Depressão: A doença silenciosa que pode matar

February 8, 2010 – 10:13 pm por paulo

A depressão se converterá, em 2020, na segunda causa de incapacidade no mundo, por trás das doenças isquêmicas (infartos, insuficiência coronária, acidente cerebrovascular). No ano 2000 ocupava o quarto lugar nesta classificação, o que dá uma idéia da importância e do aumento da prevalência desta doença.

Faça um teste de depressão

A doença depressiva atinge 340 milhões de pessoas e causa 850 mil suicídios por ano em todo o mundo e 86% delas estão em países de baixa e média renda. Somente no Brasil, estima-se que há 13 milhões de depressivos.

A depressão pode se manifestar de várias maneiras. Os sintomas e sinais podem variar muito de pessoa para pessoa, mas algumas características são observadas com maior freqüência. De acordo como o DSM IV, os principais sintomas da depressão são: feições deprimidas ou tristes, redução do interesse ou prazer em realizar atividades (anedonia), alterações de apetite (perda ou excesso de apetite), alterações de sono (insônia ou excesso de sono), redução do geral do nível de atividade (retardo psicomotor), agitação ou ansiedade, fadiga ou perda de energia, sentimentos de inferioridade e/ou culpa continua, autocrítica, recordação seletiva ou atenção para eventos negativos, distorção cognitiva e ideação suicida.

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Teste de personalidade: Traços de personalidade e ajustamento

February 5, 2010 – 6:00 pm por Beatriz

Traços são formas de comportamento ou tendências para agir de determinadas maneiras; podem derivar de necessidades.

Ajustamento é uma qualidade geral de comportamento, aglomerado de tendências ou traços.

Valores são os objetivos que alguém procura atingir, para satisfazer uma necessidade.

É muito difícil demonstrar que traços de personalidade presumidos servem para diferençar grupos de pessoas e prever comportamentos em diferentes ocupações, embora haja alguma evidência de que os traços de personalidade têm influência no comportamento ocupacional e afetam a escolha da ocupação e o êxito.

Muitas vezes há superposição de ocupações com traços semelhantes.

Possível conclusão de que há lugar para personalidades muito diferentes em qualquer ocupação, e de que há pessoas com dado conjunto de traços de personalidade que encontram vazão para suas tendências de comportamento e estilo pessoal em muitas ocupações.

Testes de ajustamento e inventários não servem para diferençar um grupo ocupacional de outro. Isso por causa da complexidade dos determinantes da escolha ocupacional.

Avaliação do TDAH em crianças: Sintomas, características e tratamento para TDAH em crianças e adolescentes.

February 4, 2010 – 7:18 am por Beatriz

Como é feita a avaliação do TDAH em crianças, TDAH em adolescentes e TDAH em adultos:

Veja mais sobre TDAH

Veja teste psicológico para identificar o TDAH

Veja sobre testes psicológicos de personalidade

Veja sobre testes de psicologia

Veja sobre distúrbios psicológicos

Veja sobre tratamento para TDAH

Estudos e pesquisas atuais mostram que, em média, 67% de crianças diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) continuam tendo os sintomas quando adultos, interferindo na vida acadêmica, profissional, afetiva e social.

A avaliação precoce e o tratamento adequado podem reduzir os sintomas significativamente.

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que atinge de 3% a 7% da população. Caracteriza-se por diminuída capacidade de atenção, impulsividade e hiperatividade, de acordo com o DSM-IV-TR (American Psychological Association, APA, 2003), afetando crianças, adolescentes e adultos. Estima-se que 60% a 70% das pessoas que tiveram TDAH na infância mantêm o transtorno na vida adulta.

O TDAH em adultos muitas vezes tem sido visto como uma doença camuflada, devido ao fato dos sintomas serem mascarados, ocorrendo problemas de relacionamento afetivo e interpessoal, de organização, problemas de humor, abuso de substâncias, ou seja, caracterizados pela comorbidade.

O DSM-IV (APA, 1994) e o DSM-IV-TR (APA, 2002, 2003) indicam uma série de critérios para diagnóstico do TDAH, diferenciando os critérios de desatenção, hiperatividade, impulsividade e critérios gerais tal como descritos nos quadros abaixo. Tais critérios foram baseados principalmente em manifestações infantis de TDAH.

