Como medir a inteligência: A teoria da inteligência segundo Jean Piaget

Existem diferentes teorias para explicar a inteligência humana, assim como diferentes testes de inteligência e outros testes psicológicos que visam medir nossas capacidades e transtornos mentais ou transtornos psicológicos.

Neste site voce pode encontrar alguns testes psicologicos como: teste para transtorno de déficit de atenção, teste de DDA, teste de inteligência, teste para autismo. Acesse diretamente estes links

Alguns autores se empenharam em explicar e entender as diferenças da inteligência e como forma de compreender melhor o nascimento da inteligência. Eles passaram a estudar o desenvolvimento infantil surgindo então a abordagem psicogenética para compreensão da inteligência. Várias escolas são consideradas psicogenéticas, porém, levando em conta o assunto estudado, o enfoque será dado à escola de Piaget (Miranda, SD).

Jean Piaget elaborou uma teoria, que percebia uma inteligência processual, funcional, operativa e adaptativa, que valoriza a ação do sujeito diante de uma situação-problema, e não mediante apresentação de respostas corretas. Essa explicação, foi tão disseminada que se tornou a compreensão de inteligência de principal predomínio no mundo atual (Miranda, SD).

Piaget (1987), afirma que o desenvolvimento é constituído por um processo contínuo de equilíbrio, que vai passando por estados de menor equilíbrio para o de equilíbrio superior. Ao contrário do crescimento orgânico que quando atinge a sua forma final de equilíbrio, logo entra numa evolução regressiva, levando a velhice, o desenvolvimento intelectual, quando chega ao fim, continua em um progresso mental.

Para melhor compreensão de sua teoria, é importante conhecer e entender os principais conceitos utilizados, como adaptação, assimilação, acomodação, equilíbrio e esquemas. Piaget afirma que inteligência possui uma função organizadora, com a finalidade de encontrar um ajuste do indivíduo ao seu meio tanto exterior como interior. Quando ocorre uma busca por um ajustamento ou reajustamento do sujeito ao seu meio, neste momento estará ocorrendo um processo de equilibração, porém quando não, a pessoa encontra-se em um estado de equilíbrio (Piaget, 1987).

Para que haja um estado de equilíbrio é necessária uma “adaptação”, ou seja, uma adequação às novas situações que levaram ao desequilíbrio. Neste processo, estão envolvidos dois novos conceitos: “assimilação” e “acomodação”. Sendo que, quando o indivíduo incorpora objetos do mundo exterior à uma estrutura interna já formada ocorre uma assimilação, e quando há uma modificação das estruturas internas para a incorporação de objetos externos, ocorre uma acomodação (Piaget, 1958).

Ao longo de todas as suas obras Piaget postulou quatro períodos de desenvolvimento do ser humano. O primeiro deles é o período da inteligência sensório-motor que vai desde o nascimento até o segundo ano de vida. Ao nascer a criança possue apenas reflexos inatos como, choro, sucção, deglutinação, movimentos da língua, e movimentos corporais indiferenciados para responder aos estímulos. Pela repetição e exercício esses reflexos serão aperfeiçoados e se tornarão em esquemas sensoriais-motores. Algumas ações são feitas sem a intenção, porém os resultados agradam o bebê, ele repetirá esta ação até conseguir o mesmo resultado, assim todas as vezes que desejar aquele efeito reproduzirá a mesma ação, criando-se os hábitos. Porém, com seu desenvolvimento, por volta dos oito meses, a criança passa a ter a intencionalidade das suas ações, por exemplo, pegar a boneca que está a sua frente para abrir caminho até sua mãe. Até aqui a assimilação ocorre pela imitação de um modelo. É por volta do primeiro ano de vida que a criança passa a ensaiar novos meios para obter a resposta desejada. Em meio a tantas sensações o bebê se sente perdido, e é nesse período que ele começará a organizar e a discriminar essas sensações, bem como diferenciar seu corpo do mundo exterior, que no primeiro momento ele não consegue fazê-lo. Ao final do período ele terá atingido uma forma de equilíbrio e, terá desenvolvido recursos suficientes para resolver diversas situações (Piaget, 1975).

O segundo período é o pré-operacional compreendido entre as idades de dois a sete anos. Neste período a criança estará desenvolvendo a linguagem, e isto a ajudará a formar esquemas simbólicos. Os esquemas sensoriais-motores não são suficientes para resolverem todas as situações impostas pelo meio, por isso a criança buscará novos meios para a solução.  Neste momento a criança ainda é muito egocêntrica, e seu pensamento será caracterizado por uma mistura do real com a fantasia. Porém, ela desenvolverá uma capacidade de representações, por exemplo, fazer de um simples lápis um aviãozinho. Esse pensamento representativo, devido a sua capacidade simbólica, faz com que a criança perceba toda uma extensão de eventos, e não apenas um por um como no sensório-motor, por isso ela é capaz de lembrar do passado, representar o presente e antecipar o futuro utilizando-se das representações verbais. Em função do aparecimento da linguagem a criança dará início à socialização, desenvolvendo sentimentos interindividuais, como simpatia e antipatia, bem como uma afetividade interior. No estágio anterior, ela fazia movimentos utilizando-se da imitação dos adultos, nesta fase continua a imitação porém, da vida interior. A criança busca um “eu ideal”, tomando os adultos que a cercam como modelos. Outro aspecto importante desta fase é que a criança não sabe discutir, defender seu ponto de vista, apenas se limita a afirma-lo, porém, além de conversar com outras pessoas, ela fala consigo mesma verbalizando em voz alta suas atividades, fazendo assim, uma interiorização da palavra que é o pensamento propriamente dito (Piaget, 1978)

Considerando que o presente trabalho tem como objetivo estudar a criança que está no período operatório concreto pois encontra-se na idade escolar, nesse capítulo será dado ênfase a criança nesse estágio de desenvolvimento e sua relação com a escola.

