Ciúme Doentio e Ciúme patológico – Emoção presente em todas as culturas

O ciúme patológico e o ciúme doentio. Uma explicação para esta emoção que está presente em todas as culturas

O ciúme é uma emoção complicada e comum vivida por seres humanos. O ciúme patológico ou o ciúme doentio acontece quando esta emoção negativa se torna presente e atrapalha a vida do casal, provocando uma doença na tentativa de controle deste sentimento. Voce pode ver mais sobre ciúme doentio e ciúme patológico acessando as páginas deste site e também fazendo um teste de ciúme e outros testes psicológicos, como teste de personalidade, teste de ansiedade, teste de depressão, teste de TDAH, etc.

O ciúme doentio ou ciúme patológico varia em formas e multidões em todo relacionamento e culturas. É definido como uma percepção de que o rival é essencial para a emoção de existir “sentir ressentimento contra alguém por causa dessa rivalidade, impedir o sucesso, ou vantagens.”; sem levar em consideração se o rival realmente existe. É uma emoção que pode acontecer em relações familiares, no trabalho, nas amizades e nos relacionamentos amorosos. A interpretação mais comum desse sentimento a partir da lente de psicólogos evolucionistas vem de “A Teoria Inata do Módulo Específico”. Segundo esta teoria, o ciúme é uma emoção inata que é guiada por um conjunto específico de neurônios em resposta a ameaças percebidas no contexto das relações sexuais. Por um lado, a teoria sugere que o ciúme nos homens é uma predisposição inata orientada para a infidelidade sexual do seu parceiro; e, por outro lado, a teoria propõe que o sentimento de inveja em mulheres é inata da predisposição para a infidelidade emocional do seu parceiro. O sentimento de ciúme é muitas vezes confundido com inveja; que é definido como “uma consciência dolorosa ou ressentido de uma vantagem apreciada por outra pessoa juntada com um desejo de possuir a mesma vantagem” A Inveja é diferente de ciúme no sentido de que a emoção é diferente quando uma pessoa quer algo que outra pessoa tem; enquanto o ciúme patológico ou ciúme doentio é uma emoção intensa expressa quando um indivíduo teme que algo ou alguém pode ser tirado dele.

As pessoas saudáveis ​​também experimentam zelosamente uma resposta à evidência firme de um ciúme e estão dispostos a ajustar as suas opiniões e reações à obtenção de novas provas, e perceber se existe realmente um rival. No entanto, em determinadas circunstâncias, o ciúme pode transformar a percepção da pessoa e fazê-la tornar-se ilusória e perigosa por suas fantasias e obsessões, particularmente em relacionamentos românticos.

Veja mais sobre ciúme patológico e ciúme doentio acessando esta categoria neste site. Veja os depoimentos de outras pessoas e veja como esta emoção é presente em muitos casais. Aprenda a controlar esta emoção e conhecer o que causa o ciúme doentio e ciúme patológico. Faça o teste de ciúme e veja se esta emoção está atrapalhando sua vida e seus relacionamentos. Deixe seu depoimento e compartilhe sua história.

 

Crises de ciúme doentio e a difícil tarefa de recuperar uma relação de desconfiança.

As crises de ciúme doentio pode levar rapidamente um relacionamento a se deteriorar, pois cria uma situação insustentável para ambos os parceiros. O ciúme doentio ou ciúme patológico (voce pode fazer um teste de ciúme neste site, para medir o grau deste sentimentos vivenciado) corresponde a um sentimento difícil de ser tolerado, pois decorre a partir deste conflito, uma situação de acusações, desconfiança, desrespeito e agressividade que impede o casal de conseguir conviver numa relação harmoniosa, sensata e feliz.

Muitos parceiros amorosos desenvolvem o que chamam de ciúme que tempera a relação, ou seja, que por meio do ciúme (que não é o ciúme doentio, ou pelo menos que ainda não se tornou ciúme doentio), tem esse sentimento como uma “prova de amor”, ou seja, é como se eles medissem o quanto amam pelo tanto de ciúme que cada um apresenta em relação ao outro parceiro.

