Atuação do Psicologo Hospitalar: Estratégias básicas

January 20, 2009 – 7:52 pm

O trabalho do Psicólogo hospitalar está pautado na possibilidade de uma intervenção por meio da conversa, pois ao abrir espaço para a fala do paciente e com uma escuta ativa por parte do Psicólogo, a pessoa hospitalizada consegue expressar seu sofrimento, suas fantasias, seus medos e dissolver sua angústia.

Falar não só faz bem ao paciente porque ele pode desabafar, na verdade, ao falar é possível entender aspectos implícitos envolvidos na doença, no adoecer e na hospitalização, de tal forma que fica conhecido e seja examinado o (s) objeto (s) temido, podendo ainda ser neutralizados com o acolhimento, com explicações e esclarecimentos que muitas vezes não estão tão evidentes.

É através da fala que se conhece a passagem da doença para o adoecimento, pois se o paciente não fala, só ficamos conhecendo a realidade biológica da doença. Perde-se a subjetividade e, com ela o adoecimento da pessoa. É sempre possível lembrar que a doença não fala, mas o paciente, o doente, sim.

O Psicólogo neste contexto pode então trabalhar com técnicas e estratégias que facilite esta comunicação e permita o espaço para que essa fala contribua para um melhor entendimento e compreensão da doença e do doente numa visão mais ampla da pessoa.

Entre as técnicas e estratégias que facilitam a expressão verbal e a não verbal tem-se: a entrevista, a associação livre, os desenhos e estórias, as pranchas temáticas, brinquedos, jogos, inventários, questionários e outros.

É importante também lembrar que o uso do silêncio e a compreensão de seu significado ajudam muito no acolhimento ao sofrimento do paciente, pois muitas vezes, somente por ficar ao seu lado, você promove um espaço e uma segurança que acaba facilitando o preenchimento desse silêncio pela fala contida, porém reveladora, dos aspectos emocionais do paciente.

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