Como preparar um processo de psicodiagnóstico. Consequencias negativas do encurtamento processo diagnóstico

February 17, 2010 – 11:50 am

Se um processo de psicodiagnóstico é curto demais, há déficit nas informações coletadas. O contato fugaz empobrece a capacidade de compreensão do psicólogo

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Favorece-se a fantasia de que o paciente pode depositar rapidamente os conflitos e preocupações no psicólogo, que seria investido de atributos mágicos de compreensão dos mesmos

Também é facilitada a atitude por parte dos pais de não sofrer as alternativas do processo, não se expor à mobilização de angústia.

Se não se trabalha com a técnica de devolução de informações, as fantasias do paciente em relação ao psicólogo podem não ser retificadas

Esse contato tão fugaz planejado pelo psicólogo reflete a grande onipotência em relação a si ou transferida a um determinado teste. Essa atitude de onipotência facilita, no paciente, a fantasia de que o que ele tem é algo muito simples, muito fácil de captar e/ou de que o psicólogo é “uma espécie de bruxo que maneja o teste como uma bola de cristal que reflete tudo o que acontece”.

Deve ser levado em consideração no processo diagnóstico que tanto em casos de redução ou prolongamento excessivo do processo psicodiagnóstico, oculta-se um déficit de informação que leva a uma busca de infinitas recorrências em um caso e, no outro, a negar a necessidade de recorrências suficientes que lhe permitam uma boa síntese da problemática do paciente. Há uma voracidade e curiosidade excessivas, atuadas num caso e reprimidas no outro.

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