Veja também neste site sobre outros testes psicológicos, como teste de ansiedade, teste de depressão, teste de personalidade

Assim, o ciúme biologicamente condicionado é muito mais aceito na relação do que o ciúme doentio, e deixa espaço para decisões saudáveis ​​e auto-imagem saudável. O ciúme doentio é a maior parte do tempo proporcional e diretamente ligado a auto-imagem negativa. No entanto, nem sempre essa relação é visível e consciente. A maioria das pessoas que reprime seus sentimentos negativos sobre si mesmos sofrem com isso e talvez tentam escondê-los sob uma máscara de arrogância e poder. Comportamento confiante não é de todo por conta de somente uma elevada autoestima. A melhor indicação de autoestima é o quanto respeitamos as outras pessoas, bem como a nós mesmos. A opinião negativa de nós mesmos geralmente não nos permitirá apreciar verdadeiramente os outros; Normalmente vamos tentar evitar nosso sentimento de inferioridade, tentando desmerecer outras pessoas dentro de nossas mentes.

Se realmente gostam e apreciam a si mesmo, se nos sentimos merecedores de amor, vamos esperar que seja natural e fácil de encontrar pessoas para amar e que nos amam de volta. Nós não devemos experimentar o fim de um relacionamento importante como o “fim do mundo”, mesmo que provavelmente precisemos passar por um período inicial de tristeza e separação emocional. Também podemos sentir mais respeito, compreensão e compaixão por nosso parceiro e dar-lhe o mesmo tipo de liberdade que queremos para nós mesmos.

 

Ciúme doentio ou Ciúme Patológico – Uma relação que se desgasta e causa muito sofrimento

Para entender o porque algumas pessoas desenvolvem este sentimento de ciúmes doentio que consome as energias e causa muito sofrimento, temos que compreender como funciona o ciúme excessivo ou ciúme patológico que destrói e prejudica uma relação amorosa. Responda este teste de ciume e identifique estes sinais. Veja também sobre teste de ansiedade e teste de pânico e teste de depressão

Pessoas que desde crianças tiveram a oportunidade de construir uma autoestima mais fortalecida, com um profundo sentimento de capacidade e que se sentiram merecedoras de amor, são pessoas mais confiantes e cientes de que sua dignidade não depende de escolhas de outras pessoas específicas. Assim, elas são capazes de se sentir bem sobre si mesmas e não ficam dependentes de outras pessoas, ou seja,  mesmo quando outras pessoas que elas amam não lhes dão atenção.

Pessoas com autoestima elevada não vão sentir a necessidade de ser “especial” para essa pessoa (que é o que desde criança ela quer de um dos pais). Pessoas com autoestima elevada vão aceitar o interesse amigável do parceiro em outras pessoas como um comportamento normal, que não é necessariamente ameaçador. Eles vão estar ciente de que podemos gostar de pessoas diferentes de formas diferentes. Por outro lado, uma baixa autoestima provoca a insegurança, o medo de perder, se sentem vazias, com vergonha e medo de ser ultrapassado, criando uma necessidade de controle para evitar a possível perda, gerando inveja, ciúme, ciúme doentio, ciúme patológico com  possessividade.

A idéia em um relacionamento não é a de promover “mariages” ou seja, relações abertas onde todos podem fazer qualquer coisa e o outro tenha que aceitar, mas sim, destacar que uma pessoa com ciúme patológico passa a ter medo da perda da pessoa amada sentindo que está sendo ameaçada pela família do outro, pelos amigos, mesmo do mesmo sexo, pela empresa na qual o outro trabalha, pelo serviço, pelo estudo que o outro faz, etc.

Trata-se de um ciúme exagerado que prejudica qualquer relação social que o outro tenha ou pense em ter. Somos moldados pelo mundo em que vivemos e as nossas necessidades emocionais precisam ser satisfeitas de diferentes maneiras e com diferentes sentimentos com pessoas diferentes também.

Realmente já  conheci pessoas cujos parceiros usavam tais ideais lógicos para convencê-los a permitir-lhes a dormir com outras pessoas. Não só essa pessoa vai suprimir e negar seus próprios sentimentos, mas ela vai perder a sensação de estabilidade e confiança no seu parceiro, que mata a sua intimidade. Isto torna-se um fundo para o futuro ressentimento e desconfiança. Do ponto de vista biológico precisamos de um parceiro estável. Além disso, criaturas complexas como somos, é difícil o suficiente para alcançar a verdadeira intimidade com uma pessoa; espalhando atenção íntima com várias pessoas e isso é quase impossível sem reduzir a qualidade dos relacionamentos.

 

O ciume exagerado, sofrimento e o comprometimento das relações sociais.

