolvimento infantil</p>
<p>Livro: Autismo – não espere, aja logo. Depoimento de um pai sobre os sinais de autismo Editora: M. Brooks &#8211; 2012</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Criança aspeger, Criança Autista, Criança com comprometimento neurológico ou comprometimento cognitivo. Como detectar sinais precocemente</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 15:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como identificar sinais de comprometimento em crianças com síndromes infantis ou doenças neurológicas a partir das atividades infantis e de avaliação escolar. Como identificar o autismo infantil ou síndrome de asperger Muitas doenças infantis e comprometimentos neurológicos, cognitivos e psicomotor podem ser detectados por observação de comportamentos infantis tanto pelos pais, como educadores e demais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como identificar sinais de comprometimento em crianças com <a href="http://www.psicologiananet.com.br/criancas-com-deficiencia-mental-leve-como-diagnosticar-e-identificar-a-deficiencia-mental-em-criancas/2779/">síndromes infantis</a> ou doenças neurológicas a partir das atividades infantis e de avaliação escolar. Como identificar o <a href="http://www.psicologiananet.com.br/crianca-com-autismo-como-os-pais-podem-lidar-com-o-autismo-infantil/2451/">autismo infantil</a> ou <a href="http://www.psicologiananet.com.br/transtorno-autista-e-transtorno-de-asperger-diferencas-e-sinais-indicativos-dos-transtornos-autista-e-sindrome-de-asperger/2631/">síndrome de asperger</a></p>
<p>Muitas doenças infantis e comprometimentos neurológicos, cognitivos e psicomotor podem ser detectados por observação de comportamentos infantis tanto pelos pais, como educadores e demais adultos que identificam movimentos ou ausência de comportamentos que mostram limitações ou exageros em comparação com comportamentos de outras crianças</p>
<p>As síndromes neurológicas se forem identificadas precocemente podem ser tratadas diminuindo as consequencias negativas e sociais, permitindo maior aproveitamento da capacidade das crianças inserindo-as em programas sociais e comportamentais que ajudam a desenvolver habilidades.</p>
<p>Em crianças saudáveis e bem alimentadas, no primeiro ano de vida, o crescimento físico e o desenvolvimento do cérebro ocorre muito rápido, embora nem todas as partes do corpo cresçam na  mesma proporção. No final desta fase a criança fica em pé, senta sozinha, engatinha e já pode até dar os primeiros passos (MUSSEN, CONGER, KAGAN &amp; HUSTON, 1995).</p>
<p>ASSIS (1984, apud PEREIRA, 1997) menciona que as escolas infantis aumentaram muito nos últimos anos, e os objetivos destas instituições não ficaram claros até os dias de hoje. O senso comum traz uma concepção de que a pré-escola constituiria uma extensão do lar, com o objetivo de oferecer cuidados, alimentação e recreação, onde a professora se enquadraria na figura de uma “babá”.</p>
<p>Com o passar do tempo, as escolas têm se preocupado mais com a permanência das crianças nas escolas, preocupações como desenvolvimento cognitivo, físico e psicológico. As instituições infantis têm trabalhado e estimulado as crianças, e o tempo em que elas permanecem no jardim da infância.  O jardim da Infância foi inaugurada por Friedrich Froebel, em 1837. Froebel dedicou toda sua vida em estudos relacionados ao Jardim da Infância, de que maneira formar professores capacitados para essas instituições, elaborando vários métodos e equipamentos necessários para o desenvolvimento destas crianças tão pequenas. Froebel afirma que “a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana auto-consciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade” (FROEBEL, 1840 apud NICOLAU, 2000, p.31).</p>
<p>Além da ajuda financeira materna, tem ocorrido outra tendência para educar e desenvolver as crianças desde sua tenra idade, e com este objetivo surgiram as creches, jardins da infância, programas prioritários de iniciação, e outras formas de desenvolver e estimular a criança. Para que estas crianças sejam desenvolvidas de forma sadia, é preciso de adultos que conheçam a capacidade psicomotora de cada faixa etária (FLINCHUM,1981).</p>
