Como fazer um diagnóstico psicológico e avaliação psicológica na clínica de psicologia

Formas de avaliação psicológica e diagnóstico psicológico de pacientes na clinica psicológica

Os testes psicológicos como por exemplo teste de personalidade, teste de ansiedade e teste para depressão, são ferramentas úteis para identificar sintomas e sinais de distúrbios em pacientes atendidos em clínicas psicológicas

PRISZKULNIK (2000) levantou um histórico e examinou a maneira de cada profissional se posiciona frente ao sintoma do paciente, ao processo de diagnóstico e de tratamento. Aborda em seu artigo “Clínica(s): Diagnóstico e Tratamento”, pressupostos sobre o domínio da clínica médica, e da clínica psicanalítica. Considera a medicina como uma ciência que deve ter delimitado adequadamente o domínio de sua experiência.  Relata que para o reconhecimento de uma determinada doença, o médico deve ter uma definição racional e clara da patologia e do corpo, conjuntamente com suas funções.  Já a psicanálise busca sentido para os sintomas, não submetendo a pessoa a exame corporal, e solicitando que o indivíduo fale de si mesmo sem censura ou crítica.  PRISZKULNIK completa dizendo a obediência a regra técnica da associação livre é fundamental.

No ano de 2000, VAISBERG e MACHADO apresentaram um artigo sobre o diagnóstico estrutural de personalidade, como prática clínica fundamentada na psicopatologia psicanalítica estrutural. São articuladas concepções, sobre a estrutura da personalidade, de Bleger, Bergeret e Winnicott com o objetivo de oferecer subsídios teóricos para o estabelecimento de diagnósticos. As autoras consideram essencial que a cura seja conduzida por meio de busca de determinantes lógicos-emocionais subjacentes à conduta do indivíduo.  A principal finalidade do artigo foi de orientar decisões clínicas quanto à escolha de técnicas e estratégias psicanalíticas adequadas ao tipo de psicopatologia envolvendo em cada caso particular.

A pesquisa de AMORIN (2000) aborda a validação da Entrevista breve para diagnósticos de Transtornos Mentais (MINI); uma entrevista diagnóstica padronizada breve de 15 – 30 minutos compatível aos critérios do DSM-III-R/IV e da CID-10, utilizado na prática clínica e em psiquiatria. Foram realizados 4 estudos para a validação do MINI.  O estudo 1 (França) e 2 (EUA) testaram a confiabilidade da versão DSM-III-R do MINI em 84 sujeitos, sendo 42 pacientes psiquiátricos de cada centro, e sua validade com relação ao CIDI (n=346, sendo 296 pacientes psiquiátricos e 50 de controle) e ao SCID-P (n=370, sendo 308 pacientes psiquiátricos e 62 de controle).  O estudo 3 testou a validade de diagnósticos gerados por clínicos gerais usando o MINI (DSM-IV) com relação a diagnósticos habituais de psiquiatras, em 409 pacientes de quatro países (França, Espanha, Itália, e Reino Unido).  E o estudo 4 testou a confiabilidade entre avaliadores (n=20 pacientes) e a validade dos módulos Transtornos Psicóticos, Depressão e Mania, do MINI Plus-DSM IV (n=104 pacientes psiquiátricos) com relação a dois critérios de referência: diagnósticos do CIDI e diagnósticos clínicos de psiquiatras.  Nos resultados os índices de confiabilidade do MINI e do MINI Plus foram satisfatórios.  Eles mostraram qualidades psicométricas, permitindo uma redução de 50% ou mais no tempo da avaliação.  A pesquisa concluiu que o MINI e sua versão Plus são adaptados ao contexto clínico e representa uma alternativa econômica para a seleção de pacientes, segundo critérios internacionais, em estudos clínicos e epidemiológicos.

CAETANO (1996) em seu artigo relata sobre o conceito do diagnóstico em psiquiatria e seu histórico.  O autor sumariza uma revisão da história do diagnóstico em psiquiatria, descrevendo como o conceito de doença mental tem sido modificado desde os tempos primitivos aos atuais.  Expressa influências ao diagnóstico psiquiátrico, da medicina, do campo científico e de fatores sócio-culturais-econômicos, religiosos e outros. Conclui propondo que fatores biológicos, psicológicos e sociais sejam integrados numa tentativa de entender o paciente como um todo.

 

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