Atuação Psicológica no Hospital - Pacientes Terminais e a Morte
September 1, 2008 – 12:08 pm
Atuação do Psicólogo com o Paciente Terminal e a Questão da Morte no Hospital
A morte faz parte do cotidiano humano e como tal deve ser encarada.
O psicólogo pode se defrontar com a questão da morte em diferentes situações de trabalho
Na escola – morte de um estudante, de alguém da família, do animal de estimação d aluno, etc.
Na empresa ou organização – morte no ambiente de trabalho, acidentes, perdas e mudanças de emprego
Morte intencional – Suicídio - ações autodestrutivas – tentativas de suicídio e ações letais (intoxicação, álcool, drogas, etc.)
Processos de pequenas mortes e lutos – mudanças: casa, emprego, namorado, adolescência, casamento, etc.
Trabalho com o idoso – mais próximo da finitude – velhice como fase de desenvolvimento – discussão do significado existencial
O Psicólogo diante da questão da morte
A morte é uma preocupação universal do homem.
considerando que a psicologia estuda a relação do homem com o mundo, a morte então, deve ser uma área de preocupação primordial da psicologia
A morte também deve se considerada como um campo de estudo e uma prática de atuação do profissional.
Atualmente se faz presente a necessidade e o ingresso do profissional psicólogo no contexto hospitalar
Neste contexto é importante perceber a forma de atuação e interação do Psicólogo com os demais profissionais da saúde e a relação com o tema morte e na lida com pacientes terminais.
No trabalho psicológico com pacientes terminais inclui-se:
· Apoiar situações de crises tanto do paciente, quanto da família e da equipe de saúde
· Presenciar situações de sofrimento em que outros não estão habituados
· Promover o autoconhecimento e insight onde algumas defesas estão mais presentes
· Promover mudanças específicas na forma de atuação conforme a situação exige:
o Compreendendo as necessidades de interrupções nos atendimentos por conta de intercorrências e dificuldades do paciente, da família ou de procedimentos
o Dispor-se a atendimentos mais longos e muitas vezes silenciosos ou de escuta
o Promover maior acolhimento e conforto na situação de crise
o Se dispor com maior assiduidade e presença física
o Dispor-se a sessões não-verbais
o Poder escutar e perceber a necessidade do outro
o Tornar-se disponível para um contato mais intimo, envolvendo a proximidade física e emocional. Exemplo: Segurar a mão do paciente, ficar ao seu lado, escutar seu choro e dor
Os principais objetivos nesta atuação:
· Diminuir o medo da morte e levar a preparação para o processo de morrer
· Compreensão da morte do ponto de vista pessoal
· Ajudar a lidar com pessoas (paciente, familiar e equipe) diante do morrer
· Preparação para enfrentamento do inevitável
· Trabalhar os aspectos cognitivos e emocionais (compreensão, medos)
· Trabalhar as questões éticas e a bioética
· Trabalhar as dificuldades do cuidador
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