O terceiro período proposto por Piaget é o período das operações concretas que vai dos sete aos doze anos de idade. Nesta fase a criança começa a freqüentar a escola formal, por isso será uma fase de muitos ganhos intelectuais. Nesta idade a criança torna-se capaz de cooperar com os colegas, pois não confunde o seu ponto de vista com o dos outros e consegue compreender o dos colegas, e também o egocentrismo estará diminuindo muito rápido. Ela passa a pensar antes de agir, dando início a um difícil processo chamado reflexão, que Piaget define como uma discussão interna, como se estivesse realmente falando com opositores reais. Começa a haver uma necessidade de comprovação empírica dos julgamentos. O fato de este período ter esse nome, não é por acaso, mas porque tudo deve ser concreto para a criança para que ela compreenda. Os números são símbolos compreendidos pela apresentação de objetos concretos, como varetas, palitinhos etc. O pensamento começa a ser interiorizado, sem a necessidade da fala como na fase anterior, por isso a criança vai conseguindo realizar operações mentais. É nesta idade que a criança desenvolverá um conceito utilizado por Piaget de conservação, quando ela consegue perceber que apesar de um copo ser mais largo que o outro e aparentar que o mais estreito possui mais água, o volume do líquido é o mesmo.

 

Vínculo afetivo da criança com a mãe: Teoria do apego e a importância dos cuidados maternos para o bebê

O ciúme exagerado ou ciúme doentio que algumas pessoas experimentam em relacionamentos podem ser compreendidos também por meio da teoria do apego e das primeiras relações que mantivemos enquanto crianças com nossos pais e figuras significativas em nossas vidas.

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A origem da teoria do apego foi realizada por Bowlby (1958,1968), que relata ser fundamental para a sobrevivência o apego existente do filho a sua mãe . Bowlby (1976/1995, citado por Rapoport e Piccinini, 2001) explica que a relação saudável entre o bebê ou a criança com sua mãe é de grande importância para o desenvolvimento de uma personalidade estável e auto-confiante, pois a criança sente que pode contar com o apoio materno.  É necessário também que essa criança possua contatos com outras figuras como pai, irmãos, parentes e outros (Rapoport & Piccinini, 2001).

Segundo Myers (1999) as crianças que não são amadas costumam tornar-se pessoas que não amam. É a partir dessa teoria que se explica a importância do apego inicial pois, constitui o fundamento para os relacionamentos futuros.

Para Bowlby (1984) o bebê ao três meses de idade responde à sua mãe com grande proximidade, pois costuma sorrir e focalizá-la mais prontamente, seguindo-a com os olhos por mais tempo do que quando vê qualquer outra pessoa. A partir dos seis meses de idade a criança emite comportamentos de apego com sua mãe, quando, por exemplo ela sai do quarto, o bebê chora, tenta chamá-la com apelos breves e agudos e, assim que começa a engatinhar, tenta também segui-la. Enquanto o bebê passa dos seis, indo aos nove meses de idade, o apego à mãe vai ficando cada vez mais forte e mais consolidado, seguindo-a sempre com grande eficiência, agarra-se obstinadamente a ela. Esses comportamentos podem seguir a outras figuras humanas, quando por exemplo, a mãe não está presente porém, com a mãe é seguido de forma mais sistemática e fortemente.

Durante o segundo e até a maior parte do terceiro ano de vida, a criança possui uma maior capacidade de percepção dos acontecimentos do mundo à sua volta porém, o comportamento de apego à sua mãe não revela menos intensidade. Ao ser deixada na escola, está mais consciente da partida da mãe, sem mais emitir choros longos e outros comportamentos mas, pode exigir maior atenção das professoras. Aos três anos de idade a  criança possui maior capacidade de aceitar a ausência da mãe e de dedicar as brincadeiras com outras crianças. (Bowlby, 1984)

Segundo Rapoport e Piccinini (2001) com o crescimento e o desmame do bebê, a mãe necessita voltar ao ritmo anterior de sua gravidez: o trabalho. Sendo assim, busca alternativas para deixar seu bebê onde possa confiar nos cuidados que irão receber. É nesse momento que a creche surge, como uma instituição presente e cada vez mais significativa na sociedade.

Myres (1999) relata que algumas pesquisas realizadas não descobriram qualquer impacto no desenvolvimento das crianças, pelo fato da mãe trabalhar fora, dizem que a creche de qualidade não atrapalha a segurança do apego e pode oferecer à criança mais incentivo intelectual e mais oportunidade de desenvolvimento social do que a maioria dos cuidados em casa com a babá.

Rapoport e Piccinini (2001) comentam sobre o processo de separação maternal indicando grande angústia. Os bebês tornam-se transtornados e, em pouco tempo, retraídos e até desesperados, principalmente em torno dos dezoito meses. Aos três anos de idade essa angústia passa a ser menos observada. Porém, algumas crianças reagem normalmente e outras com dificuldades para superar esta separação,  sendo expressa, por exemplo,  através de tremor, choro, busca de abrigo, esconder-se e agarrar-se a alguém, resistência a alimentação ou ao sono, entre outros.  Podem ainda ficar doentes, apresentando sintomas como febre, vômitos, diarréia, bronquite, alergias, etc.

Para Rodrigues (1981, citado por Rapoport e Piccinini, 2001) as crianças ainda podem receber seus pais com indiferença, quando esses vão buscá-los, o que causa sentimento de culpa nestes.

Segundo Vitória e Rossetti-Ferreira (1993) as mães sentem-se angustiadas em ter que deixar seus filhos em uma instituição, pois a concepção de que a mãe é quem tem que cuidar dos filhos enquanto eles são pequenos, ainda prevalece em nossa sociedade. Portanto, algumas mães vêem a creche como um “mal necessário”. Porém existem aquelas mães que concebem à creche uma alternativa viável para partilhar a educação que seu filho recebe em casa, procurando assim conhecer a qualidade do atendimento e a competência dos profissionais que irão cuidar e educar seu filho.

Os autores complementam que a maneira como a mãe ou a família vê a entrada do filho na creche, exerce influência marcante sobre a reação da criança, pois seu comportamento está associado à sua percepção da emoção de sua mãe.

Para Myers (1999) o apego profundo e prolongado raramente é rompido de um momento para o outro, pois o desligamento é um processo, não um evento. Os bebês ao serem colocados num ambiente positivo e estável, se recuperam da aflição da separação.

 

O que é Psicologia do Consumidor: Psicologia e Marketing

O  que é a Psicologia do Consumidor

Influências psicológicas no comportamento de consumir e perfil psicológico do consumidor:

Veja ainda neste site testes psicológicos, teste para transtorno psicológico, teste de personalidade, teste de ansiedade

A Psicologia do Comportamento do Consumidor procura  analisar os motivos das atitudes e motivações que levam à decisão de consumo (Gade, 1984). Incluídos nesse ramo do conhecimento, estão os estudos da Psicologia da Personalidade buscando a compreensão do comportamento dos indivíduos e os estudos da Psicologia Social, tentando compreender o indivíduo como membro de um grupo, além das teorias motivacionais e cognitivas (Gade, 1984).

