Ciume e baixa autoestima: A insegurança no relacionamento e o ciúme doentio

January 22, 2012 – 5:07 pm

O ciúme doentio ou ciúme patológico e a insegurança causada pela baixa auto-estima

A insegurança no relacionamento pode levar ao desenvolvimento do ciúme doentio no qual o parceiro ou parceira tenta de todas as formas o controle do outro, gastando enorme energia e deixando de viver uma felicidade por não acreditar em suas próprias possibilidades e encantos.

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O ciúme doentio é uma patologia, ou seja, uma doença que se desenvolve pela perda de confiança no parceiro, quer seja por uma situação verdadeira de infidelidade, quer seja por uma fantasia de perda que faz com que o parceiro (a) alimente uma desconfiança no relacionamento, criando uma necessidade de tentar saber sobre tudo que o outro quer ou faz, para aplacar a duvida de que não está sendo traído ou traída.

A principal característica da pessoa que desenvolve o ciúme é a baixa auto-estima, pois existe uma relação direta entre a insegurança e a capacidade de enxergar e se apropriar de suas qualidades e se garantir no relacionamento, sabendo que tem o que oferecer e que pode ser satisfeita nesta relação.

Conforme Amorim (2003), a auto-estima é entendida como o sentimento que a pessoa tem em relação a si mesma, podendo variar de intensidade (baixa auto estima, ou elevada auto-estima ) e para que alguém se sinta feliz, muitos fatores podem ser considerados como pilares. Uma certa unanimidade deve haver em temas como saúde, realização profissional, experiências afetivas prazerosas e positivas. E uma das condições para se alcançar o sentimento, de satisfação consigo mesmo e com a vida em geral é a auto-estima.

Conforme Dorsch (apud, Capitão,2003), o rebaixamento da auto-estima se expressa por sentimentos de desvalia, de vergonha, de inadequação e por  constante sensação de inferioridade.

Para Vanim (2003), as qualidades como a confiança em seu próprio potencial mental, habilidade de pensar agir,  lidar com os desafios da vida e a consciência do seu valor, dignidade e o direito de ser bem sucedido é o conceito de auto-estima. A expressão no rosto, o jeito de se mover, de falar, andar, demostrar seu prazer de existir descreve a fisiologia da auto-estima.

Já segundo Braga (2003), a auto-estima é formada pela  auto- imagem (imagem que cada pessoa  tem de si mesma), somada ao auto-conceito (quem e o que achamos que somos, consciente ou inconscientemente), que é desenvolvido a partir de estímulos e informações que recebe do seu ciclo social. Conceitos enaltecedores ou pejorativos são atribuídos aos indivíduos pela sociedade e dependendo dos papéis que executam estes valores refletem de maneira muito significativa.

Branden (2002), descreve que a baixa auto-estima correlaciona-se com a irracionalidade, rigidez, cegueira diante da realidade, conformismo ou rebeldia imprópria ,medo do novo e não familiar, postura defensiva, comportamento por demais submisso ou supercontrolado. A baixa auto-estima busca a segurança  do que é conhecido e pouco exigente. A auto-estima saudável (elevada auto-estima, ainda segundo o autor correlaciona-se com racionalismo, intuição, realismo, independência, criatividade, flexibilidade, habilidade para lidar com mudanças. Quanto mais sólida for nossa auto-estima, mais rápido conseguiremos nos erguer depois de um tombo e mais preparado estaremos para lidar com os problemas que surgem em nossa vida pessoal e profissional).

De acordo com Amorim (2003, Apud Branden, 1982), afirma que  o cerne do julgamento que fazemos sobre nó mesmos é a auto-estima e que nenhum outro juízo é mais importante do que a auto avaliação, e muito do nosso êxito ou fracasso dependerá, diretamente, da nossa auto-estima, pois  a auto-estima tem uma dimensão de sentir-se merecedor e também de ser competente. Ter a auto-estima elevada é sentir-se merecedor da felicidade, acolher com suavidade as adversividades da vida e receber críticas com atitude reflexiva, ou seja, a auto-estima é o sistema imune da consciência.

Para Cunha (2003),  auto-estima é como a pessoa se sente em relação a si mesma, é um sentimento de amor próprio e respeito pela sua pessoa. A auto-estima é a mola que nos impulsiona para o êxito ou para o fracasso, toda pessoa tem necessidades psicológicas de se sentir amada e valorizada e o bem-estar emocional não depende somente do ser amada, mas do sentir-se amada.

Quanto a auto-estima na adolescência, pode-se perceber que esta é baseada mais em pessoas do que em fatos, onde a realidade passa a ser o que é confirmado pelos outros e depende das expectativas e valores alheios e de conquistar a aprovação do grupo. E o substituto da verdadeira auto-estima para o adolescente é o decréscimo de ansiedade que  resulta quando se conquista a aprovação dos  outros   (Appleton, 1989)

Segundo Harter (1990, apud, Bee 1997), o indivíduo lá pelo final da adolescência, entre os 19 ou 20 anos possui uma idéia bastante mais positiva  de sua autovalia global do que possuía aos 8 ou 11 anos. No início da adolescência, uma breve queda na auto-estima, parece estar associada não tanto á idade, mas à mudança de escola (ou dos graus numa mesma escola) ao mesmo tempo em que se dão as variações da puberdade. Um estudo recente, realizado por Harter, mostra que o conceito de si passa a ser diferenciado cada vez mais na adolescência, na medida em que o jovem começa a ver a si mesmo de modo  diferenciado em cada um dentre vários papéis: como estudante, com os amigos, com os pais, e em relações amorosas.

Conforme Branden (1982),  a auto-estima tem dois aspectos psicológicos inter-relacionados como fenômeno psicológico:  uma sensação de eficiência pessoal  e uma sensação de valor pessoal. A soma integrada de autoconfiança e auto-respeito, é a experiência de que somos adequados para a vida e para suas exigências

 

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