Os principais critérios para diagnosticar o TDAH em crianças são:

  1. Critérios de Desatenção
  2. Critérios de Hiperatividade
  3. Critérios de Impulsividade

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TDAH em adultos: sintomas e características do TDAH em adultos

February 3, 2010 – 7:05 am por Beatriz

Sintomas do TDAH em adultos

As pesquisa atuais têm identificado vários sintomas em adultos com diagnóstico de TDAH.

Adultos que desenvolvem o Déficit de atenção e hiperatividade costumam apresentar os seguintes sintomas e características:

  • Dificuldades com relações afetivas instáveis (separações, divórcios);
  • Instabilidade profissional que persiste ao longo da vida;
  • Rendimentos abaixo de suas reais capacidades no trabalho e na profissão;
  • Falta de capacidade para manter a atenção por um período longo;
  • Falta de organização (carente de disciplina);
  • Insuficiente capacidade para cumprir o que se comprometem;
  • Incapacidade para estabelecer cumprir uma rotina;
  • Esquecimentos, perdas e descuidos importantes;
  • Depressão e baixa auto-estima;
  • Dificuldades para pensar e se expressar com clareza;
  • Tendência a atuar impulsivamente e interromper os outros;
  • Dificuldades de escutar e esperar sua vez de falar;
  • Freqüentes acidentes automobilísticos devido à distração;
  • Freqüente consumo de álcool e abuso de substância

É importante salientar que alguns destes sintomas costumam aparecer de forma exacerbada, como por exemplo:

  • Baixa auto-estima;
  • Sonolência diurna (dormir como uma pedra);
  • Pavio curto (mistura de impulsividade e irritabilidade);
  • Necessidade de ler mais de uma vez para “fixar” o que leu;
  • Dificuldade de levantar de manhã,
  • Dificuldade de se “ativar” no início do dia;
  • Adiamento constante das coisas;
  • Mudança de interesse o tempo todo;
  • Intolerância a situações monótonas e repetitivas;
  • Busca constante por coisas estimulantes ou diferentes e variações freqüentes de humor.

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Como é o adulto que sofre de TDAH. Déficit de atenção em adultos: Características diagnósticas principais

February 2, 2010 – 11:32 pm por Beatriz

Dificuldades específicas da função de atenção no adulto com TDAH

Faça um teste e descubra se tem TDAH: Teste de TDAH

Adultos com TDAH apresentam uma tendência pronunciada de distração, esquecimento, repetições de erros, além de perderem coisas, não recordarem o que acabaram de ler, de necessitarem perguntar muitas vezes o mesmo e evitarem sistematicamente toda leitura que não seja do seu interesse específico.

Geralmente envolvem-se em atividades de pouca atenção e concentração por apresentarem tais dificuldades. Isso não significa não prestar atenção nunca, mas em muitas ocasiões, ou na maioria delas a pessoa está dispersa, “no mundo da lua”.

No trabalho, custam a se organizar, permanecer atentas e terminar uma tarefa. O tempo que necessitam geralmente é muito maior do que se espera e rendem mais quando estão sozinhos. Mostram dificuldades também com a memória de trabalho, que permite os processos de comparação, processamento e emissão de uma resposta correta.

Adultos com TDAH não são críticos quanto a suas dificuldades de atenção e poucos se dão conta do problema. Isto acontece porque sempre foram dispersos e desatentos, erram repetidamente, perdem coisas, não recordam o que acabam de ler, necessitam perguntar várias vezes a mesma coisa e evitam leitura que não seja de seu interesse específico. E são capazes de dormir ou desligar diante de assuntos que não lhe interessam diretamente, indicando que são pessoas que padecem de um problema de atenção. Muitas vezes se dedicam a trabalhos que exijam pouca atenção e concentração, mostrando uma clara dificuldade para conseguir o mínimo de concentração suficiente para manter qualquer atividade.

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Testes Psicológicos e Estratégias para Avaliação Psicológica utilizadas na área da Saúde

January 24, 2010 – 11:33 pm por paulo

O uso de estratégias, testes psicológicos e modelos de intervenção psicológica na área da saúde para melhor avaliação dos conteúdos emocionais presentes nos pacientes hospitalizados promovem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas pelo profissional que atua neste contexto.