O teórico do comportamento busca  entender, modelar e afetar a conduta de comprar e consumir das pessoas, procurando padrões regulares nessa conduta (Tuck, 1978).

Definindo a Publicidade como uma “técnica de persuasão destinada a suscitar ou aumentar o desejo de adquirir este ou aquele produto, ou de recorrer a este ou aquele serviço” (Victoroff, 1972, apud Campos, Marcos, Ferreira, 1995, p.2), a Psicologia como a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, está totalmente ligada à Publicidade, pois ao estudar como o ser humano se comporta e o que internamente o leva a se comportar de tal maneira, acaba tendo teoricamente em mãos o material necessário para persuadi-lo. Estas idéias são ratificadas por Myers (1999).

Especificando o tema para o ser humano como um consumidor, os fatores que influenciam a decisão de compra e consumo são fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos (Gade, 1998).

Dentre os estudos da Psicologia da Personalidade que contribuem à Psicologia do Consumidor, pode-se citar a abordagem Psicanalítica, cujo modelo do aparelho psíquico proposto por Freud, fornece importantes dados quanto ao que mobiliza e impulsiona o ser humano a tomar uma decisão e realizar qualquer ato. Freud abriu uma grande ferida narcísica na humanidade com a premissa de que 90% da personalidade do ser humano é inconsciente. A Psicologia do Consumidor trabalharia enfocando esses fatores impulsionadores inconscientes (Fiori, 1981).

Assim sendo e entendendo que o ser humano- consumidor tem seus impulsos para satisfazer desejos, carências e necessidades, tem seus ideais a serem valorizados e culpa se tais valores são desrespeitados, pode-se deduzir como a Publicidade, na tentativa de persuasão, vai tentar agir sobre o consumidor. Na ponte com a Psicologia e com a teoria Psicanalítica, em especial, a Publicidade vai estudar como influenciar o consumidor na decisão de compra, consumo e preferência sobre determinados produtos, marcas ou serviços (Gade, 1998).

Na tentativa de seduzir os consumidores, o processo de persuasão tentará fazer com que surja inconscientemente um desejo, carência ou necessidade que só será suprida ou satisfeita com a compra do produto, ou seja, transformando a compra e seus benefícios em desejos e pulsões inconscientes que necessitam ser satisfeitos de maneira imediata, visando a obtenção de prazer. Desta forma, o indivíduo vai ser impulsionado a buscar tal produto (Gade, 1998).

Entretanto, gerar esse impulso e desejo no indivíduo cria outro desafio à Publicidade: tais desejos não devem transgredir os limites da realidade do consumidor enquanto pessoa, ativando assim as proibições e sentimentos punitivos de culpa decorrentes de sua Consciência Moral. Conseqüentemente, o indivíduo não comprará determinado produto devido a esse sentimento de culpa (Gade, 1998).

São analisados quatro tipos de culpa no consumo (Burnett, Lunsford, 1994, apud Gade, 1998).

A culpa econômica ocorre quando o consumidor sente que o produto é supérfluo e que não precisa dele. Há também a culpa relacionada à saúde, que aparece quando o consumidor sente que o que vai consumir vai lhe fazer algum mal. A culpa moral refere-se às situações onde o consumidor transgride suas próprias leis morais com a compra de determinado produto ou utilização de algum serviço.

A Publicidade pode ainda trabalhar sobre um quarto tipo de culpa chamada Responsabilidade Social, que corresponde à culpa de não-consumo e é trabalhada para a compra de produtos cuja a renda é destinada às associações beneficentes.

Portanto, de acordo com a Teoria Psicanalítica, determinados produtos satisfariam mais a determinadas instâncias psíquicas do que outros, devendo assim a mensagem publicitária contrabalançar seus apelos para que não haja conflitos entre a satisfação de desejos de uma instância e a transgressão dos desejos de outras (Gade, 1998). A saída é a de fazer apelo ao consumo, tendo em base as necessidades de prazer, mas contrapor às exigências da realidade e à consciência moral, síntese esta que Gade (1998) denomina Tríplice Apelo.

 

Mensagens subliminares: Como as mensagens subliminares podem influenciar nosso comportamento.

Mensagens subliminares podem estar presentes em propagandas e na comunicação em geral.

Questões sobre mensagens subliminares são constantemente discutidas na mídia e em círculos acadêmicos sobre as influências destas mensagens inconscientes em nosso comportamento.

Veja neste site artigos sobre Psicologia Jurídica e Psicologia Forense

Existem diferentes críticas e apologias sobre mensagens subliminares e as consequências destas em nosso cotidiano.

A Psicologia é uma ciência que estuda os comportamentos e como tal deve analisar, discutir e considerar a importância deste tema nas atitudes, pensamentos e desejos dos seres humanos.

Abaixo destacamos questões importantes e curiosidades sobre mensagens subliminares como forma de promover novos questionamentos:

1)O que são mensagens subliminares?

Definimos Mensagens Subliminares, como sendo informações ocultas, abaixo da capacidade de percepção consciente das pessoas, influenciando o comportamento, atitudes, motivação, capacidade de aceitação e escolha de um produto.

Em outras palavras, mensagens subliminares são mensagens de persuasão mental, na tentativa de enganar nossa mente. Elas são armazenadas no inconsciente e uma vez que o indivíduo assimilou uma mensagem subliminar, ela fica latente em sua mente até que no.momento.certo.é.ativada.e.vem.a.tona.
O termo “Mensagens Subliminares” foi inventado por James Vicary, um especialista em marketing americano, no ano de 1957.

É importante ressaltar que a mensagem subliminar trabalha unicamente com o subconsciente, portanto, qualquer impressão consciente que uma imagem provoca no indivíduo não pode ser considerada como mensagem subliminar. Em muitos casos, as pessoas tentam encontrar significados em mensagens que não possuem nada de mais. Esse mecanismo é chamado de auto-ilusão, onde uma pessoa costuma usar de seu conhecimento, vivências e suas opiniões pessoais para imprimir suas idéias naquilo que ela está analisando a.mensagem,.mudando.completamente.seu.sentido.real.

2)Como as mensagens subliminares podem afetar nosso Comportamento?

O subconsciente não critica o que nele entra como faz a nossa mente consciente, assimila as informações não pela sua racionalidade, mas pela insistência com que são apresentadas a ele.

Não há, portanto, uma forte influência subliminar numa mensagem que vemos ocasionalmente, mas se formos submetidos dia após dia a uma informação subliminar, tenderemos a acreditar nela se a realidade não se opuser claramente a ela.

