Compulsão por gastar – Oniomania

Você sabe o que é oniomania? Provavelmente sim, porém não conheço pelo termo correto.  Oniomania é o nome utilizado pelos médicos para a compulsão por gastar, ela é caracterizada pela aquisição de bens desnecessários em excesso afetando muito negativamente o bolso de quem é acometido por ela.

Motivada por problemas emocionais na maioria dos casos, é semelhante a compulsão por drogas, causando uma sensação de euforia no momento e os sentimentos de vergonha e culpa após, principalmente quando a compra é realizada pelo cartão de crédito.

Se você está na dúvida se é um comprador controlado, impulsivo ou compulsivo faça o teste abaixo:

Principais sinais de consumo excessivo

  • Comprar itens desnecessários, muitas vezes repetidos;
  • Esconder compras da família;
  • Compensar tristezas ou frustrações no ato de comprar ou gastar dinheiro de alguma maneira;
  • Mentir e pegar empréstimos para cobrir gastos;
  • Parcelar por repetidas vezes a fatura do cartão de crédito por que se excedeu nos gastos;
  • Descontrole com cheques especiais;
  • Afastamento das pessoas que oferecem ajuda ou que percebem que há algo de errado com você;
  • Mentir sobre o real preço das aquisições;
  • Sensação de fracasso ou frustração após a compra;

Esta é uma doença silenciosa, e a busca por ajuda geralmente só ocorre quando o paciente já está totalmente endividado, por isso é importante prestar muita atenção, se alguém próximo apresenta estes sintomas pois quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as consequências e maiores as chances de controle.

Ela está ligada muitas vezes a depressão ou ao TOC (transtorno obsesivo compulsivo) ou bipolaridade, pos isso é importante o acompanhamento de um psicoterapeuta, na internet já existem grupos de apoio especialmente para estes tipos de pacientes.

Dicas para compradores compulsivos

Seguem algumas dicas para auxiliar você, porém nada substitui o tratamento de um profissional, pois lembre-se oniomania é uma doença.

  • Saia apenas com o dinheiro necessário para o seu gasto diário;
  • Evite o uso de cartões de crédito ou débito;
  • Vale estudar a possibilidade de cancelar o cartão de crédito por um período;
  • Não utilizar cheques em nenhuma circunstancia;
  • Não pegue cartões, dinheiro ou cheque emprestados de outras pessoas;
  • Evite ir a lojas quando estiver muito triste ou muito feliz;
  • Não se presenteie por motivos pequenos, como por exemplo “hoje eu trabalhei de mais, eu mereço um mimo”;
  • Explique seu problema a alguém em que você confie e que poça servir de apoio em um momento de recaída;
  • Aprenda a se questionar a real necessidade de um produto antes de comprá-lo;
  • Cancele catálogos, assinaturas de e-mail de lojas, e evite colecionar folders promocionais;
  • Quando realmente for necessário comprar algo, leve alguém de confiança com você.

Ciumes: amor doentio uma ameça à relação amorosa

A infidelidade sexual e a infidelidade emocional como causa do ciumes e dos conflitos na relação amorosa

A Infidelidade sexual traz a mesma reação de ciumes tanto em homens quanto nas mulheres, ou seja, não é verdade que as diferenças de ciumes esteja relacionada ao gênero.

Em um relacionamento o ciúme funciona num estado de alerta para os indivíduos sobre como se sente em relação à segurança com o companheiro.

O ciumes acaba sendo o meio pelo qual o casal pretende manter não só o relacionamento, mas também os benefícios da relação.

O gênero masculino ou feminino reage praticamente da mesma forma quando se percebe em perigo na relação. Este perigo pode ser real ou imaginário.

Os Homens presumivelmente reagem mais a infidelidade e as mulheres reagem mais a uma relação emocional de segurança.

Em muitas mulheres o abalo na relação representa uma ameaça dos recursos para si e para seus filhos.

Os homens ficam mais angustiados pela possibilidade em enfrentar a infidelidade que as mulheres, para eles a traição é muito ameaçadora pois abala sua masculinidade.

Quando se compra a infidelidade sexual e a infidelidade emocional, homens e mulheres são igualmente afetados e reagem da mesma maneira.

O desenvolvimento de uma relação possessiva acaba sendo uma estratégia que homens ou mulheres usam para tentar, por meio do controle, ganhar a certeza e a segurança que acha necessária para garantir a relação

Esta estratégia consome a relação e provoca um desgaste que rompe os direitos individuais. Além de não assegurar o controle, desencadeia uma doença obsessiva e doentia que afeta todos os estágios da vida de ambos envolvidos resultando numa finalização dolorosa e muitas vezes trágica.

Ciúmes patológico – Ciúmes e Paixão Obsessiva – Neurose Obsessiva Compulsiva – Transtorno Obsessivo Compulsivo

Uma pessoa que desenvolve ciúmes exagerados e uma relação amorosa conflitante, com paranóias e desconfianças do outro, praticamente não vive sossegado, pois seus pensamentos e sentimentos estão tomados por essas idéias e não consegue se desvencilhar.

