Esquizofrenia e Esquizofrenia Paranóide – Pensamentos delirantes

A esquizofrenia paranóide é o tipo mais homogêneo de esquizofrenia e o menos variável em comparação com outras esquizofrenias.

Caracteriza-se principalmente por estados de delírios primários que compreende uma percepção repentina de uma persecutoriedade única e especial, característica em uma situação.

A persecutoriedade (se sentir perseguido por algo ou por alguém) são convicções profundas para o sujeito e este não aceita outras causas por mais óbvias que estas sejam.

Além de, na esquizofrenia paranóide, o sujeito achar que está sendo seguido, perseguido ou atribuindo-lhes culpas, outros sintomas se relacionam a pensamentos sobre seu próprio corpo.

Nestes casos, o esquizofrênico acha que parte de seu corpo não está bem, não está funcionando corretamente ou ainda que algum órgão está falindo ou faltando. Muitas vezes esses órgãos estão relacionados ao coração, pulmão, rim, fígado, ou um órgão menos conhecido como o baço.

A sistematização do delírio é frequente, porém o esquizofrênico delirante paranóide é o que apresenta menos deteriorização de sua personalidade.

É comum relacionar-se bem com as outras pessoas, ter respostas afetivas próximas do normal e, com o processo de pensamento e cognição preservados.

O distúrbio esquizofrênico fica mais evidente quando o paciente é confrontado com o assunto que é emocionalmente significativo para ele ou quando é posto a prova por meio de testes de personalidade ou testes projetivos.

De modo geral, as pessoas que convivem com o esquizofrênico paranóide somente reconhecem os problemas quando a pessoa tenta explicar suas crenças sobre seu corpo ou sobre as perseguições a que se sente submetido. Nestes momentos é que se percebe os delírios e as explicações sem sustentação e com origens bizarras e impossíveis.

As alucinações nestes esquizofrênicos também podem ocorrer e, da mesma forma que em outros quadros de esquizofrenia, associam-se a escutar vozes, ver vultos e pessoas mortas, receber ordens divinas, estar sob missão divina, etc.

Veja mais sobre esquizofrenia e sobre transtornos de persecutoriedade acessando a categoria transtornos psicológicos ou esquizofrenia, ou ainda os links desta pagina.

Esquizofrenia: Principais sintomas e classificação da doença esquizofrênica

A Esquizofrenia é uma doença com quadro de distúrbio psicológico muito presente na sociedade. As causas da Esquizofrenia não são totalmente definidas, uma vez que, encontra-se em sua gênese causas hereditárias, traumáticas, situacionais, por alterações químicas, etc.

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A freqüência dos sintomas característicos de Esquizofrenia envolve uma faixa de disfunções cognitivas e emocionais que acometem a percepção, o pensamento inferencial, a linguagem e a comunicação, o monitoramento comportamental, o afeto, a fluência e produtividade do pensamento e do discurso, o impulso e a atenção, a capacidade de prazer com a própria vida e de realização de suas vontades.

No DSM IV (2000), o conceito de esquizofrenia refere-se a “uma perturbação que dura pelo menos 6 meses e inclui pelo menos 1 mês de sintomas da fase ativa (isto é, dois [ou mais] dos seguintes sintomas: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatônico e sintomas negativos)” (p275). Pode-se citar como exemplo o indivíduo que apresenta um discurso desorganizado no qual a sua fala apresenta freqüente descarrilamento ou incoerência, associado a delírios ou alucinações.

De acordo com o DSM IV (2000), as causas da doença ainda não foram claramente definidas porém, graças ao avanço da ciência, foi possível observar várias alterações somáticas e cerebrais na esquizofrenia. A doença era vista como um fator hereditário e o maior índice de pessoas acometidas pela doença eram membros da mesma família. Posteriormente a doença foi vista como algo genético.

A partir de dados do DSM-IV sobre estudo de famílias, sabe –se que existe um maior índice de ocorrência em parentes de pacientes esquizofrênicos, variando de acordo com o grau de parentesco, sendo que a maior chance de se desenvolver a doença será se ambos os genitores forem esquizofrênicos ou ainda se forem gêmeos monozigotos por possuírem todos os genes em comum. Portanto, a esquizofrenia não é uma doença que se pega, ela está diretamente relacionada a fatores genéticos. O diagnóstico envolve o reconhecimento de uma constelação de sinais e sintomas associados com prejuízo no funcionamento ocupacional ou social. A comparação entre o indivíduo e seus irmãos não-afetados pode ser útil para esta determinação e o progresso educacional freqüentemente está perturbado, podendo o indivíduo ser incapaz de terminar a escolarização.

A maior parte dos sujeitos doentes são incapazes de manter um trabalho por períodos prolongados de tempo e estão empregados em um nível inferior ao de seus pais. A maioria (60-70%) dos indivíduos com Esquizofrenia não se casam e mantém contatos sociais relativamente limitados. A disfunção persiste por um período substancial durante o curso do transtorno e não parece ser o resultado direto de qualquer aspecto isolado.

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