As vantagens e desvantagens de diferentes tipos de estratégias que podem ser utilizadas na obtenção dos dados, por intermédio de questionários, diários, observações, medidas psicofisiológicas, dados de prontuários e instrumentos com qualidades psicométricas são pontos presentes na avaliação psicológica no contexto da saúde e no contexto da Psicologia Hospitalar.

Nesse sentido os questionários podem ser de grande valia na economia de tempo e/ou como direcionadores em entrevistas mais específicas; os diários são importantes na recuperação de informação sobre comportamentos e pensamentos relacionados à saúde e podem ser utilizados com linhas de base, apesar de serem questionados sobre as qualidades psicométricas.

As observações podem ser realizadas de forma estruturada durante as visitas ou superestruturada, com situações de role-playing filmadas; já as medidas psicofisiológicas são adequadas quando do uso de técnicas de biofeedback.

Os dados de prontuários, apesar de serem muito úteis devem ser vistos com muita cautela, já que dependem da cultura do hospital/país e profissionais em operacionalizarem detalhadamente as informações sobre o paciente.

A avaliação psicológica é mais adequada quando envolve não somente o uso de testes psicológicos.

A avaliação psicológica deve ser complementada por entrevistas clínicas direcionadas ao problema, observações sistemáticas do comportamento, troca de informações com equipe de saúde (enfermeiras, médicos, terapeutas ocupacionais, etc.), dentre outras estratégias.

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Tipos de instrumentos e testes psicológicos utilizados na avaliação psicológica na área da saúde

January 23, 2010 – 8:31 pm por Joel

A importância da utilização de testes psicológicos como instrumentos com qualidades psicométricas comprovadas deve ser considerada pelo profissional Psicólogo Hospitalar.

É de fundamental importância identificar que alguns instrumentos variam em seus objetivos e alcance e devem ser considerados em seus diferentes aspectos.

Algumas variáveis tais como o objetivo da avaliação psicológica, contexto em que se insere, tempo disponível do profissional e paciente, treinamento do profissional, características do quadro do paciente, devem ser pontuados na prática do Psicólogo na área da Saúde.

As medidas de amplo espectro se referem a instrumentos que possuem por objetivo avaliarem características da personalidade do paciente, tais como o Sixteen Personality Factor Inventory (16 PF), Minnesotta Multiphasic Personality Inventory (MMPI), Millon Clinical Multiaxial Inventory (MCMI), Symptom Check List-90 Revised (SCL-90-R), sendo que alguns destes possuem qualidades psicométricas adequadas para a população brasileira e outros ainda não possuem ou estão em estudo.

Já os instrumentos de estreito espectro seriam aqueles mais específico para uma determinada condição ou situação, tais como o Beck Depression Inventory (BDI), Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD), Mini-Mental-State Exam (MMS), Family Environment Scale (FES), Multidimensional Health Locus of Control (MHLC), Câncer Inventory of Problem Situations (CIPS), dentre outros, sendo que, da mesma forma, alguns já estão adaptados para a cultura brasileira e outros não estão ou estão sendo estudados por pesquisadores/equipes especialistas em avaliação psicológica.

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Avaliação Psicológica na área da Saúde – Protocolos e testes psicológicos na avaliação psicológica de pacientes

January 22, 2010 – 9:29 am por Beatriz

Testes psicológicos e Protocolos de avaliação psicológica em ambientes da saúde podem ser considerados como guias de avaliação específicos para especialidades e serviços com características próprias.

É o caso por exemplo de atendimentos pré e pós-operatórios de serviços como o de gastrologia, mais direcionado à obesidade mórbida ou mesmo acompanhamento de obesos em SPAS.

Outras avaliações na área da saúde incluem avaliação e acompanhamento de pacientes com transtornos de humor, em nível ambulatorial ou enfermaria, condições psicológicas secundárias à presença de doenças, desordens psicofisiológicas associadas a problemas de saúde, avaliações relacionadas à questão da adesão ao tratamento, etc.

Uma importante área que se faz presente a avaliação psicológica devido às características e manutenção dos sintomas são as doenças consideradas de cunho psicossomático.

Além destas, foca-se ainda os programas de avaliação para auxiliar pacientes e familiares a desenvolverem estratégias de enfrentamento de doenças crônicas, modificação de comportamentos de risco em detrimento de diagnóstico de doenças específicas, avaliação e acompanhamento de mães com bebês de alto-risco internados em UTI Neonatal, dentre outras possibilidades.