Se tivermos apenas que gravar uma informação ou uma associação entre informações a ser reconhecida futuramente, a mensagem subliminar pode contribuir para que isto aconteça, é assim que a propaganda subliminar atua, associando significados importantes ao produto que se quer vender para criar uma atração do consumidor pelo produto. Para cada produto há um consumidor típico, os especialistas em marketing procuram entender bem o perfil psicológico do consumidor alvo dos seus anúncios. Há casos em que se descobre que o consumidor típico de um produto tem tendências auto-destrutivas.

A mensagem subliminar provoca reação a estímulos que estão dentro da nossa capacidade fisiológica de percepção, mas abaixo da nossa capacidade de ter consciência desta percepção. Por exemplo: se você alguma vez pensou ter ouvido o telefone tocar enquanto estava usando um liquidificador e então desligou o aparelho para ouvir e descobriu que o telefone estava de fato tocando, você experimentou a mensagem subliminar. O som do liquidificador encobriu o som do telefone, forçando-o para baixo dos limites da sua capacidade de percepção consciente, mas o telefone tocando ainda assim despertou em você o desejo de tomar uma atitude.

Políticos e  publicitários são exemplos de pessoas que se aproveitam desta falha da nossa psique para influenciar nosso comportamento. No caso da publicidade o objetivo é fazer as pessoas comprarem este ou aquele produto, a política usa disto para votarmos em determinadas pessoas.

Existe também o exemplo das mensagens subliminares em desenhos animados há relatos de desenhos com mensagens ocultas de pornografia, violência etc. Acredita-se que estas mensagens podem influenciar o comportamento de crianças que as recebem.

3) Qual o interesse da psicologia em Mensagens Subliminares?

O lado bom das mensagens subliminares é que elas também podem ser usadas para o benefício das pessoas. Assim como a auto-hipnose, as mensagens subliminares podem servir de apoio para melhorar nossas atitudes, hábitos e aprendizados.

De nada adianta tentarmos mudar um hábito, se, no nível subconsciente, tivermos alguma resistência irracional a esta mudança. Submetendo-nos a mensagens subliminares que contrariam esta resistência, poderemos vencê-la no seu próprio território: o subconsciente. O mesmo costuma acontecer quando há falta de motivação para certas atividades ou comportamentos.

Muitas vezes compreendemos racionalmente que é melhor para nós seguirmos certos caminhos e nos comportarmos desta ou daquela forma em determinadas situações. Mas não nos sentimos motivados para fazer a coisa certa quando surge a ocasião. A razão para isto é que somos máquinas psicológicas cujas forças atuantes vão muito além do bom senso e da razão. Uma atitude irracional que resiste à evidência da sua irracionalidade quase sempre é resultado de uma crença em algo que a própria pessoa não quer admitir.                  C        Contra este tipo de irracionalidade não adianta argumentação racional, pois a mente possui mecanismos de fuga que impedem a pessoa de admitir o óbvio. É preciso, então, opor a esta força uma outra que se instale na mente da pessoa sem que os mecanismos de fuga a percebam.

O poder das mensagens subliminares de invadir o subconsciente sem passar pelo nível consciente pode então mostrar seu valor. Não passando pelo nível consciente, as mensagens subliminares não disparam os mecanismos de fuga da mente, submetendo-se diariamente a mensagens subliminares que escrevem a verdade racional e positiva em seu subconsciente, uma pessoa chegará a ponto de aceitar aquilo que normalmente não aceitaria.mesmo.sendo.o.óbvio.
Uma pessoa que carregue consigo a marca da rejeição ou da culpa não vai ter boa base emocional para se socializar. Nossos pensamentos e emoções influenciam as mudanças bioquímicas no nosso corpo. O subconsciente não distingue entre os pensamentos que você mantém apenas na sua mente e aqueles que você considera “reais”.
A mente subconsciente aceita as imagens fortemente produzidas pela sua imaginação como “reais”, e atua sobre o corpo no sentido de ajustá-lo a estas imagens. Por isto, a auto-sugestão com o uso de imagens tem muito mais força do que aquela praticada com o uso apenas de palavras.

 

Referências

  • site: realidadeoculta.org-o-que-e-mensagem-subliminar
  • site: brasilescola.com/curiosidades/mensagem-subliminar.
  • site: edson-stahal.blogspot

Autores desta publicação: Danielle M M Muzel Almeida; Denise de Oliveira Mendes; Edilene Evangelista da Silva; Karine Guilherme da Silva; Karoline Cristine M Santos; Marilia Bruno de Miranda; Yuri Cristina M da Silva

Como fazer um diagnóstico psicológico e avaliação psicológica na clínica de psicologia

Formas de avaliação psicológica e diagnóstico psicológico de pacientes na clinica psicológica

Os testes psicológicos como por exemplo teste de personalidade, teste de ansiedade e teste para depressão, são ferramentas úteis para identificar sintomas e sinais de distúrbios em pacientes atendidos em clínicas psicológicas

PRISZKULNIK (2000) levantou um histórico e examinou a maneira de cada profissional se posiciona frente ao sintoma do paciente, ao processo de diagnóstico e de tratamento. Aborda em seu artigo “Clínica(s): Diagnóstico e Tratamento”, pressupostos sobre o domínio da clínica médica, e da clínica psicanalítica. Considera a medicina como uma ciência que deve ter delimitado adequadamente o domínio de sua experiência.  Relata que para o reconhecimento de uma determinada doença, o médico deve ter uma definição racional e clara da patologia e do corpo, conjuntamente com suas funções.  Já a psicanálise busca sentido para os sintomas, não submetendo a pessoa a exame corporal, e solicitando que o indivíduo fale de si mesmo sem censura ou crítica.  PRISZKULNIK completa dizendo a obediência a regra técnica da associação livre é fundamental.

No ano de 2000, VAISBERG e MACHADO apresentaram um artigo sobre o diagnóstico estrutural de personalidade, como prática clínica fundamentada na psicopatologia psicanalítica estrutural. São articuladas concepções, sobre a estrutura da personalidade, de Bleger, Bergeret e Winnicott com o objetivo de oferecer subsídios teóricos para o estabelecimento de diagnósticos. As autoras consideram essencial que a cura seja conduzida por meio de busca de determinantes lógicos-emocionais subjacentes à conduta do indivíduo.  A principal finalidade do artigo foi de orientar decisões clínicas quanto à escolha de técnicas e estratégias psicanalíticas adequadas ao tipo de psicopatologia envolvendo em cada caso particular.

