Ciúme e baixa auto-estima na mulher grávida: Alterações emocionais na mulher durante a gestação: Como aceitar e se adaptar à gravidez

as alterações emocionais podem aparecer em três períodos ou etapas da gestação:

· Primeiro trimestre da gestação: a percepção pode ocorrer bem antes da confirmação pelo exame clínico e até mesmo antes da data em que deveria ocorrer à menstruação, não é raro a mulher captar em nível inconsciente as transformações bioquímicas e corporais que assinalam a presença de gravidez e expressar esta percepção através de sonhos ou intuições. É marcada também, por um certo “duplo segredo”. O bebê é muito pequeno para que a mãe possa perceber seus discretos movimentos; as modificações corporais da gestante são pouco evidentes, tornando a gravidez desapercebida pela sociedade. Com isso, a consciência da gestação e maternidade é insipiente. É uma fase de adaptação da mulher, do homem, dos familiares e amigos à nova situação. Tudo o que é novo, desejado ou não, promove mudanças. Uma dessas alterações é a ambigüidade: por um lado, a mulher fica feliz e orgulhosa (entre outros aspectos positivos), por que vai ser mãe, atingindo a plenitude da feminilidade; por outro lado, surgem preocupações e dúvidas sobre sua capacidade para exercer a maternidade, e tantas outras coisas.

Uma outra modificação importante é a hipersensibilidade: tudo está muito bem e de repente seus olhos se enchem de lágrimas, ou surge uma irritabilidade/agressividade importante. Por quais motivos? Nem sempre ela tem resposta. Outras coisas passam a acontecer, entre elas a hipersonia: sonolência persistente, que acompanha a mulher por dias, semanas, às vezes por toda a gravidez. O oposto é a hiperatividade, que ocorre em um grupo menor de mulheres. A causa dessas e outras alterações emocionais podem ser dividida em três fatores que estão associados: a) Alterações nos níveis dos hormônios; b) História pessoal, conjugal e familiar da mulher; c) Fatores de personalidade. Transtornos psíquicos preexistentes à gravidez também influenciam significativamente.

· Segundo trimestre: marcado pela “dupla propaganda”. Os movimentos do bebê são percebidos pela mãe e cada vez que ele se mexe pode aumentar o encantamento e o amor mútuos entre mãe e filho. As modificações corporais são visíveis e percebidas pela sociedade. Diante de uma gestante, pouquíssimas pessoas conseguem não falar nada. Elogios, sugestões, palpites sobre o sexo, simpatias fazem parte dos comentários, que comumente terminam com estórias negativas sobre gravidez, parto ou puerpério. Freqüentemente a mulher grávida fica aterrorizada, principalmente aquela que têm experiência pessoal ou familiar de abortamento, óbito fetal, parto difícil, depressão pós-parto e outras fatalidades. Há um grupo de mulheres que passa a se sentir extremamente bem, confiante em si e nos que a cercam, amando cada vez mais a si mesma, o filho, o marido e as outras pessoas que lhe são importantes. Faz questão de chamar a atenção para a gravidez e para seus direitos. Sente-se muito importante por perpetuar a espécie humana e quer ser respeitada por isso. Há outro grupo que vive um quadro depressivo. Tudo lhe parece difícil, complicado, desagradável. Sente-se feia, sem atrativos, mal-amada, com medo de que a genitalidade fique deformada. Tem preocupações excessivas quanto ao bem-estar do bebê e em relação ao parto. O sofrimento é intenso, muitas vezes inconfessável e, não raro, comer é a melhor compensação. Essas e outras alterações se devem a história pessoal, conjugal e familiar, ao impacto que a sociedade causa na mulher grávida, a fatores de personalidade e a transtornos psíquicos preexistentes à gravidez, ainda que discretos.

· Terceiro trimestre: surgem preocupações maiores com o parto. Trata-se de uma “ansiedade antecipatória” frente ao que poderá acontecer. É como se houvesse uma viagem a fazer, da qual não se pode desistir. Para a mulher, é uma viagem, pois deixará de ter um corpo grávido para assumir um corpo não grávido e preparado para amamentar. E isso tem muitas implicações. Para o bebê, é uma viagem, pois deixará o mundo em que tudo lhe é ideal (temperatura, alimentação, ruído, luminosidade…), para ingressar em um mundo novo e diferente, ao qual terá de se adaptar. Para Soifer (1992) a ansiedade é especialmente aguda nos dias que antecedem a data prevista e tende a intensificar-se ainda mais quando esta data é ultrapassada. Os sentimentos são, em geral, contraditórios, a vontade de ter o filho e terminar a gestação e a vontade de prolongar a gravidez para adiar a necessidade de fazer as novas adaptações exigidas pela vinda do bebê.

Neste processo de ambigüidade, a ansiedade pelo nascimento do filho, pode interferir na qualidade do parto, por isso é necessária atenção especializada (Pavesi, 2001).

  1. 2 Responses to “Ciúme e baixa auto-estima na mulher grávida: Alterações emocionais na mulher durante a gestação: Como aceitar e se adaptar à gravidez”

  2. depoi de ter minha filha nao tenho praser em meu marido

    By karine on Jan 13, 2011

  3. mande material sobre gestante

    By carol on Sep 14, 2013

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