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Objetivos e atuação do Psicólogo na área da Saúde – A avaliação Psicológica na área da Saúde

January 21, 2010 – 10:59 am por Beatriz

A avaliação psicológica no contexto da saúde possui alguns objetivos.

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Entre eles pode-se destacar a sistematização das informações dos vários aspectos do funcionamento do paciente, como dados perceptuais, motores e funcionamento. Formas objetivas de se obter informações sem a necessidade de avaliação essencialmente subjetiva, a fim de elucidar hipóteses que são necessárias para a intervenção.

Os testes psicológicos mais utilizados em ambientes médicos são aqueles que avaliam funções intelectuais, escalas auto-administradas (quando possível), inventários de personalidade, testes projetivos (quando cabível), além dos testes neuropsicológicos que muitas vezes são utilizados para realizar um diagnóstico diferencial.

No entanto, a utilização de testes nem sempre é necessária, principalmente em casos em que o diagnóstico se mostra claramente aos profissionais ou casos em que os níveis de funcionamento do paciente estão evidentemente relacionados à estressores específicos do ambiente de saúde ou estado do paciente.

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Atuação do Psicólogo na Psicologia da Saúde - A Avaliação Psicológica na Saúde – Modelo e Metas de Avaliação Psicológica na Saúde

January 19, 2010 – 5:13 pm por paulo

A psicologia na saúde está baseada em evidências e vem ganhando importância nos meios científico, confirmando resultados práticos da atuação deste profissional, principalmente em países desenvolvidos.

Alguns estudos mostram os resultados e o desenvolvimento de ensaios clínicos randomizados com o intuito de demonstrar a eficácia das avaliações psicológicas e, conseqüentemente, das intervenções psicológicas em ambientes médicos, enfatizando a utilização de ferramentas de avaliação psicológica baseadas em estudos de validade e precisão mais elaborados, o que evitaria a avaliação baseada somente na intuição clínica.

O desenvolvimento de protocolos de avaliação de pacientes é fundamental para o desenvolvimento de guias de tratamento mais eficientes.

O tipo de serviço prestado pelo Psicólogo na área da Saúde, o objetivo do profissional, bem como o setor em que se situa o profissional são algumas das variáveis que influenciarão diretamente a forma como o psicólogo desenvolverá seu protocolo de avaliação psicológica.

De maneira geral, as informações necessárias para uma avaliação minimamente adequada estão relacionadas ao estado geral do paciente, as mudanças que ocorreram desde o início da doença e o histórico passado, principalmente aquele relacionado ao enfrentamento de situações de doença anteriores.

A avaliação psicológica na área da saúde deve levar em consideração as peculiaridades do sistema de saúde, bem como os suportes social-familiares que o paciente vem recebendo, a fim de contextualizar o tipo de avaliação psicológica e, conseqüentemente o tipo de intervenção mais específica.

Belar e Deardorff (1995) relatam um modelo das principais metas de avaliação de um psicólogo da saúde em ambientes hospitalares, divididos em domínios (biológico/físico, afetivo, cognitivo e comportamental) em unidades (paciente, família, sistema de saúde e contexto sociocultural) e relatados de forma simplificada a seguir:

• Metas biológicas - avaliação de aspectos tais como natureza, localização, freqüência dos sintomas, tipos de tratamento recebido e suas características (ex. altamente invasivos), informações de sinais vitais e exames (ex. presença de álcool no sangue), além de informações genéticas e procedimentos médicos anteriores à internação;

• Metas Afetivas - avaliação sobre os sentimentos do paciente sobre a doença, tratamento, futuro, limitações e histórico de variações de humor;

• Metas Cognitivas - conhecimento do paciente sobre o quadro e a situação de saúde, manutenção de funções como percepção, memória, inteligência, tipo de padrões de avaliação da situação (crenças), percepção de controle da situação (lócus de controle), capacidade de avaliação de custo/benefício de opções de tratamentos, expectativas sobre intervenções;

• Metas comportamentais - reações do paciente, tais como expressões faciais, sinais de ansiedade (postura, contato), estilos de comportamento frente à internação (hostil, ansioso) e hábitos de risco ou protetores.

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