A entrevista psicológica no ambiente hospitalar – A Escuta Ativa e a Avaliação Psicológica do Paciente

April 18, 2009 – 7:26 pm

A atuação da Psicologia Hospitalar no hospital fazendo parte da equipe interdisciplinar e sua contribuição na avaliação diagnóstica e no atendimento humanizado ao paciente hospitalizado.

No hospital, na maioria das vezes, a entrevista psicológica é realizada ao lado do leito do paciente, num ambiente adaptado e compartilhado por demais integrantes da equipe de saúde e/ou por familiar e acompanhante do paciente.

A forma de realização da entrevista de escuta ativa deve ser proporcionada possibilitando ao menos, um mínimo de privacidade, o que se consegue aproximando uma cadeira do leito do paciente e falando mais perto, em tom de voz mais baixa e com a menor interferência das demais pessoas.

É importante focar a entrevista em seus objetivos, no qual está incluso um tratamento humanizado ao paciente, chamando-o pelo nome, respeitando-o como pessoa e, fazer com que a entrevista seja ao mesmo tempo empática e útil.

A habilidade do entrevistador revela-se pela capacidade em formular perguntas, pela decisão de quando falar, como falar, em escutar e mostrar acolhimento ao paciente em seus momentos mais difíceis nesta situação de internação e da doença.

A escuta ativa tem como característica o valor terapêutico da escuta, valorizando a expressão e o vínculo com o paciente, percebendo se neste momento ele precisa falar e desabafar, ou se necessita de uma atitude mais ativa com perguntas e intervenções que facilite as colocações do paciente sobre suas dificuldades e sobre sua compreensão sobre a doença.

O respeito e o interesse no paciente deve ser demonstrado e valorizado, com contato visual freqüente, facilitar a compreensão dos termos médicos que o paciente tem dúvidas, observando as reações emocionais do paciente e posturas gestos e demais expressões faciais e corporais.

É importante no final da entrevista descrever ao paciente um resumo sobre o que o entrevistador entendeu e sobre o que foi conversado para maiores esclarecimentos e para demonstrar que o que foi dito ficou registrado e foi legitimizado.

Muitas vezes na entrevista de escuta é mais importante “ouvir” o silêncio e o choro do paciente, permitindo esta expressão e ajudando com delicadeza o paciente a sair dessa situação.

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