O ciúme exagerado ou ciúme doentio não só prejudica a relação do casal, mas também consome a pessoa a ponto de prejudicar todas as relações sociais. É comum a pessoa com ciume doentio na tentativa do controle do companheiro resolver se isolar, atacar a tudo e a todos como forma de garantir a exclusividade.

Veja mais sobre teste de ciúme, teste de personalidade e teste de ansiedade. Identifique padrões de comportamentos que promovem distúrbios de personalidade. Acesse estas categorias neste site.

O ciúme é geralmente uma emoção importante que pode acometer muitos casais. Embora as experiências de medo, raiva, tristeza, vergonha e semelhante pode ser causado por experiências externas, na maioria dos casos, o ciúme produz uma mistura de sentimentos com uma percepção exagerada de uma realidade. O ciúme se baseia principalmente em comportamentos considerados errados, com um sentimento de rejeição e desamparo como forma de não receber amor e atenção o suficiente, e que o nosso senso de valor e autoestima depende das escolhas dos outros.

Embora a possessividade para com o parceiro tenha algumas raízes na biologia e na evolução, a essência do ciúme é o medo de que não somos dignos o suficiente, de que algo está errado com a gente, que alguém (talvez sem mérito, talvez com mais mérito, nós deixa com medo da perda). A pessoa vivenciando o ciúme exagerado pode sentir que o amor e a atenção é limitada, ou seja, se uma pessoa está recebendo amor, a outra tem que perder. Como defesa da baixa autoimagem e da baixa autoestima  produzimos raiva para a pessoa que “rouba” o amor de nós, e muitas vezes até mesmo para a pessoa cujo amor queremos.

Algumas pessoas cujo parceiro se apaixonou por outra pessoa, julga e culpa essa pessoa como cruel, especialmente se ele / ela se atreveu a aceitar este amor. (Por “apaixonar-se” e não quero dizer somente sexo irresponsável e comportamento egoísta no sentido atual parceiro.) Muitas vezes podemos ouvir reclamações patéticas, tais como: “ele roubou o que era mais importante para mim”, “ela arruinou a minha vida”, a vítima se compara a uma perdedora e desenvolve sentimentos ruins para consigo mesma e para os outros que estão a sua volta. Em muitas sociedades na história (e em alguns ainda hoje) adultério era punido com a morte, muitas vezes lento e doloroso. Imagine a força e profundidade de medo e sentimento de indignidade, que faz civilizações inteiras considerarem para matar outro ser humano por amar uma pessoa já comprometida.

Ainda assim, mesmo nas sociedades mais sofisticadas, as pessoas podem ainda reagir a essa experiência de uma forma dramática. Algumas pessoas têm tanto medo de ser traida, que faria qualquer coisa para evitar, principalmente através de um comportamento possessivo: controlar parceiro e isolando-lhe de outras pessoas, geralmente pessoas de sexo oposto, mas, por vezes, de todos os outros contatos sociais. Elas podem ficar com ciúmes, não só de pessoas que possam estar potencial interessadas de forma amorosa para o seu parceiro, mas também a família do parceiro, amigos do mesmo sexo, mesmo os próprios filhos. Algumas dessas pessoas querem se livrar do ciúme, mas não sabe como: nenhuma decisão racional é suficiente. Outras realmente acreditam que seu ciúme é normal e justificado.

Isso cria um comportamento extremamente abusivo, como proibir o parceiro para fazer muitas coisas, provocando questionamentos, argumentos, críticas, humilhando o parceiro em público, fazendo chantagem e até a violência física ou na pior das hipóteses assassinato. Uma parceria íntima e saudável é uma relação de duas pessoas que estão cientes de que eles escolheram um ao outro por causa qualidades específicas e valores compartilhados, e também ciente de que essas qualidades podem mudar com o tempo, e que o seu parceiro pode se sentir amigável para outras pessoas. Em vez disso, o ciúme exagerado transforma o relacionamento em aprisionamento, apropriação e abuso.

 

Depressão e Epilepsia: Teste de depressão e a comorbidade da depressão em pacientes que sofrem de epilepsia.

É necessário entender a doença epiléptica e a comorbidade da depressão para que possamos compreender o sofrimento, os sintomas depressivos, muito comum em pacientes que desencadeiam esta doença. Uma das formas de considerar a depressão em pacientes epilépticos é identificar os sintomas apresentados. Segue um link de um teste de depressão. Veja ainda outros testes psicológicos, teste de personalidade e teste de ansiedade.

A epilepsia provoca ataques neurológicos descontrolados no qual o paciente perde os sentidos e estabelece sintomas de tremor e movimentos convulsivos repetitivos.

