Aspectos emocionais do envelhecimento e a qualidade de vida na terceira idade

A qualidade de vida na terceira idade depende de vários fatores,  principalmente na relação do indivíduo com o ambiente, onde é necessário um equilíbrio  entre o   homem  e a  sociedade   em  que   vive   e   as  culturas existentes para viver com segurança e exercer a cidadania.

De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS, 1991) qualidade  de vida  na  terceira  idade  pode  ser  definida   como   a   manutenção   da    saúde em maior  nível possível, em  todos  aspectos  da   vida   humana,  como físico, social, psíquico e espiritual.

Neto (2000) observa  que  o  grande foco da Gerontologia atual amplia-se para  além  das  doenças  e  problemas  relacionados  à  velhice, onde  o grande desafio  apresentado  é   o  de  direcionarmos   a  nossa  capacidade   de   gerar conhecimentos  para entender  as  alterações   progressivas    não – patológicas, biológicas e  fisiológicas e como  elas  influenciaram o status   funcional  dos indivíduos. Cujos objetivos  fundamentais  destes   conhecimentos  devem  ser o envelhecimento com sucesso e com qualidade de vida.

Podemos entender que qualidade  de vida é a somatória de vários   fatores que proporcionam ao indivíduo o direito de exercer  a  cidadania  nos    aspectos sociais, culturais e psicológicos; o direito  de  viver  com  dignidade  e    respeito; contribuindo  para a comunidade  em  que vivem,  com  seu  trabalho buscando  sua independência financeira; proporcionando a sua família condições básicas para sobrevivência, com alimentação, moradia, saúde e o lazer. Contexto este em que o indivíduo possa ter autonomia  liberdade, segurança e dignidade; tendo seus direitos  assegurados.

Para Debert (1998) qualidade de vida na terceira idade, é a liberdade     de escolha e direitos que todos os  indivíduos  devem  ter  para  viver  o      máximo possível, terminar a vida de forma digna e sem  sofrimento, encontrar  ajuda     e proteção  para   a   progressiva     diminuição    das    capacidades,       continuar participando ativamente dos assuntos e decisões  que  envolvem, a família,      a comunidade,  e   outras  atividades sociais e   culturais.

Neri (1999) considera que a promoção da boa qualidade de vida na   terceira idade  excede  os limites da responsabilidade pessoal, e deve ser vista como um empreendimento  de caráter sócio-cultural. Uma velhice  satisfatória  não  é  um atributo do  indivíduo  biológico, psicológico ou social, mas  resulta  da qualidade de  interação   entre   pessoas   em   mudança,  vivendo   numa   sociedade  em mudança.

Segundo Skinner  e  Vaughan (1985),  viver  com “qualidade  de  vida” na terceira idade depende do nosso pensar; sendo necessário   alguns cuidados preventivos desde os  primórdios da   juventude,  para manter a      independência  financeira,  boa  saúde  e    os    direitos assegurados.   Viver a vida com autenticidade, fazendo as coisas das quais gostamos,   realizando os sonhos e  desejos, traçando metas e objetivos; compartilhando com a família e  os  amigos  os  frutos de nossas  conquistas ao longo da vida.A

  1. One Response to “Aspectos emocionais do envelhecimento e a qualidade de vida na terceira idade”

  2. Realmente a interação é imprescindível a um envelhescer saudável, é através dela que os idosos partilharão vivências e possivelmente elaborarão situações de vida negativas. Muito interessante o artigo.

    By Lucas on Mar 6, 2011

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