<p>CAVICCHIA (1993) diz que a criança com dois anos está desenvolvendo o aspecto cognitivo de forma rápida, e seria bom se pudesse receber vários estímulos. É possível também que a criança imite os comportamentos dos adultos, ou mesmo de outras crianças, utilizando a observação. Com isto, a criança começa aplicar os meios conhecidos às situações novas e começa a atribuir aos objetos e às pessoas uma atividade própria, sendo capaz de representar o mundo exterior em que ela vive, através do brincar de mamãe e filhinha ou de carrinho, ou de brincar de faz de conta, enfim, representando ou repetindo situações de suas vivências cotidianas.</p>
<p>LEBOVICI &amp; DIATKINE (1985) apud CAVICCHIA (1993, p.69) diz que “ao analisarem o significado e a função do brinquedo na criança, definem o brinquedo como uma atividade com importância tão evidente aos olhos da criança que deve ser considerada, por sua vez, como a expressão da atual organização de sua personalidade e como um modo estruturante das organizações mais tardias”. Em outras palavras, no brincar, a criança se comunica, mostra como ela está internamente evidenciando seu aspecto emocional, bem como seus conflitos. Através da utilização de vários materiais pedagógicos, como massinha, colagem, pintura com tinta, com giz de cera, etc., as escolas infantis desenvolvem a capacidade motora e cognitiva das crianças e a convivência com outras crianças também acelera este processo.</p>
<p>A pré-escola é o alicerce para a vida escolar da criança, e o professor é o principal construtor deste alicerce, e a partir daí é que a criança internaliza o que é escola e como funciona. Considerando que a escola ou instituição deve levar a criança à refletir, pensar, ser criativa, crítica, e etc, para desenvolver estas características, a escola deverá ter pessoas capacitadas para que isto aconteça. Explicitando melhor a importância do adulto, “é necessário algo mais do que o domínio de uma técnica para se ter um educador. É necessário uma atitude espiritual, uma consciência do que é o homem, do seu papel e do seu sentido no mundo” (BARROS, 1978 apud NICOLAU, 2000, p. 15 ).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vínculo afetivo da criança com a mãe: Teoria do apego e a importância dos cuidados maternos para o bebê</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 02:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ciúme exagerado ou ciúme doentio que algumas pessoas experimentam em relacionamentos podem ser compreendidos também por meio da teoria do apego e das primeiras relações que mantivemos enquanto crianças com nossos pais e figuras significativas em nossas vidas. Veja neste site o teste de ciúme. Clique neste link e em outros links que falam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-patologico-ou-ciume-doentio-e-a-relacao-deste-sintoma-com-a-doenca-do-toc-ou-transtorno-obsessivo-compulsivo/2899/">ciúme exagerado</a> ou <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-doentio-como-aprender-a-controlar-este-sentimento-e-reconhecer-a-forca-interna-para-se-superar-em-um-relacionamento/2891/">ciúme doentio</a> que algumas pessoas experimentam em relacionamentos podem ser compreendidos também por meio da teoria do apego e das primeiras relações que mantivemos enquanto crianças com nossos pais e figuras significativas em nossas vidas.</p>
<p>Veja neste site o <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-doentio-paixao-doentia-amor-obsessivo-teste-de-ciume/662/">teste de ciúme</a>. Clique neste link e em outros links que falam sobre <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-e-baixa-autoestima-a-inseguranca-no-relacionamento-e-o-ciume-doentio/2871/">ciúme patológico</a></p>