O ataque dura normalmente poucos minutos, mas a vítima pode permanecer inconsciente durante um período que pode prolongar-se por meia hora. Em alguns casos, segue-se um período de sonolência com desorientação ao acordar, dores de cabeça e tonteiras, que pode persistir durante alguns dias.

A epilepsia é uma doença caracterizada por episódios periódicos e transitórios de alterações no estado da consciência que podem estar associados a movimentos convulsivos e à perda dos sentidos.

Existem diversos tipos de crises epiléticas, entre as quais o grande mal, que se caracteriza geralmente por perda súbita de consciência, provocando a queda desamparada do doente; depois, todos os músculos do corpo sofrem um espasmo seguido de rigidez, que dura geralmente 10 a 20 segundos. Segue-se um período de convulsões com uma duração de dois a três minutos. Durante a crise a vítima pode também morder a língua, espumar pela boca e urinar espontaneamente.

Segundo Teng; Humes; Demetrio (2005), os transtornos neurológicos que atacam o sistema nervoso são vistos em pacientes depressivos ainda que por estar ligado às alterações neurofisiológicas e também pela dificuldade destes indivíduos em se adaptar às limitações das doenças crônicas e graves. Também presentes em pacientes epilépticos, a depressão em conjunto com a doença, pode influenciar negativamente, uma vez que a visão de si fica prejudicada em nível social implicando em desajustamento, já que muitos destes pacientes vivenciam maior preconceito em ambientes sociais como o trabalho, escola, e até mesmo no próprio lar. Na doença epiléptica, a situação de depressão até mesmo antecede o aparecimento das crises epilépticas, pois epilépticos têm até seis vezes mais chance de ter história de depressão que pacientes normais.

A depressão interfere de forma bastante negativa na qualidade de vida dos pacientes, levando a não adesão ao tratamento proposto e prolongam as internações hospitalares. Constata-se que a depressão possui grande influência negativa, levando estes pacientes a quadros bem debilitados e até mesmo à morte (TENG; HUMES; DEMETRIO 2005).

 

Diagnóstico de depressão e os critérios para identificação dos sintomas da depressão

O diagnóstico da depressão e os sintomas do distúrbio do humor. A depressão comum diagnosticada e mais grave é chamada de episódio depressivo maior.

Identifique neste site também outros posts sobre depressão, teste de depressão e outros testes psicológicos. Veja ainda sobre teste de personalidade e teste de ansiedade e síndrome do pânico.

Os critérios do DSMIV-TR indicam um estado de humor bastante deprimido que dura pelo menos duas semanas e inclui sintomas cognitivos como sentimento de menos valia e indecisão juntamente com funções físicas alteradas, como padrões de sono, mudanças no apetite a ponto de qualquer atividade necessitar de um maior esforço. Em geral vem acompanhados da perda de interesse nas coisas e pela incapacidade de experimentar qualquer prazer, incluindo interações com a família, amigos entre outras tarefas relacionadas ao meio social

A depressão é um dos transtornos de humor mais comum que causa sofrimento em seus portadores e também nas famílias. Atualmente apresentando-se como um dos maiores problemas de saúde.

Apesar de sua importância, por ser menos conceituada cientificamente, existe pouco reconhecimento a respeito. Um fator que ocorre com frequência é o preconceito e a falta de entendimento para com o portador da depressão, como a falta de compreensão pelos familiares, grupos de amigos e meio social.  É comum o ser humano apresentar flutuações do afeto devido à resposta às situações do seu dia a dia, bem como, sentimentos de tristeza, desânimo e frustrações, cujos fatores são frequentes respostas às vicissitudes da vida (SILVA, 2011).

Estas respostas às vezes passam a ter características inadequadas, ou seja, patológicas, devido à intensidade ou circunstâncias a qual a pessoa foi submetida, ou à forma com que a pessoa lida com estes fatores.

Uma das preocupações mais urgente da Organização Mundial da Saúde, OMS (1996), é detectar as principais doenças que matam ou incapacitam um individuo ao longo da vida. De tal modo que estudos baseados em dados da OMS, desde 1950, comprovaram que dentre dez doenças incapacitantes, cinco eram psicológicas ou mentais e a depressão ocupava, em 1990, o quarto lugar nessa escala. Segundo a pesquisa realizada por Paulo (2005), destacou-se uma previsão de que  até o ano 2020 a depressão irá ocupar o segundo lugar de incapacitação, perdendo apenas para a isquemia do coração ( doença que se refere a uma parte do coração, músculo cardíaco denominado “miocárdio”, que lesado pode levar ao infarto).

