Criança com desatenção e hiperatividade: Será que é TDAH ?

Sintomas de desatenção, de hiperatividade ou de impulsividade acontecem em crianças normais, uma vez ou outra ou até mesmo freqüentemente em intensidade menor. Portanto, para o diagnóstico de TDAH, é fundamental que pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade/impulsividade descritos acima estejam presentes freqüentemente na vida da criança e a persistência dos sintomas em vários locais e por um tempo mínimo de seis meses. Os sintomas de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade precisam ocorrer em pelo menos dois ambientes da vida da criança (por exemplo, escola e casa) e manterem-se constantes ao longo do período avaliado. Sintomas que ocorrem apenas em casa ou somente na escola devem alertar o clínico para a possibilidade de que a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade possam ser apenas sintomas de uma situação familiar caótica ou de um sistema de ensino inadequado.

A apresentação clínica pode variar de acordo com o estágio ou fase do desenvolvimento. Sintomas relacionados à hiperatividade/impulsividade são mais freqüentes em pré-escolares com TDAH do que sintomas de desatenção. Como uma atividade mais intensa é característica de pré-escolares, o diagnóstico de TDAH deve ser feito com muita cautela antes dos seis anos de vida. Por isso, entre outras razões, que o conhecimento de desenvolvimento normal de crianças é fundamental para a avaliação de psicopatologia nesta faixa etária. Segundo Caballo e Simón, 2005, os sintomas de hiperatividade diminuem na adolescência, restando, de forma mais acentuada, os sintomas de desatenção e de impulsividade.

É importante pontuar que a desatenção, a hiperativdade ou a impulsividade como sintomas isolados podem resultar em problemas na vida da criança, no relacionamento com os pais, com os colegas de escola, enfim, pode comprometer significativamente alguns setores da vida educacional e social da criança.

Para uma análise funcional do transtorno é preciso determinar quais os estímulos problemáticos para a criança e quais os tipos de consequências acarretam para que não consigam manter um nível adequado de resposta. Dessa forma, não descarta possíveis disfunções orgânicas, mas acredita que há uma falha entre os eventos estimuladores e o comportamento da criança. Pelo menos em parte poderiam explicar porque os programas de reforço não conseguem o controle esperado sobre o comportamento da criança hiperativa e porque apresentam rapidez quanto ao seu efeito.

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