A pesquisa de AMORIN (2000) aborda a validação da Entrevista breve para diagnósticos de Transtornos Mentais (MINI); uma entrevista diagnóstica padronizada breve de 15 – 30 minutos compatível aos critérios do DSM-III-R/IV e da CID-10, utilizado na prática clínica e em psiquiatria. Foram realizados 4 estudos para a validação do MINI.  O estudo 1 (França) e 2 (EUA) testaram a confiabilidade da versão DSM-III-R do MINI em 84 sujeitos, sendo 42 pacientes psiquiátricos de cada centro, e sua validade com relação ao CIDI (n=346, sendo 296 pacientes psiquiátricos e 50 de controle) e ao SCID-P (n=370, sendo 308 pacientes psiquiátricos e 62 de controle).  O estudo 3 testou a validade de diagnósticos gerados por clínicos gerais usando o MINI (DSM-IV) com relação a diagnósticos habituais de psiquiatras, em 409 pacientes de quatro países (França, Espanha, Itália, e Reino Unido).  E o estudo 4 testou a confiabilidade entre avaliadores (n=20 pacientes) e a validade dos módulos Transtornos Psicóticos, Depressão e Mania, do MINI Plus-DSM IV (n=104 pacientes psiquiátricos) com relação a dois critérios de referência: diagnósticos do CIDI e diagnósticos clínicos de psiquiatras.  Nos resultados os índices de confiabilidade do MINI e do MINI Plus foram satisfatórios.  Eles mostraram qualidades psicométricas, permitindo uma redução de 50% ou mais no tempo da avaliação.  A pesquisa concluiu que o MINI e sua versão Plus são adaptados ao contexto clínico e representa uma alternativa econômica para a seleção de pacientes, segundo critérios internacionais, em estudos clínicos e epidemiológicos.

CAETANO (1996) em seu artigo relata sobre o conceito do diagnóstico em psiquiatria e seu histórico.  O autor sumariza uma revisão da história do diagnóstico em psiquiatria, descrevendo como o conceito de doença mental tem sido modificado desde os tempos primitivos aos atuais.  Expressa influências ao diagnóstico psiquiátrico, da medicina, do campo científico e de fatores sócio-culturais-econômicos, religiosos e outros. Conclui propondo que fatores biológicos, psicológicos e sociais sejam integrados numa tentativa de entender o paciente como um todo.

 

TOC – Transtorno Obsessivo-compulsivo: sinais e sintomas dos pensamentos obsessivos

O Transtorno obsessivo-compulsivo é um distúrbio que leva a pessoa a manter pensamentos ruminativos (não consegue deixar de pensar em tal coisa) e faz com que a pessoa desenvolva comportamentos repetitivos para tentar diminuir a ansiedade provocada por estes pensamentos. Estes pensamentos podem ainda estar relacionados a um ciúme doentio.

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A doença do TOC deixa a pessoa sem controle de seus pensamentos, inibindo comportamentos e pensamentos adaptativos e provocando um grande desgaste mental e estresse, facilitando um círculo vicioso de pensamentos, sentimentos e comportamentos que sozinho não conseguem se dissipar.

Ainda o TOV pode ocorrer em comorbidade com outros distúrbios e transtornos psicológicos

A relação do TOC com a depressão pode se dar de duas formas pessoa está muito deprimida e começa a desenvolver a obsessão; neste caso, os sintomas tendem a desaparecer com a melhora da depressão. A segunda é a presença de depressão após o início do transtorno, onde, os sintomas do TOC tendem a piorar e para que haja melhora, a depressão deve ser tratada em primeiro plano (SILVA e RACHMAN, 1992).

Até hoje, a maior parte das pesquisas mostram a depressão relacionada à obsessão, por isso, não se sabe se ela tem alguma relação com a compulsão (LOTUFO NETO, 1993).

A maioria dos pacientes relatam que a depressão se desenvolveu após a incapacidade social e profissional que os sintomas causaram, sendo classificada como secundária, entretanto, uma pequena parte tem dificuldade em separar o início dos dois transtornos (VALENÇA e DEL PORTO, 1994).

Segundo o autor, a depressão pode se desenvolver antes, durante e após as obsessões. As mudanças no humor são comuns em função da mudança do comportamento obsessivo.

Segundo SILVA e RACHMAN, 1992, “binge” acompanhado de vômito autoprovocado tem uma característica compulsiva, havendo assim, alguns bulímicos que apresentam comorbidade ao TOC e algumas de suas características estão muito relacionadas à esse transtorno alimentar, por exemplo, comer compulsivamente um determinado número de algum tipo de comida estabelecido anteriormente, surgindo então um tipo de bulimia associada ao TOC.

O significado da palavra anorexia é a “falta de fome”. O que difere esse transtorno do TOC é o caráter do pensamento, as obsessões que causam ansiedade e as idéias consideradas estranhas ou alheias. Na anorexia a pessoa não vê nada de estranho e incoerente em querer ficar magra (ODDONE, DEL PORTO e GONZALEZ, 2001).

Há um subgrupo bem grande de indivíduos com anorexia que apresentam obsessões e/ou compulsões, tendo os sintomas entrelaçados, isto é, quando um comportamento tem significância em ambos os transtornos. Sabe-se que, essas pessoas apresentam uma anorexia mais severa do que aqueles que não apresentam os sintomas obsessivos (SILVA e RACHMAN, 1992).

Segundo PETRIBÚ e BASTOS (1997), os sintomas obsessivos compulsivos ocorrerem entre 10 a 20% dos pacientes esquizofrênicos. Alguns estudos demonstram que há uma transição de idéias obsessivas para o delírio com diminuição de resistência interna e perda da critica, em 20% dos pacientes com TOC. Mesmo assim é rara a comorbidade com a esquizofrenia.

No caso da Síndrome de Tourette (ST), esta têm como característica uma série de tiques motores e vocais que são involuntários, repetitivos, rápidos e esteriotipados e geralmente sem sentido. Eles costumam acontecer em situações de estresse, ansiedade e cansaço (ODDONE, DEL PORTO e GONZALEZ, 2001). Alguns pacientes com a ST apresentam  sintomas obsessivos compulsivos mas, aquelas pessoas que tem TOC dificilmente apresentam a ST (SILVA e RACHMAN, 1992).