Considerando os fatores psicológicos da depressão, pode-se entender este distúrbio como sendo parte das próprias cognições e esquemas cognitivos disfuncionais. Observa-se que pacientes com depressão acreditam e agem como se as coisas estivessem piores do que realmente são, conceitos presentes segundo alguns princípios e compreensão da abordagem da terapia cognitiva objetivista desenvolvida por Aaron Beck (QUINTANA, 2011).

 

Como a depressão atinge as pessoas e prejudica seu sistema de saúde

A depressão é um mal que atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo. O tratamento para depressão exige uma combinação de esforços para que o indivíduo consiga quebrar a insistência dos pensamentos negativos. Veja sobre teste de depressão e outros testes psicológicos. Acesse teste de personalidade e teste para ansiedade.

A depressão faz com que fazem com que a pessoa, enquanto depressiva, se enxergue de forma depreciativa, percebe ainda o mundo de forma hostil e difícil e tem expectativas futuras negativas e de que tudo vai piorar ainda mais.

A depressão em indivíduos com doenças crônicas possui uma grande influência negativa, por ser um fator que o impede de seguir o tratamento adequado levando muitas vezes ao abandono do tratamento e como consequência maio probabilidade da morte precoce. O tratamento para uma depressão precisa ter eficácia em um período de curto prazo afim de não agravar o quadro clínico do paciente (QUINTANA, 2011).

A forma com que cada paciente vivencia o processo da doença e seu enfrentamento pode variar de acordo com as características da personalidade do paciente e a probabilidade existente em sua genética (ZIMMERMANN et al, 2004).

Zimmermann et al (2004) em suas pesquisas constataram que os pacientes deprimidos apresentam um risco maior de morte e ao mesmo tempo um aumento de internações em hospitais quando são comparados com pacientes não deprimidos, pois, os pacientes com doenças clínicas e depressão possuem maior possibilidade de não seguirem as recomendações médicas.

Diversas doenças estão associadas à depressão, sendo as mais comuns às doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, renais, oncológicas e também dores crônicas (TENG; HUMES; DEMETRIO 2005).

As doenças crônicas constituem uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos, entre estas doenças estão os cardiovasculares, os cânceres, diabetes mellitus, e as doenças respiratórias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2003). Estas doenças não transmissíveis possuem duração prolongada, e vem acompanhada de distúrbios mentais. Os agravos demonstrados apresentam 59% do total de óbitos no mundo e presume-se que até o ano de 2020 irá aumentar para 60% com maior incidências de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer (SILVA, 2011).

Observa-se que cada sintoma pode levar a outros, num ciclo vicioso de sintomas, formando uma condição crônica que leva a tensão muscular seguido de dor que leva ao estresse e ansiedade trazendo assim  problemas emocionais como a depressão vinculada a fadiga constituindo definitivamente a condição crônica (SILVA, 2011)

 

Terapia ABA na aplicação com crianças autistas

Análise do Comportamento Aplicada : A abordagem comportamental é uma das aplicações da Psicologia que mais é recomendada para intervir e atuar com pacientes que possuem alguma limitação cognitiva. O uso de testes psicológicos e as estratégias comportamentais são muito úteis na avaliação e na intervenção junto a crianças portadoras de limitações, pois ajudam no reconhecimento e no desenvolvimento das habilidades para melhor inserção social e aprendizagem.  Veja neste site testes de personalidade e testes de ansiedade.

No trabalho com crianças e familiares que enfrentam as dificuldades advindas destas limitações, o acolhimento e compreensão da vivencia familiar, bem como, as tentativas que já foram buscadas, são fatores que devem ser considerados para uma nova esperança de atendimento que permita a expressão das expectativas além do controle da ansiedade.

A ABA (análise do comportamento aplicada) é um modelo de explicação e modificação do comportamento humano baseado em evidências empíricas. Apesar de sua aplicação se estender à clínica com adultos, escolas, organizações e terapia para pessoas especiais, ela ficou mais conhecida no Brasil devido ao trabalho realizado com crianças diagnosticadas com autismo.

