Dinâmica de Grupo e Trabalhos com grupos infantis

A expressão dinâmica de grupo apareceu pela primeira vez em 1944, num artigo publicado por Kurt Lewin, em estudo consagrado às relações entre teoria e a pratica em Psicologia Social. Essa expressão tem servido a uma serie de interpretações distintas, lança a idéia de co-participação, como principio fundamental numa sociedade democrática e tem sido utilizada quando se refere a um conjunto de técnicas, tais como desempenho de papeis, discussão e interação. O serviço social foi uma das primeiras profissões a reconhecer a importância da orientação em grupo.

Bany e Johnson (1975) dizem que a expressão dinâmica de grupo tanto se refere à ideologia democrática, como aos meios pelos quais os grupos podem ser organizados e guiados, com o fim de obter determinados objetivos.

O grupo deve possuir uma essência que justifique sua formação, tradição, costumes e hábitos tais que determinem a relação de seus membros uns com os outros e uma estrutura definida, que especifique a função de cada membro.

Tipos de Grupos

Grupos Artificiais

São os grupos formados e motivados por uma opressão exterios, onde o chefe ou lider, é imposto ao grupo, sem a consulta previa a seus membros.

Dependendo da personalidade do chefe, o grupo desenvolve sentimentos de medo, de amor e de odio.

Grupos Espontâneos

São grupos formados em opressão exterior. São aqueles formados sem opressão exterior. Os estudantes formam grupos espontâneos, no meio de grupos artificiais da escola, como elementos de resistência, sustentados por um dinamismo especial.

Obs: esse grupo mais democrático e lutam pelos seus direitos.

Grupos Intermediários

São grupos que possuem um chefe que os aproxima de um grupo artificial. Slavson, que estudou esses tipos de grupos, classifica-os em grupos motivados e grupos vonluntários.

Grupo Motivado

No grupo intermediário motivado, com a presença de um chefe adulto, a criança adere a ele voluntariamente, respondendo a uma necessidade de interesse, ou seja, necessidade de evasão do meio familiar, necessidade de viver ao lado de crianças ou adolescentes da mesma idade, ou a procura de sentimentos de segurança ou interesse esportivo.

Grupo Voluntário

O grupo intermediário voluntário responde unicamente às necessidades interiores do grupo e jamais reconhece um chefe adulto. É inspirado por sentimento de interesse comum, segurança e oposição. A escolha do lider, eclode espontaneamente e janais é um adulto. O grupo foge do ambiente familiar e seus elementos são da mesma idade.

O grupo voluntario homegêneo é um grupo de oposição. Os membros tem em comum uma meta de ordem negativa. É dificil destrui-lo, pois a medida que é combatido, sua coesão é reforçada. Ja o grupo voluntario especial é como o precedente, mas orienta-se num sentido como positivo. Ele se reune para pesquisa, trabalhos de classe, esportes ou musica.

Grupos na Pré-Escola

René Fau admite que a tendencia de agrupamento nas crianças de dois a seis anos não pode ser notada, em virtude de estarem apegadas ao grupo familiar. O desenvolvimento fisico dos 6 aos 12 anos é constante e lento.

Tanto as relações verticais, como aquelas com os pais e professores, quanto as horizontais, como as com companheiros, são bastan te importantes nesses anos.. Somente nas brincadeiras com os companheiros a criança consegue aprender sobre relações recíprocas, tanto cooperativas quanto competitivas.

Os pré-escolares tambem evidenciam mais recusa e desafio em relação às tentativas de influencia paterna, se comparados aos bebês. O brinquedo com os companheiros ja é visivel antes dos 2 anos de idade, tornando-se cada vez mais importante ao longo dos anos pré-escolares. È evidente tambem a agressividade com os colegas, mais fisica nos 2 e 3 anos, mais verbal nos 5 e 6 anos. As crianças entre 6-7 anos desenvolvem amizades individuais, segregam seus grupos de brincadeiras pelo genero, desenvolvem fundamentos cognitivos de reciprocidade, aprendem os principios daquilo a que Piaget chama de operações concretas e ainda adquirem algumas habilidades basicas necessárias à vida adulta. O anos pre-escolares salientam-se ainda como o período em que são plantadas as sementes das habilidades sociais e da personalidade da criança.

Grupos de Jogos

Analisando os grupos de jogos das crianças, por idade, Gesell, propõe:

- Dois anos: agradada ao menino a companhia de outras crianças. Não ha preferencia por sexo no jogo.

- Dois anos e meio: começo de jogos cooperativos em grupos pequenos. Ainda não há preferencia por sexo na formação de grupos.

- Tres anos: surgimento de certos jogos coletivos espontaneos . Ainda não ha distinções sexuais nos grupos de jogos.

Tres anos e meio: atividades coletivas, se bem que alguns dos membros podem fazer discriminação em relação a certos elementos do grupo e exclui-los. As meninas são quem geralmente iniciam essas uniões.

- Quatro anos: jogo coletivo cooperativo e imaginativo.Tendencia à divisão segundo linhas sexuais. Algumas agressões dirigidas ao sexo oposto.

- Cinco anos: as crianças jogam, em sua maioria, em grupos de dois e raramente aparecem mais de cinso em cada grupo. A composição dos grupos muda rapidamente. Os agrupamentos mais frequentes compoe-se de crianças do mesmo sexo.

- Seis anos: muito jogo coletivo, especialmente de casinha ou de venda. Nas festas, as crianças apresentam uma conduta difusa, movendo-se para lá e para cá e querendo acima de tudo, receber presentes.

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