A personalidade obsessiva é definida por um grupo de características duradouras de uma pessoa, como as de ser ordeira, meticulosa, sovina, obstinada e perfeccionista (SILVA e RACHMAN, 1992). Ao contrário do que acontece no TOC, as pessoas obsessivas não realizam rituais, sua característica de personalidade é valorizada pelo próprio indivíduo e não lhe causa perturbação (ODDONE, DEL PORTO e GONZALEZ, 2001).

Os indivíduos com esse tipo de personalidade se vêem como responsáveis por si mesmos e pelos outros e percebem os outros como incompetentes, descuidados e irresponsáveis (BECK e cols, 1993).

A personalidade obsessiva não é necessariamente um pré-requisito para o desenvolvimento do TOC, pois diversas pesquisas mostram que, a comorbidade entre os dois é pequena (ODDONE, DEL PORTO e GONZALEZ, 2001).

No transtorno dismórfico corporal (TCD) a pessoa acredita ter um defeito no corpo que precisa ser corrigido; como esse defeito é insignificante, o indivíduo permanece insatisfeito chegando a concordar que a preocupação é exagerada mas não consegue se livrar dessa obsessão. Na verdade, o defeito não está no corpo, e sim em como ela se percebe, ou seja, é um defeito cognitivo, da maneira como a pessoa toma consciência de sua forma corporal (ODDONE, DEL PORTO e GONZALEZ, 2001).

Segundo o autor o TCD se assemelha ao TOC na forma em como o pensamento se apresenta, mas são transtornos distintos e um pode aparecer em comorbidade com o outro.

Ciúme doentio: Como aprender a controlar este sentimento e reconhecer a força interna para se superar em um relacionamento

Ciume doentio: Como aprender a controlar o ciúme e não ficar inseguro no relacionamento

O ciúme doentio é um sentimento profundo e intenso que muitas pessoas experimentam em um relacionamento. Muitos sofrem com este sentimento, se sentem perdido e descontrolado, pois a percepção e a autoestima fica comprometida. Voce pode fazer um teste de ciúme neste site. Clique em teste de ciúme

Sofrer por ciúme não é fácil e deixar de sentir isso é ainda mais difícil para quem está vivenciando esta situação, pois não encontra saídas, muitas vezes sabe que o que percebe, o que vê e o que o outro fala não transmite segurança, alimentando um círculo vicioso que parece nunca ter fim.

O ciúme doentio provoca muito sofrimento e até comportamentos perigosos, quer seja pela impulsividade do ciumento em querer resolver as coisas de forma extremada, quer seja pela incapacidade do ciumento de conseguir se conter, se controlar e de enxergar a situação de maneira menos negativa.

O ciúme patológico ou ciúme doentio por muitas vezes aparece na mídia, jornais, revistas, TVs, em noticiários de suicídio ou assassinatos provocados por pessoas que vivenciaram situações tão desesperadoras que a única forma que encontraram para sair desta situação foram estes atos.

Uma das formas de se conseguir entender o porque ocorreu este sentimento no relacionamento é fazer um retrospectiva de situações que foram dando corpo a este ciúme e a partir desta reflexão associar a própria valorização pessoal com estes acontecimentos.

O principal combustível do ciúme doentio é a própria insegurança de quem vivencia a situação. Mesmo que a situação de ciúme esteja sustentada por uma real traição do outro, vivenciar o ciúme, sofrer com a situação e perdurar neste sofrimento está diretamente relacionado com aquilo que você quer, deseja e espera do relacionamento.

Quando ocorre uma real traição, a pessoa traída precisa se rever na situação, refazendo suas expectativas e reavaliando sua posição neste relacionamento.

Estando com a autoestima elevada, valorizando-se pessoalmente, a pessoa pode em qualquer momento da relação repensar se ainda vale a pena o investimento no outro, se ainda vale a pena reconstruir o que foi destruído e se ainda vale a pena perdoar ou ser perdoado para que se refaça a partir de uma situação tão delicada.

Se, ao contrário, a pessoa estiver com a autoestima rebaixada, sentindo-se inferior, rejeitada, trocada ou menosprezada, provavelmente terá mais dificuldade de repensar, de se reposicionar e de entender suas próprias expectativas, o que pode gerar um sentimento de querer lutar por algo que não sente forças, de querer descobrir ainda mais, de sofrer ainda mais numa penitência que não vale a pena.

A busca pelo atendimento psicológico, a ajuda de um profissional, pode facilitar este processo, permitindo que a pessoa de revalorize, perceba que é merecedora da retribuição de sua capacidade de amar.

Sofrer por ciúme é sofrer pela própria insegurança. Nossa felicidade nunca está nas mãos do outro, nós podemos fazer nossa felicidade e podemos construir relações merecedoras de nosso amor.

Amar demais não é problema, amar e não ser correspondido provoca insegurança, a insegurança diminui nossa autoestima e nos deixa vulnerável.

Se conhecer, se reconhecer, se sentir merecedor de algo bom, poder compartilhar nossa capacidade de amar é saudável e requer principalmente nossa atenção para isso.

 

Psicologia Social e Psicologia do terceiro setor: Campo de atuação do Psicólogo Social

A Psicologia Social é um campo vasto de ser estudado, pois implica questões de cunho cultural, além de valores, preferências e maneiras de comunicação que são comuns e traduzem as formas de culturas de cada lugar (Bonin, 2003).

A Psicologia Social auxilia a sociedade e o próprio indivíduo a se conhecer e também o outro, pois cria subsídios para um trabalho onde o resultado é obter informações sobre a cultura, o ambiente, nível socioeconômico e identidade da região, do objeto ou do foco estudado (Ciampa, 1994).

A Psicologia Social surgiu no Brasil em meados da década de 60 e 70 e seguiu um rumo semelhante à Psicologia Social dos EUA (Bernardes, 1998).

Uma das práticas da Psicologia Social é a Pesquisa, pois para se chegar a um resultado é necessário antes realizar procedimentos científicos e metodológicos que nos permitam chegar a uma conclusão (Tittoni, 2003).

Em países como o Brasil, onde existe uma grande variação cultural, a pesquisa se torna importante e traz muitos conhecimentos a nossa sociedade (Bonin, 2003).

Além disso, a Psicologia Social tem um papel muito importante dentro da comunidade. Dentro dela é possível desenvolver potencialidades individuais, grupais e coletivas, conscientizando a população e, assim, integrar grupos a programas sociais, prevenir doenças, educar a população e promover mudanças de atitudes (Sawaia, 2003).