A Terapia ABA tem sido apontada como a mais promissora no tratamento de indivíduos autistas (Howard, Sparkman, Cohen, Green & Stanislaw, 2005; Landa, 2007; Smith, Mozingo, Mruzek, & Zarcone, 2007; Naoi, 2009). Diferentes grupos de pesquisa relataram que cerca de 50% das crianças que participaram de tratamento ABA de forma intensiva atingiram funcionamento típico após dois a quatro anos de terapia; e as outras 50% obtiveram ganhos significativos em comunicação, contato social e tarefas de auto-cuidado (e.g. Lovaas, 1987; McEachin, Smith & Lovaas, 1993; Sallows & Grapner, 2005).

CADEIA COMPORTAMENTAL E REFORÇAMENTOS CONDICIONADOS

Um encadeamento comportamental é uma seqüência de estímulos discriminativos

(SDs) e respostas (Rs), na qual cada resposta, exceto a última, produz o SD para a próxima resposta, sendo a última resposta tipicamente seguida por um reforçador. Além de ser uma deixa para a próxima resposta, cada SD (após o primeiro) em um encadeamento comportamental é um reforçador condicionado para a resposta anterior.

Muitas seqüências comportamentais que você executa na sua vida diária são cadeias comportamentais. Tocar determinada música num instrumento musical, escovar os dentes, amarrar seus sapatos e fazer um sanduíche são cadeias comportamentais. No entanto, nem todas as seqüências comportamentais são cadeias comportamentais. Estudar para uma prova, fazer a prova e ir à próxima aula para saber sua nota representam uma seqüência geral de comportamentos à qual você se submete em todos os cursos que faz. Mas tal seqüência geral consiste em uma variedade de atividades (ler, memorizar, escrever etc.), com muitas quebras na ação (estudar, depois dormir, depois ir para a aula etc.). A seqüência não é composta de uma série consistente de estímulos e respostas na qual cada estímulo (com exceção do último) é um reforçador condicionado para a resposta anterior e um SD para a resposta seguinte.

ENCEADEAMENTO REVERSO OU ENCADEAMENTO DE TRÁS PARA FRENTE

Um segundo método importante para se ensinar uma cadeia comportamental é chamado de encadeamento de trás para frente ou reverso. Tal método constrói a cadeia gradualmente em uma ordem inversa àquela em que a cadeia é executada. Isto é, inicialmente é estabelecido o último passo; depois é ensinado o penúltimo passo e este é ligado ao último passo; então é ensinado o antepenúltimo passo, que é ligado às duas últimas etapas; e assim por diante, progressivamente, do final até o começo da cadeia. O encadeamento reverso foi usado em numerosos programas, incluindo o ensino de vários comportamentos, como se vestir, se arrumar, trabalhar e comportamento verbal, para indivíduos com desenvolvimento atípico (p. ex., Martin, England e England, 1971). Por exemplo: para ensinar Caio, um menino com desenvolvimento atípico, a vestir as calças.

Realizamos então uma avaliação de linha de base para determinar o tipo de deixa necessária para Caio corretamente executar cada etapa. A seguir, iniciamos o treino, começando pela última etapa. O instrutor ajudava Caio a colocar as calças, com exceção da resposta da etapa 7 que era subir o zíper da calça. Depois, foram realizadas diversas tentativas do treinamento para ensinar a Caio a resposta da etapa 7. Como você pode ver  no decorrer das diversas tentativas, as deixas foram esvanecidas até que Caio conseguisse, ele mesmo, subir o zíper. Quando Caio já havia aprendido isso, o professor iniciou com ele a etapa 6 (subir a calça até o nível da cintura) e o ensinou a terminar a cadeia a partir dessa etapa. Quando Caio já conseguia executar as duas últimas etapas sem erros, os treinos passaram a ter início na etapa 5 (colocar os pés na calça). Com as calças abaixo dos tornozelos, Caio foi ensinado a puxá-las até em cima  o que era o SD para que ele executasse a próxima etapa. Executar cada etapa fornecia o SD para executar a etapa seguinte. Em cada tentativa, Caio completava todas as etapas aprendidas previamente. O treinamento prosseguiu dessa maneira, com uma etapa acrescentada a cada vez, até que Caio pudesse executar as sete etapas. Durante todo o treinamento, etapas individuais executadas corretamente eram reforçadas com elogios, e a finalização da etapa 7, em cada tentativa, era seguida por um reforçador comestível (um doce ou chocolate).