<p>A origem da teoria do apego foi realizada por Bowlby (1958,1968), que relata ser fundamental para a sobrevivência o apego existente do filho a sua mãe . Bowlby (1976/1995, citado por Rapoport e Piccinini, 2001) explica que a relação saudável entre o bebê ou a criança com sua mãe é de grande importância para o desenvolvimento de uma personalidade estável e auto-confiante, pois a criança sente que pode contar com o apoio materno.  É necessário também que essa criança possua contatos com outras figuras como pai, irmãos, parentes e outros (Rapoport &amp; Piccinini, 2001).</p>
<p>Segundo Myers (1999) as crianças que não são amadas costumam tornar-se pessoas que não amam. É a partir dessa teoria que se explica a importância do apego inicial pois, constitui o fundamento para os relacionamentos futuros.</p>
<p>Para Bowlby (1984) o bebê ao três meses de idade responde à sua mãe com grande proximidade, pois costuma sorrir e focalizá-la mais prontamente, seguindo-a com os olhos por mais tempo do que quando vê qualquer outra pessoa. A partir dos seis meses de idade a criança emite comportamentos de apego com sua mãe, quando, por exemplo ela sai do quarto, o bebê chora, tenta chamá-la com apelos breves e agudos e, assim que começa a engatinhar, tenta também segui-la. Enquanto o bebê passa dos seis, indo aos nove meses de idade, o apego à mãe vai ficando cada vez mais forte e mais consolidado, seguindo-a sempre com grande eficiência, agarra-se obstinadamente a ela. Esses comportamentos podem seguir a outras figuras humanas, quando por exemplo, a mãe não está presente porém, com a mãe é seguido de forma mais sistemática e fortemente.</p>
<p>Durante o segundo e até a maior parte do terceiro ano de vida, a criança possui uma maior capacidade de percepção dos acontecimentos do mundo à sua volta porém, o comportamento de apego à sua mãe não revela menos intensidade. Ao ser deixada na escola, está mais consciente da partida da mãe, sem mais emitir choros longos e outros comportamentos mas, pode exigir maior atenção das professoras. Aos três anos de idade a  criança possui maior capacidade de aceitar a ausência da mãe e de dedicar as brincadeiras com outras crianças. (Bowlby, 1984)</p>
<p>Segundo Rapoport e Piccinini (2001) com o crescimento e o desmame do bebê, a mãe necessita voltar ao ritmo anterior de sua gravidez: o trabalho. Sendo assim, busca alternativas para deixar seu bebê onde possa confiar nos cuidados que irão receber. É nesse momento que a creche surge, como uma instituição presente e cada vez mais significativa na sociedade.</p>
<p>Myres (1999) relata que algumas pesquisas realizadas não descobriram qualquer impacto no desenvolvimento das crianças, pelo fato da mãe trabalhar fora, dizem que a creche de qualidade não atrapalha a segurança do apego e pode oferecer à criança mais incentivo intelectual e mais oportunidade de desenvolvimento social do que a maioria dos cuidados em casa com a babá.</p>
<p>Rapoport e Piccinini (2001) comentam sobre o processo de separação maternal indicando grande angústia. Os bebês tornam-se transtornados e, em pouco tempo, retraídos e até desesperados, principalmente em torno dos dezoito meses. Aos três anos de idade essa angústia passa a ser menos observada. Porém, algumas crianças reagem normalmente e outras com dificuldades para superar esta separação,  sendo expressa, por exemplo,  através de tremor, choro, busca de abrigo, esconder-se e agarrar-se a alguém, resistência a alimentação ou ao sono, entre outros.  Podem ainda ficar doentes, apresentando sintomas como febre, vômitos, diarréia, bronquite, alergias, etc.</p>
<p>Para Rodrigues (1981, citado por Rapoport e Piccinini, 2001) as crianças ainda podem receber seus pais com indiferença, quando esses vão buscá-los, o que causa sentimento de culpa nestes.</p>
<p>Segundo Vitória e Rossetti-Ferreira (1993) as mães sentem-se angustiadas em ter que deixar seus filhos em uma instituição, pois a concepção de que a mãe é quem tem que cuidar dos filhos enquanto eles são pequenos, ainda prevalece em nossa sociedade. Portanto, algumas mães vêem a creche como um “mal necessário”. Porém existem aquelas mães que concebem à creche uma alternativa viável para partilhar a educação que seu filho recebe em casa, procurando assim conhecer a qualidade do atendimento e a competência dos profissionais que irão cuidar e educar seu filho.</p>