Como conseqüência, a relação se deteriora, o clima fica insuportável para ambos envolvidos, comprometendo mais ainda a relação e provocando maior insegurança, desconfiança, brigas e desentendimentos, ou seja, provocando um círculo vicioso sem fim, ou com fim trágico ou ainda uma relação perdida.

Os sintomas da neurose obsessivo-compulsiva podem ser divididos em dois grupos: as idéias obsessivas e os atos compulsivos.

Os pensamentos e idéias que envolvem o ciúmes se tornam obsessivos provocando um desgaste e uma concentração de energia nestes pensamentos levando o indivíduo a deixar de fazer outras atividades ou comprometer grande parte de sua vida com esses pensamentos que não lhe saem da cabeça.

Idéias obsessivas são pensamentos ou imagens impostas à consciência contra a sua vontade, pois ele tenta se livrar destes pensamentos e não consegue, e fica preso elevando sua ansiedade.

Uma forma de idéia obsessiva pertencente a uma relação onde alguém está com esse transtorno pode estar baseada em pensamentos que envolvem dúvidas obsessivas. Exemplo:

Dúvidas obsessivas: São oscilações persistentes e angustiantes entre uma série de prós e uma série de contras, a respeito de algo ou alguém, sem que se chegue a nenhuma decisão. Neste caso, a pessoa desconfia do outro, mas ao mesmo tempo acha que essa confiança não tem fundamento, porém permanece a dúvida incessante. O indivíduo não confia nem na sua percepção e nem na sua memória.

Outro tipo frequente de idéias obsessivas são as repetições obsessivas, na qual o pensamento do indivíduo é invadido pela repetição de idéias, frases, sons, etc. que representam suas desconfianças, seus temores e sua insegurança nessa relação, dessa forma, fica constantemente reavaliando comportamentos seus e do outro justificando esses pensamentos e encontrando certa “lógica” em seus pensamentos, o que reforça sua desconfiança, seu ciúmes e seus conflitos.

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Pessoa com Dupla Personalidade e as Dificuldades no Relacionamento Social

Da mesma forma que outros transtornos dissociativos, o transtorno dissociativo de identidade ou a dupla personalidade pode trazer prejuízos graves ou incapacitação de funções cognitivas e perceptivas para a pessoa.

No entanto, algumas pessoas com Transtornos Dissociativos e com dupla personalidade conseguem relações sociais consistentes e até mesmo empregos altamente com alta responsabilidade, contribuindo para a sociedade em uma variedade de profissões, como por exemplo, nas artes, no serviço público, empresas, etc.

Essas pessoas conseguem manter e assegurar seus contatos sociais parecendo a funcionar normalmente, interagindo com colegas, vizinhos e outras pessoas.

Existe uma grande quantidade de sobreposição de sintomas e de experiências entre os diversos Transtornos Dissociativos, incluindo o transtorno dissociativo de identidade.

É verdade é que as pessoas têm múltiplas personalidades?

A resposta a essa pergunta é Sim e não.

Uma das razões para a decisão da comunidade psiquiátrica para mudar o nome do transtorno de múltipla personalidade para transtorno dissociativo de identidade é que “múltiplas personalidades” é um termo que transmite uma visão um pouco enganadora.

Uma pessoa diagnosticada com transtorno dissociativo de identidade sente como se ela tem dentro de si duas ou mais entidades, ou de estados de personalidade, cada um com sua própria forma independente de se relacionar, de se perceber, de pensar e de lembrar sobre si mesma e de sua vida.

Se duas ou mais destas entidades assumem o controle do comportamento da pessoa em um determinado momento, um diagnóstico de transtorno dissociativo de identidade pode ser feito.

Estas entidades já foram muitas vezes chamadas de “dupla personalidade”, embora o termo não reflita exatamente a definição comum da palavra como o total do nosso aspecto psicológico.

Outros termos freqüentemente utilizados por terapeutas e psiquiatras para descrever essas entidades são as seguintes: “personalidade suplente”, “Alters”, “parte subliminar”, “estados de consciência alterados”, “ego afirmativo,” e “identidade superior ou inferior”.

É importante manter em mente que, embora estes estados suplentes possam coexistir, eles parecem ser muito diferentes entre si, porém todas estas manifestações estão inseridas numa mesma pessoa que sofre desse transtorno.

Veja mais sobre dupla personalidade, transtorno de múltiplas personalidades e transtorno dissociativo de identidade acessando a categoria transtornos psicológicos e psiquiátricos.

Matar por amor – Amor obsessivo e ciúme doentio

As tragédias relacionadas ao Amor obsessivo e ao ciúme doentio ou patológico

As obsessões são verdadeiras ansiedades …

As Obsessões estão relacionadas à ansiedade criada em resposta a uma situação muito estressante, esmagadora e dolorosa.

