Ciúme patológico ou ciúme doentio e a relação deste sintoma com a doença do TOC ou transtorno obsessivo compulsivo

O transtorno Obsessivo-compulsivo é um distúrbio que interfere no processamento normal do indivíduo provocando pensamentos recorrentes sobre algo, pessoa ou situação. Faça um teste de ciúme clique neste link

O ciúme patológico é um dos sintomas que podem estar associados ao TOC, uma vez que a pessoa que enfrenta a situação de ciúme excessivo, passa a ter pensamentos repetitivos e intenso sobre o outro, numa tentativa de descobrir, controlar e prever o comportamento do parceiro já que sente a todo momento que está sendo enganado, traído e rejeitado.

O ciúme doentio ou ciúme patológico é um distúrbio que acomete homens e mulheres, tem cunho doentio, pois compromete todo o funcionamento da pessoa e absorve toda sua energia, levando a um desgaste psicológico, crise de ansiedade ou depressão.

A relação entre o ciúme e a doença do TOC já foi descrita muitas vezes na literatura e estas características são percebidas em todas as sociedades e culturas.

A história do TOC mostra que no seculo XVII se achava que o transtorno estava ligado a escrúpulos religiosos anormalmente intensos. Nos séculos XVIII e XIX as definições eram parecidas. No ano de 1774 se falava em idéias fixas e recerrentes, por Hartley; em 1839, Esquirol descreveu como monomanias racionais ou delirios parciais, onde considerou uma das doenças mais intratáveis; em 1867 foi nomeada como representação obsessiva, por Krafft Ebing; em 1868 foi considerado uma doença ruminativa, por Griesinger e em 1875 Legrang du Saule definiu como “loucura do tocar”. O reconhecimento e tratamento só começaram a se desenvolver na era moderna e até hoje a etiologia, a fisiopatologia e os efeitos benéficos do tratamento não foram totalmente entendidos (MIGUEL, RAUCH e LECKMAN, 1998).

Vários autores relataram que, até o ano de 1966 o TOC era tratado com eletroconvulsoterapia, psicodinâmica, leucotomia, drogas ansioliticas e antidepressivos, baseado nos estudos com ratos, que visam extinguir os comportamentos esteriotipados levando-os a situações anteriormente evitadas, desenvolveu o tratamento comportamental do TOC com um programa de exposição e prevenção de respostas (NEZIROGLU, 1992 ).

O primeiro relato de TOC na infância foi descrito em 1903 por Pierre Janet; em 1973, Admas falou sobre quarenta e nove crianças obsessivas. Era escasso e limitado o estudo de TOC na infância e adolecência devido ao pequeno número de amostras, até que em 1989, o Instituto Nacional de Saúde Mental, nos Estados Unidos (NIMH) publicou um trabalho de crianças e adolecêntes com TOC utilizando critérios diagnósticos específicos, definidos pelo DSM-III ( LOTUFO-NETO e cols, 1997 )

O transtono obsessivo-compulsivo existe em diversas partes do mundo, independente da cultura em que estiver inserido. Na maioria das culturas ocidentais foram encontrados relatos de casos. As características dos pacientes não diferem muito se comparado com diferentes culturas. Há um texto budista, muito antigo, que conta sobre o comportamento de um monge contemporâneo do Buda que se assemelha muito a uma compulsão, ele tinha que varrer o monastério durante a maior parte do seu tempo e essa atividade tinha prioridade sobre qualquer outra. Semelhente a esse caso, existem também em outras culturas, textos, contos e relatos antigos, que atualmente são facilmente diagnósticado como TOC ( SILVA e RACHMAN, 1992 )

Segundo TORRES e SMAIRA (1993), a predominância de mulheres com TOC, que aperece nos dados clínicos e etiológicos, não significa que há mais mulheres do que homens com este transtorno, e sim que elas buscam tratamento mais facilmente, por se tratar de sintomas de ordem emocional, problemas que culturalmente é melhor aceito no sexo feminino; e esses dados são obtidos a partir daquelas pessoas que estão em tratamento.

 

  1. One Response to “Ciúme patológico ou ciúme doentio e a relação deste sintoma com a doença do TOC ou transtorno obsessivo compulsivo”

  2. GOSTARIA DE SABER POR QUE DEIXEI A MINHA MULHER E NÃO CONSEGUI ESQUECE-LO,MAIS ELA VOUTOU PRA MIN?
    AGUARDO UMA RESPOSTA.

    By EVALDO on Dec 26, 2012

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