<p>Os autores complementam que a maneira como a mãe ou a família vê a entrada do filho na creche, exerce influência marcante sobre a reação da criança, pois seu comportamento está associado à sua percepção da emoção de sua mãe.</p>
<p>Para Myers (1999) o apego profundo e prolongado raramente é rompido de um momento para o outro, pois o desligamento é um processo, não um evento. Os bebês ao serem colocados num ambiente positivo e estável, se recuperam da aflição da separação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Psicologia Hospitalar e a humanização do Hospital: Atuação do Psicólogo no ambiente hospitalar como integrante da equipe multidisciplinar</title>
		<link>http://www.psicologiananet.com.br/psicologia-hospitalar-e-a-humanizacao-do-hospital-atuacao-do-psicologo-no-ambiente-hospitalar-como-integrante-da-equipe-multidisciplinar/2926/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 18:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A equipe multidisciplinar que atualmente está presente nos hospitais no Brasil, tem como integrante um profissional voltado principalmente para as questões humanas do ser doente. O Psicólogo Hospitalar inserido neste contexto é um profissional que estará ajudando na humanização do hospital, como forme de prover, auxiliar e destacar a importância dos aspectos psíquicos no estar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.psicologiananet.com.br/psicologia-hospitalar-dificuldades-de-enfrentamento-dos-pacientes-e-a-possibilidade-da-depressao-no-contexto-hospitalar/2623/">equipe multidisciplinar</a> que atualmente está presente nos hospitais no Brasil, tem como integrante um profissional voltado principalmente para as questões humanas do ser doente. O <a href="http://www.psicologiananet.com.br/psicologia-hospitalar-enfrentamento-do-estresse-na-internacao-hospitalar/2907/">Psicólogo Hospitalar</a> inserido neste contexto é um profissional que estará ajudando na <a href="http://www.psicologiananet.com.br/trabalho-do-psicologo-na-saude-e-na-psicologia-hospitalar-campo-de-atuacao-da-psicologia-na-area-hospitalar/2842/">humanização do hospital</a>, como forme de prover, auxiliar e destacar a importância dos aspectos psíquicos no estar doente, bem como na mobilização do paciente para sua própria cura.</p>
<p>Armelin e Scatena (2000) afirmam que os hospitais convertidos em grandes instituições ainda enfatizavam mais a tecnologia e a competência científica do que o contato com as pessoas e, ainda hoje, a estrutura e métodos terapêuticos de muitas instituições hospitalares refletem essa concepção. Na maioria das vezes a pessoa é hospitalizada para receber cuidados para a sua doença, ao invés de receber cuidados como uma pessoa que se encontra com uma determinada doença.</p>
<p>Camon (2002a) afirma que há uma necessidade de envolvimento de toda uma equipe de saúde, no sentido de fazer com que o hospital perca seu caráter meramente curativo para transformar-se numa instituição que trabalhe a reabilitação orgânica e restabeleça a dignidade humana.</p>
<p>Campos (1995) salienta que a população procura atendimento nos hospitais de forma rotineira e que espera-se  encontrar nestas instituições profissionais de várias especialidades para que esse atendimento seja rápido, ininterrupto e eficaz.</p>
<p>Mezomo (1991) enfatiza que há necessidade de integração entre o paciente e o profissional da saúde no sentido de preservar ou recuperar a saúde e é desejável que este profissional tenha uma conduta pautada pelos valores humanos.  Na sua opinião a internação em um hospital pode significar um ato traumatizante para a pessoa que a necessita e representar uma rotina para  os profissionais da equipe. Mesmo que existam pacientes sorridentes e dóceis, e estes são os que se sentem salvos pelo hospital e reconhecidos pela dedicação recebida, existem os descontentes, os que se tornam infantis, agressivos e angustiados.</p>
<p>Para Camon (2002a), um dos profissionais da saúde que poderá ajudar na humanização do hospital é o psicólogo, trabalhando no sentido de estancar os processos de despersonalização do indivíduo enfermo, restaurando assim sua dignidade existencial.</p>