Uma frustração amorosa, uma família desestruturada, escola ou ambiente de trabalho nocivo ou ameaçador podem causar um excesso de ansiedade ou a pessoa pode ficar comprometida emocionalmente e tentar buscar uma saída para fugir desta realidade.

A obsessão associa-se a um desejo intenso e a uma necessidade de preenchimento desta privação.

Devido às necessidades básicas de amor, assistência e aceitação que foram negados, a pessoa lesada viaja para o mundo das obsessões para evitar a sensação interna de ansiedade e privação.

A frustração amorosa e o conseqüente sentimento de perda e desvalorização criam perturbações obsessivas e um transtorno de amor obsessivo vinculados a um ciúme patológico

Para sobreviver e encontrar um sentido, a pessoa cria um mundo irreal com fantasias que preencham esse vazio.

A necessidade obsessiva cria mecanismos e estratégias para seduzir o outro originando numa atração fatal que busca a possessão como forma a incluir o outro em sua própria vida, tentando o máximo de controle, pois a falta deste irá provoca intensa dor.

Fortes emoções terroríficas permeiam a vida psíquica e interpessoal da pessoa obsessiva.

Podem ocorrer manifestações de ciúmes patológicos onde as conexões entre fantasias e realidades se perdem facilitando episódios psicóticos onde a ação se torna real.

A pessoa propensa a um amor obsessivo tem dificuldades de relacionamento saudável ligando-se a relacionamentos amorosos complicados, repletos de brigas, desconfianças e ciúmes, com desfechos tensos e violentos.

Torna-se atraída por essas relações fixando-se em parceiros problemáticos e indisponíveis, parceiros emocionalmente inacessíveis, muitos dos quais não se sentem da mesma maneira por ele ou ela.

Esta luta entre parceiros, é um desvio a partir do fato de que as pessoas obsessivas não querem sentir seu próprio desafeto e seu próprio terror, pois sentem que a vinculação com o outro é muito dolorosa e ao mesmo tempo o contato é muito assustador, pois para eles, isso vai acabar novamente em dor e separação. Para evitar isso é necessário o controle e muitas vezes a possessão.

O obsessivo quando se sente encurralado em suas próprias estratégias, percebendo-se perdendo o controle, passa a ter medo das conseqüências e vendo que suas vias de evacuação e evitação estão cortadas.

Uma vez que não é possível fugir, o único meio disponível para escapar é o recuo no mundo irreal de fantasias e obsessões, pois percebe seu mundo em constante de tensão, vivendo um inferno sem alívio ou fuga física, onde a fantasia, muitas vezes trágicas, se torna a única opção.

O transtorno obsessivo compulsivo é um distúrbio debilitante e destrutivo. No entanto, ele pode ser minimizado com a terapia medicamentosa e psicoterapia cognitivo-comportamental

Esquizofrenia e Esquizofrenia Paranóide – Pensamentos delirantes

A esquizofrenia paranóide é o tipo mais homogêneo de esquizofrenia e o menos variável em comparação com outras esquizofrenias.

Caracteriza-se principalmente por estados de delírios primários que compreende uma percepção repentina de uma persecutoriedade única e especial, característica em uma situação.

A persecutoriedade (se sentir perseguido por algo ou por alguém) são convicções profundas para o sujeito e este não aceita outras causas por mais óbvias que estas sejam.

Além de, na esquizofrenia paranóide, o sujeito achar que está sendo seguido, perseguido ou atribuindo-lhes culpas, outros sintomas se relacionam a pensamentos sobre seu próprio corpo.

Nestes casos, o esquizofrênico acha que parte de seu corpo não está bem, não está funcionando corretamente ou ainda que algum órgão está falindo ou faltando. Muitas vezes esses órgãos estão relacionados ao coração, pulmão, rim, fígado, ou um órgão menos conhecido como o baço.

A sistematização do delírio é frequente, porém o esquizofrênico delirante paranóide é o que apresenta menos deteriorização de sua personalidade.

É comum relacionar-se bem com as outras pessoas, ter respostas afetivas próximas do normal e, com o processo de pensamento e cognição preservados.

O distúrbio esquizofrênico fica mais evidente quando o paciente é confrontado com o assunto que é emocionalmente significativo para ele ou quando é posto a prova por meio de testes de personalidade ou testes projetivos.

De modo geral, as pessoas que convivem com o esquizofrênico paranóide somente reconhecem os problemas quando a pessoa tenta explicar suas crenças sobre seu corpo ou sobre as perseguições a que se sente submetido. Nestes momentos é que se percebe os delírios e as explicações sem sustentação e com origens bizarras e impossíveis.

As alucinações nestes esquizofrênicos também podem ocorrer e, da mesma forma que em outros quadros de esquizofrenia, associam-se a escutar vozes, ver vultos e pessoas mortas, receber ordens divinas, estar sob missão divina, etc.

Veja mais sobre esquizofrenia e sobre transtornos de persecutoriedade acessando a categoria transtornos psicológicos ou esquizofrenia, ou ainda os links desta pagina.

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