A Psicologia Social também tem um papel importante dentro das representações sociais. Essas representações levam os indivíduos a produzirem comportamentos e interações com o meio, desta forma havendo uma modificação entre os dois (Bonin, 2003).

Pensando também na Psicologia Social, surgem os Programas e Projetos Sociais. Existe uma diferença entre ambos. Chama-se Programa Social um conjunto de projetos que buscam um mesmo objetivo. O programa estabelece as prioridades nas intervenções, ordena os projetos e aloca os recursos. Como afirma a ONU, o Projeto Social é “um empreendimento planejado que consiste em um conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas para alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dados” (Curty, 1999, p.60).

As mudanças que vêm ocorrendo no cenário sócio-político e econômico favoreceram nas últimas décadas a expansão e o fortalecimento das organizações sem fins lucrativos, entidades que compõem o Terceiro Setor. O psicólogo social deve estar preparado para atuar com outros profissionais como: assistentes sociais, pedagogos, filósofos, entre outros. O papel deste profissional está cada vez mais sendo solicitado em ONG’s (Organizações Não Governamentais) e outros tipos de Instituições (Neves & Bernardes, 1994).

Assim, a Psicologia Social no Terceiro Setor representa uma nova forma de praticar e pensar Psicologia, levando em conta fatores sócio-ambientais e culturais para depois se pensar em intervenções sócio-comunitárias, ou seja, intervenções voltadas para auxiliar o desenvolvimento de pessoas, comunidades e regiões, através de programas, projetos ou atividades pontuais (Andery, 1994).

O papel do psicólogo no Terceiro Setor é fundamental, sendo que este não atuará com interpretações e intervenções clínicas, mas com orientações e ações conjuntas com outros profissionais, propiciando uma melhora na qualidade de vida do indivíduo e de sua família (Andery, 1994).

 

Psicologia Jurídica: Campo de atuação da Psicologia Jurídica e trabalho do Psicólogo Perito

A Psicologia Jurídica é considerada historicamente como um ramo da Psicologia que estuda o comportamento  criminal do ser humano, observando o cumprimento da pena imposta ao infrator (Silva, 2003). Veja a atuação do Psicólogo Forense

A Psicologia Jurídica pode caracterizar-se como uma área que corresponderia a “… um instrumento auxiliar no exercício da Justiça nos processos que tramitam nas Varas da Infância e da Juventude e nas Varas de Família e Sucessões dos Foros Regionais, e nos Tribunais de Justiça dos Estados” (Silva, 2003, p.49).

Houve um aumento  do estudo da Psicologia decorrente da necessidade  da busca pela norma  a ser aplicada nas disposições legais relativas à matéria no campo jurídico que esteja de acordo com o Direito, aumentando conseqüentemente a atuação da Psicologia Forense e do psicólogo nesta área, que deixam de ser apenas dos foros e tribunais e vão em busca de novas informações e técnicas para a compreensão do comportamento humano (Silva, 2003).

Conforme Camargo (1996), o termo forense é aplicado aos tribunais, ao foro e à Justiça, servindo também para classificar todas as tarefas e atividades de prestação jurisdicional. Nesse sentido fala-se em prática forense, livraria forense e assim por diante.

O psicólogo nomeado perito, atua através de laudos e pareceres  que servem de instrumentos indispensáveis para que o Juiz possa ou não aplicar Justiça. Silva (2003) faz uma divisão deste profissional em psicólogo forense, psicólogo jurídico e psicólogo judiciário apresentadas a seguir as suas características principais:

1- psicólogo forense: atua através da aplicação de procedimentos para avaliar a personalidade e o grau de periculosidade de adultos ou adolescentes, nos processos criminais, nas Varas Especiais da Infância e da Juventude;

2- psicólogo jurídico: atuando como perito dentro dos processos civis ou fora como assistente técnico da instituição judiciária, observando o mecanismo familiar das pessoas no processo de litígio nas Varas da Família e nas Varas da Infância;

3- psicólogo judiciário: psicólogo jurídico que atua dentro do sistema judiciário.

Há uma escassez de fontes bibliográficas sobre a  Psicologia Jurídica, principalmente no Brasil. França (2004) denomina a Psicologia Jurídica como uma área que relaciona diretamente psicólogos com o sistema de justiça, preferindo o adjetivo jurídico  por ser mais abrangente e por  referir-se aos preceitos  concernentes ao Direito. Já o termo forense especifica ser relativo ao foro judicial e aos tribunais .

Para Palomba (1999), psiquiatra forense atuante em São Paulo, há necessidade de pelo menos dois anos de experiência prática na área clinica para uma delimitação mais precisa do diagnóstico nessa área. Aponta como importante para essa prática profissional o exercício de serviços de perícia, para que o psicólogo adquira a habilidade de ler processos, examinar e discutir casos. Essa posição também é compartilhada por Berno (1999).

Nesta Monografia será dada ênfase na terminologia Psicologia Jurídica e no profissional que a  exerce,  que é o psicólogo perito.

Silva, Vasconcelos e Magalhães (2001) apontam ser a Psicologia Jurídica   uma área nova e pouco conhecida da Psicologia. Como não existem técnicas que lhe sejam  especificas, os psicólogos que nela atuam utilizam técnicas e conhecimentos já prontos da Psicologia principalmente o modelo clínico.

Isto é importante para todas as áreas da Psicologia É muito importante o psicólogo judiciário estar atento à literatura específica para atualizar o seu conhecimento, revisando bibliografias e trocando informações com outros profissionais que atuem na área. A atualização e aperfeiçoamento de métodos e técnicas de trabalho, em conjunto com  a prática diária, são condições que aprimoram o conhecimento nessa área, pela falta de um referencial que lhe seja específico (Silva, Vasconcelos e Magalhães, 2001).

Esse autor discute  ainda que a  Psicologia Jurídica é uma emergente área de especialidade da ciência Psicologia, em especial, quando comparada às áreas tradicionais de formação  e atuação da mesma como a Escolar, a Organizacional e a Clinica. Os setores da Psicologia Jurídica são diversos. Há os mais tradicionais, como a atuação em fóruns e prisões e também atuações inovadoras como a mediação e a autópsia psíquica, uma avaliação psicológica retrospectiva mediante informações de terceiros.

A perícia é  semelhante a um exame de situações ou fatos, feito por um profissional gabaritado ou por algum que conheça a matéria que lhe é submetida. Esse é denominado de perito, podendo então ser um psicólogo  (Brandimiller,1996).