<p>Para Campos (1995) humanizar o atendimento é atender as necessidades do outro, e nesse sentido, o psicólogo dentro do hospital, como membro de uma equipe de profissionais da saúde, busca sempre o bem-estar individual e social da pessoa enferma, utilizando também informações das áreas de Medicina, Enfermagem, Serviço Social e Nutrição e outras áreas afins.</p>
<p>Na segunda metade do século XX, houve um crescente reconhecimento das contribuições que a Psicologia pode oferecer à solução de problemas humanos, pessoais e sociais. Freqüentemente a Psicologia tem sido definida como a ciência que visa compreender, predizer e controlar o comportamento e as atividades mentais e, diante destas características, tem recebido grande aceitação por parte das pessoas. Diferente da situação que prevaleceu nas primeiras décadas do referido século, a Psicologia hoje é um vastíssimo campo de conhecimento e práticas continuamente ampliado com novas áreas de investigação e aplicação (Pfromm Netto, 1990).</p>
<p>Segundo afirma o mesmo autor, os papéis desempenhados pelos psicólogos são os mais variados, podendo-se citar entre eles o de pesquisadores, clínicos, participantes de grupo de trabalho, conselheiros, tecnólogos, consultores, orientadores, docentes responsáveis pela aplicação de testes e seleção de pessoal, etc – e numerosas áreas de ciência básica e aplicada que constituem a Psicologia moderna. Em todas essas áreas de atuação em que o psicólogo se insere, o objetivo principal é contribuir para a compreensão e o bem-estar do indivíduo na sociedade.</p>
<p>De acordo com Ferreira (2000, p.566) Psicologia é o “ramo da ciência que estuda a mente e os processos mentais, especialmente no que se relaciona ao comportamento do homem e doutros animais; conjunto de estados e disposições psíquicas e mentais de um indivíduo ou grupo de indivíduos”.</p>
<p>A Psicologia preocupa-se com a observação do comportamento, bem como com os pensamentos e os sentimentos que ocorrem no interior do sujeito, assim, a Psicologia tornou-se a “<em>ciência do comportamento e do processo mental</em>”. “<em>Comportamento</em> é tudo que um organismo faz – qualquer ação que possa ser observada e registrada. Gritos, sorrisos, suores, fala e respostas a um questionário são comportamentos observáveis. <em>Processos mentais</em> são as experiências subjetivas que inferimos através do comportamento &#8211; sensações, percepções, sonhos, pensamentos, crenças e sentimentos” (Myers, 1998, p.2).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A hipnose e sua importância para a psicologia e tratamentos clínicos.</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 16:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[alterações psiquicas e psicologicas]]></category>
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		<description><![CDATA[A técnica hipnótica tem grande importância para a psicologia, pois através dela pode-se combater diversos transtornos psicológicos, tais como: ansiedade, pânico, fobias, síndromes, depressão e outros. Também através dessa técnica pode-se levar o individuo a uma regressão de idade a fim de tratar certos traumas vividos e que se registraram em seu inconsciente, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.psicologiananet.com.br/psicologia-juridica-o-uso-da-simulacao-pelo-periciado-para-obter-ganhos/828/">técnica hipnótica</a> tem grande importância para a psicologia, pois através dela pode-se combater diversos <a href="http://www.psicologiananet.com.br/ciume-patologico-ou-ciume-doentio-e-a-relacao-deste-sintoma-com-a-doenca-do-toc-ou-transtorno-obsessivo-compulsivo/2899/">transtornos psicológicos</a>, tais como: ansiedade, pânico, fobias, síndromes, depressão e outros. Também através dessa técnica pode-se levar o individuo a uma regressão de idade a fim de tratar certos traumas vividos e que se registraram em seu inconsciente, o que para a psicologia é de grande ajuda.</p>