Com base no princípio do reforçamento condicionado  quando se utiliza o encadeamento reverso, o reforçamento da última etapa na presença do estímulo apropriado, em várias tentativas, estabelece tal estímulo como um estímulo discriminativo para a última etapa e como um reforçador condicionado para a penúltima etapa. Quando é acrescentada a etapa anterior à última, o SD dessa etapa também se torna um reforçador condicionado e assim sucessivamente. Dessa maneira, o poder do reforçador positivo que é apresentado no final da cadeia é transferido para cada SD, à medida que é adicionado à cadeia. Assim, o encadeamento reverso tem uma vantagem teórica de sempre ter a presença de um reforçador condicionado para fortalecer cada resposta nova que é adicionada à esta seqüência.

REFERÊNCIAS

Braga-Kenyon, P., Kenyon, S. E., & Miguel, C. F. (2002) Análise do Comportamento Aplicada: Um modelo para Educação Especial. In W. Camargos (Ed.), Transtornos invasivos do desenvolvimento: 3o Milênio (p.148-154). Brasilia, DF: CORDE.

Cautilli, J. D., Hancock, M. A., Thomas, C. A. & Tillman, C. (2002). Behavior Therapy and Autism: Issues in Diagnostic and Treatment. The Behavior Analysis Today, 3, 229-242.

Howard, J. S., Sparkman, C. S., Cohen, H. G., Green, G. & Stanislaw, H. (2005). A comparison of intensive behavior analytic and eclectic treatments for young children with autism. Research in Developmental Disabilities, 26, 359-383.

Lovaas, O. I. (2002). Teaching Individuals with Developmental Delay: Basic Intervention Techniques. Austin: Pro-ed.

Martin, G., & Pear, J. (2009). Modificação de comportamento: o que é e como fazer. São Paulo: Roca.

McEachin, J. J., Smith, T. & Lovaas, O. I. (1993). Long-Term Outcome for Children With Autism Who Received Early Intensive Behavioral Treatment. American Journal on Mental Retardation, 97, 359-372.

Sallows, G. O. & Graupner, T. D. (2005). Intensive Behavioral Treatment for Children With Autism: Four-Year Outcome and Predictors. American Journal of Mental Retardation, 110, 417-428.

 

Personalidade: como é formada nossa personalidade

Como se forma a personalidade de uma pessoa

A personalidade corresponde a um conjunto de traços marcantes que demonstra como a pessoa age no mundo e como enfrenta sua realidade. Veja neste site diferentes definições de personalidade e acesse os testes de personalidade, testes psicológicos, teste de ansiedade, teste de TDAH, teste de depressão.

A formação da personalidade ocorre durante toda a vida do indivíduo e se caracteriza pelas experiências de vida e pelas condições genéticas e ambientais que a pessoa vivencia em sua existência.

Diferentes teóricos postulam teorias que desmistificam a formação da personalidade e procuram ajudar a conhecer os principais fatores desencadeantes que provocam jeitos de agir e atuar no mundo.

Uma das teorias que explica a personalidade é a teoria da aprendizagem social definida com o autor Bandura. A personalidade resulta da interação do contexto social, dos fatores pessoais (estruturas cognitivas, expectativas, valores, competências) e do comportamento – reciprocidade triádica, pois cada um dos três atua como determinante indissociável dos outros (Papalia, Olds & Feldman, 2001; Sprinthall & Sprinthall, 1993).
Para este autor,  o contexto social é o cenário fundamental para a ocorrência da aprendizagem e o indivíduo pode mudar o seu comportamento através do reforço vicariante: forma de aprendizagem indireta uma vez que resulta da observação e imitação de modelos, isto é, o sujeito aprende a partir da reprodução de um modelo que observou e cujo comportamento foi reforçado (aprendizagem por observação/modelação) (Papalia, Olds & Feldman, 2001; Sprinthall & Sprinthall, 1993)

Já o autor Erick Erikson optou por uma teoria psicossocial, dando maior relevância aos aspectos sociais, sobretudo à importância das experiências vividas nas várias etapas do desenvolvimento.. Este autor  estudou, então, todo o ciclo de vida (do nascimento até à velhice), dividindo-o em oito estádios, em que cada estádio contribui de forma específica para a formação da personalidade, mantendo a sua importância mesmo depois de ter sido ultrapassado, visto que todo o processo é interdependente – os êxitos e fracassos vividos anteriormente influenciam os estádios seguintes (Palacios & Hidalgo, 2004).

