Como deve ser o planejamento e a preparação da bateria de testes psicocológicos em um processo psicodiagnóstico

February 18, 2010 – 6:22 pm

Planejamento geral dos testes psicológicos em um processo psicodiagnóstico

Deve-se pensar em testes que captem o maior número possível de condutas (verbais, gráficas e lúdicas), de maneira a possibilitar a comparação de um mesmo tipo de conduta, por meio de diferentes estímulos ou instrumentos, e de diferentes tipos de conduta.

Também é importante discriminar a seqüência de aplicação dos testes escolhidos, em função da natureza do teste e do caso (paciente). O teste que mobiliza uma conduta que corresponde ao sintoma nunca deve ser aplicado primeiro – coloca-se o paciente numa situação mais ansiógena/deficitária sem o estabelecimento d euma relação adequada paciente-psicólogo. Regra geral: aplicar testes mais ansiógenos nas últimas entrevistas.

Recomenda-se iniciar o exame com testes gráficos (salvo casos em que paciente apresneta graves transtornos orgânicos, alterações do esquema corporal, dificuldade no uso das mãos etc): abarcam aspectos menos sentidos pelo paciente como próprios (menos ansiógenos) e em geral requerem pouco tempo para sua aplicação

Há melhor aproveitamento dos testes gráficos se são aplicados sucessivamente – comparação entre os diversos testes formando um todo sem a interferência de outros estímulos (outros tipos de testes) que mobilizem outros tipos de conduta e de associações. Os testes gráficos refletem aspectos mais estáveis da personalidade (mais difíceis de serem modificados). Também é importante comparar resultados obtidos pelos testes gráficos e verbalizações espontâneas ou induzidas pelo psicólogo.

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