<p>Conheça sobre outras <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-teste-inicial-para-diagnostico-de-tdah-quizz/987/">técnicas em psicologia</a>; acesse os links desta página e faça <a href="http://www.psicologiananet.com.br/teste-psicologico-para-detectar-transtornos-alimentares-quizz/1015/">testes psicológicos</a> e <a href="http://www.psicologiananet.com.br/os-tipos-de-testes-de-personalidade-e-seu-uso-na-psicologia-ao-longo-dos-tempos/906/">testes de personalidade</a></p>
<p>A hipnose é o estado mental para o qual o individuo é levado ou induzido, geralmente através de um pêndulo em movimento constante, através do movimento do dedo ou até mesmo da voz.</p>
<p>A psicologia por ser o estudo da psique, geralmente tem a finalidade de conhecer e intervir nos processos mentais, pra que o paciente possa vir a ter uma vivência melhor. Tanto o estudo quanto a intervenção tem lugar de acordo com os métodos diferenciados de compreensão da psique humana.</p>
<p>Os diversos acontecimentos que ocorrem com o ser humano, têm tantas explicações quantas forem os métodos de compreensão destes. Sendo assim correto afirmarmos que existem tantas formas de provocar um autoconhecimento quantas forem as formas de estudar o homem.</p>
<p>A principio é importante que se diferencie três termos aparentemente sinônimos e que tem uma grande importância para o conhecimento e a intervenção no comportamento da psique humana. São eles: relaxamento, transe e a hipnose. O relaxamento é a diminuição da atividade corporal, seja ela física ou mental; o transe é quando se pensa em algo de forma tão intensa que pode acontecer de haver certo desvio de atenção; a hipnose é quando ocorre alterações específicas do pensamento, que podem ocorrer com maior ou menor intensidade.</p>
<p>Com o uso de técnicas hipnóticas pode-se produzir diversos impactos psicológicos, e é exatamente por este motivo que essa não é uma técnica livremente usada por qualquer um, apenas por profissionais especializados, quando é praticada por pessoas sem conhecimentos técnicos pode causar grandes efeitos maléficos, porque a hipnose trata de certos problemas psicológicos que podem se agravar se não forem tratados por um especialista. A hipnose é bastante eficaz com relação a tratamentos clínicos, pois além de ter um efeito de analgesia muito utilizado em cirurgias, pode também tratar de certas disfunções neurológicas, digestivas, cardiovasculares, sexuais, dérmicas e respiratórias, auxiliando no manejo dos sintomas desagradáveis ou ainda provendo os recursos de cura do próprio paciente. Por isso a hipnose é tão importante nos tratamentos clínicos, pois pode predispor o organismo como um todo para a cura ou para a manutenção da saúde do paciente.</p>
<p>Além de todos estes benefícios na área psicológica e clínica, a hipnose hoje é também muito utilizada para tratamento de obesidade, preparação mental de vestibulandos, problemas de amnésia, correção de vícios, insônia, praticas esportivas, envolvimentos pessoais, relaxamento, redução de estresse, e varias outras utilizações.</p>
<p>Por fim, é importante frisarmos que para levarmos alguém a entrar em transe hipnótico, a pessoa deve acreditar neste processo de hipnose e querer ser hipnotizada, lembrando também que apenas profissionais especializados são recomendados a utilizar este processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autores deste texto:<span style="text-decoration: underline;"> </span>Bruna Paulino de Araujo; Jefferson Santos Silva; Pâmela Amaral; Taianne Damasceno Costa; Viviane Ellen Romulado Salomão.</p>
<p>Referência Bibliográfica.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">FERREIRA, Aurélio</span>. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro (RJ), Brasil: Nova Fronteira, 2000.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">FACIOLI, Adriano</span>. Hipnose: fato ou fraude?. Campinas (SP), Brasil: Editora Átomo, 2006.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Wikipédia</span>. Hipnose. Disponível em <a href="http://pt.wikipedia.org/Hipnose">http://pt.wikipedia.org/../Hipnose</a> . Acesso em 18 de março de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
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