O pai da Psicanálise, Sigmund Freud define a personalidade como marcada pelo desenvolvimento psicossexual, que se divide em 5 estádios: o oral (do nascimento até aos 18 meses), o anal (dos 18 meses aos 3 anos), o fálico (dos 3 aos 7 anos), o de latência (dos 7 aos 12 anos) e o genital (adolescência).
O período em estudo (6 aos 12 anos), denominado estádio de latência, caracteriza-se por uma etapa de relativa tranquilidade, onde há uma diminuição das pulsões sexuais e dos desejos hostis. As relações passam a ser mais tranquilas, acolhedoras e afetuosas. Isto acontece devido ao declínio da conflituosidade edipiana (complexo de Édipo/Electra) dos anos anteriores. Assim, os desejos edipianos são substituídos pela identificação com o progenitor do mesmo género do qual se apropria de determinados aspectos, atributos ou traços. Tal fato é possível pela formação do superego, com a resolução do complexo de Édipo, que pressupõe a interiorização das normas e dos valores presentes no meio social (Palacios & Hidalgo, 2004).

Outros autores possuem definições diferentes da personalidade e você pode encontrar neste site mais resumos e descrições da personalidade, bem como aproveitar e verificar os testes de personalidade que podem ajudar a conhecer um pouco mais sobre seu jeito de ser e atuar no mundo

Acesse a categoria personalidade e testes de personalidade, teste psicológicos.

 

Esquizofrenia: Formas clínicas e evolução da doença em jovens e adultos

A esquizofrenia é uma doença mental que atinge um número significante de sujeitos em todo o mundo. Veja mais sobre Esquizofrenia, Esquizofrenia paranóide, teste psicolólgico, teste de personalidade, teste de ansiedade

Estima-se que até 3% da população mundial pode desenvolver este transtorno, quer seja, por condições genéticas e hereditárias, quer seja por situações provocadas pela experiência de vida.

A Esquizofrenia atinge principalmente os jovens, de forma igualitária entre os gêneros masculino e feminino. A Esquizofrenia costuma ser desencadeada principalmente na fase da adolescência e idade adulta, podendo acontecer casos com aparecimento da doença em jovens de menos idade e até mesmo na infância.

Algumas características da esquizofrenia são:

1)Alterações do pensamento: delírios (alteração do conteúdo do pensamento), interrupções do pensamento (alterações do curso do pensamento) e pensamento desagregado (alteração da forma do pensamento).

2)Alterações da senso-percepção: alucinações (auditivas, visuais, olfativas, etc.).

3)Alterações da consciência do eu: perda da autonomia, do limite, da identidade e da unidade do eu.

4)Alterações do afeto: incapacidade de vibrar com o sentimento, embotamento afetivo, frieza afetiva.

5)Alterações da volição (vontade): hipobulia (muito pouca vontade de fazer as coisas) e abulia (nenhuma vontade de fazer as coisas).

6)Alterações da psicomotricidade: estupor, agitação.

A Esquizofrenia apresenta mais do que uma forma clinica que pode ser classificada da seguinte maneira:

Formas Clínicas:

1)Esquizofrenia paranóide – predominam delírios e alucinações (melhor prognóstico).

2)Esquizofrenia hebefrênica – início jovem, mais grave, risos imotivados, etc.

3)Esquizofrenia catatônica – apresenta agitação psicomotora ou estupor, ou seja, a pessoa fica parada horas e horas numa posição.

4)Esquizofrenia residual – negativos sintomas estão presentes sempre (autismo, abulia, embotamento do afeto) e positivos sintomas estão presentes só que atenuados (delírios, alucinações).

5)Esquizofrenia indiferenciada – permanecem as ilusões, delírios, desorganizações da fala e do comportamento de forma acentuada.

Tratamentos:

1)Apoio, orientação, de psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais.

2)Medicação – antipsicóticos também chamados de neurolépticos.

3)Apoio à família orientando seus membros sobre a doença e como lidar com o doente.

4)Eventual internação hospitalar especializada em casos de agitação, tentativas de se agredir ou agredir outras pessoas, etc.

Evolução:

-         25% permanecem com defeitos de comportamento

-         50% permanecem com a doença que se torna crônica

-         25% evoluem para a cura

Prognóstico:

Há bom prognóstico se há: inteligência, início tardio da doença, melhor apoio familiar, diagnóstico precoce e tratamento adequado, e nas formas catatônicas e paranóides.

Há prognóstico ruim se há: déficit de inteligência, início cedo da doença, família desagregada, nas formas hebefrênicas e indiferenciadas (simples), e se há história de psicose na família.