Conforme Silva (2003) essa prática da perícia é  conveniente ou necessário para fornecer ao Juiz informações que passem despercebidos ao conhecimento jurídico ou senso comum. A dispensa do exame do perito só é feita quando o Juiz tem conhecimento do senso comum e assim a determina, ou quando o perito tem relação direta com o periciando.

Para Greco (1994) a perícia documenta conhecimentos especializados, inclusive para exame em grau de recurso. Contudo, o Juiz permanece com o poder decisório, de criticar, comentar  acolher ou não as informações compiladas.

Segundo Barros (1997) a perícia estabelece o campo de atuação da Psicologia Jurídica na busca da realidade dos fatos através da prova pericial. Normalmente essa verdade é oferecida  aos autos sempre parcial e incompleta, não podendo obtê-la por completo, mesmo quanto aos conteúdos  inconscientes que permanecem inacessíveis à investigação ou pelo distanciamento entre o subjetivo e o objetivo do Direito e o  discurso afetivo e subjetivo da Psicologia. Por esses motivos, o intuito da Psicologia Jurídica  é de indicar situações  familiares que nortearão a atuação do psicólogo, do próprio  advogado, do promotor e do Juiz.

 

Quais os principais transtornos psicológicos: Classificação dos transtornos psicológicos

Classificação dos Transtornos psicológicos: Teste para Transtorno de Ansiedade, Transtorno Depressivo, Transtorno de Personalidade

Segundo BECK e cols. (1993), muitos pacientes aparecem à terapia apresentando questões outras que não problemas de personalidade. Uma forma de identificar distúrbios psicológicos e transtornos psicológicos pode ser por meio de testes psicológicos e testes de personalidade. Clique nestes links e saiba mais

Mais freqüentemente com queixas de depressão e ansiedade, codificadas no Eixo I do DSM-III-R. Segundo os autores, a depressão e ansiedade referidas, podem ser distintas e avaliadas separadas da do Transtorno no Eixo II, e/ou derivado e alimentados pelo transtorno de personalidade do Eixo II.

De acordo com KAPLAN, SADOCK e GREBB (1997), os transtornos do Eixo I são transtornos clínicos que contém todos os transtornos maiores como ansiedade, depressão, esquizofrenia, abuso de substâncias e transtornos orgânicos, já os transtornos do Eixo II são os transtornos de personalidade (ex., anti-social, obsessivo-compulsivo), e segundo os autores, os indivíduos podem ser diagnosticados tanto no Eixo I quanto no Eixo II simultaneamente, por exemplo, uma pessoa pode sofrer de depressão maior (Eixo I) e também apresentar traços de personalidade compulsiva (Eixo II).

Segundo SPITZER e cols. (1996), o DSM-IV Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (APA, 1995), incentiva o uso de um sistema multiaxial para a avaliação, já que este sistema avalia o paciente em uma série de variáveis e em diversos eixos, cada qual referindo-se a um diferente comando de informações que podem vir ajudar o clínico a descrever o tratamento e até mesmo “adivinhar” o resultado. A classificação multiaxial do DSM-IV (APA, 1995) é composta de cinco eixos:

Eixo I              Transtornos clínicos

Outras condições que podem ser um foco de atenção clínica

Eixo II                        Transtornos da personalidade

Retardo Mental

Eixo III           Condições médicas gerais

Eixo IV           Problemas psicossociais e ambientais

Eixo V                        Avaliação global do funcionamento

Segundo o DSM-IV (APA, 1995), o Eixo I traz alguns Transtornos como: do humor, de ansiedade, sexuais, alimentares, do sono, relacionados a substâncias e somatoformes. Já o Eixo II diz respeito aos Transtornos de Personalidade (Anti-Social, Paranóide, Dependente, Obsessivo-Compulsivo e outros) e Retardo Mental. No Eixo III analisa-se as Condições Médicas Gerais como: doenças infecciosas, neoplasias, doenças metabólicas, endócrinas, doenças do sistema nervoso, circulatório, respiratório, digestivo e outras). O Eixo IV vai relatar os Problemas Psicossociais e Ambientais como: problemas de educação, ocupacionais (desemprego), moradia (adequada, inadequada), problemas econômicos (pobreza, recursos financeiros inadequados), problemas com o acesso aos serviços de cuidados à saúde, problemas relacionados ao ambiente social (viver sozinho, discriminação, adaptação à transição no ciclo de vida como aposentadoria) ou ainda problemas relacionados com o grupo de apoio primário (família). E por fim o Eixo V, que é a Avaliação Global do Funcionamento, onde se considera o funcionamento psicológico, social, ocupacional em um continum hipotético de saúde-doença mental.

Diversos estudos observaram que o transtorno de somatização freqüentemente coexiste com outros transtornos mentais. Aproximadamente 2% dos pacientes com transtorno de somatização apresentam sintomas psiquiátricos identificáveis, e até metade dos pacientes têm outros transtornos mentais. Os transtornos da personalidade freqüentemente associados são aqueles caracterizados por aspectos paranóides, esquiva, autodestrutivos e obsessivos-compulsivos (KAPLAN, SADOCK e GREBB, 1997).

Os transtornos distímicos (humor deprimido) afetam de 3% a 5% da população geral e aproximadamente 30% a 50% dos pacientes de clínica psiquiátrica geral, e freqüentemente coexiste com outros transtornos mentais, especialmente transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade (principalmente, transtorno de pânico), abuso de substâncias e transtorno da personalidade borderline. Estes pacientes tendem a receber uma extensa variedade de medicamentos psiquiátricos, incluindo antidepressivos, antimaníacos (lítio, carbamazepina) e sedativos hipnóticos (KAPLAN, SADOCK e GREBB, 1997).

KAPLAN, SADOCK e GREBB, (1997) ressaltam que um recente estudo detectou que 76% dos homens e 65% das mulheres com diagnóstico de dependência de substância química apresentavam um diagnóstico psiquiátrico adicional, sendo que a comorbidade mais comum é o álcool associado a outras substâncias. Outros diagnósticos psiquiátricos como transtorno da personalidade anti-social, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo maior e transtorno distímico são freqüentemente associados com abuso de substância. Sabe-se que as substâncias mais potentes e perigosas como a cocaína e opióides (heroína, codeína, hidromorfona), têm provocado as mais altas taxas de comorbidade, já que 90% dos indivíduos com dependência de opióides têm um diagnóstico psiquiátrico adicional, sendo que as comorbidades mais comuns são o transtorno depressivo maior, os transtornos relacionados ao álcool, o transtorno de ansiedade e o transtorno da personalidade anti-social.